Demorei para agradecer porque todos os dias chegava um presente novo pelo meu aniversário. Lindas prendas, mais lindos cartões, alguns deles assinados por dezenas ou centenas de pessoas. Amei todos eles. Valorizei cada pújá, desde os mais singelos, ofertados de coração. Mas quero agradecer a todos em nome da estimada instrutora Conceição Martins, de Feira de Santana, Bahia, cujos filhos também se tornaram instrutores do nosso Método, e que teve a gentileza de me enviar uma caneta de ouro com os dizeres: “Obrigado por existir e ter mudado a minha vida.” Não pelo valor do presente, mas pela intenção agradeço a essa demonstração de reconhecimento que muito me sensibiliza. Como esse, todos os demais cartões e presentes simbolizam o carinho transbordante de pessoas especiais, algumas das quais estão comigo há mais de vinte e há mais de trinta anos. Por todas elas nutro um carinho que jamais conseguiria expressar por palavras. Apenas um abraço apertado e longo pode lhes dizer o quanto de afeto sinto em minha alma. Obrigado pelas tantas, enormes, manifestações de carinho, entre elas o presente coletivo que foi o traje que utilizei para ministrar a aula pelo Dia do Yôga comemorativa pelos meus cinquenta anos de ensino. Espero cumprir melhor a minha missão daqui para a frente, pelos próximos cinquenta!
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Edição de luxo, com capa dura, tamanho especial bem maior, comemorativa aos meus cinquenta anos de ensino desta filosofia. Cada participante ganhará um exemplar totalmente free na saída do evento por cortesia do Conselho Administrativo. Essa obra estava esgotada há mais de dez anos! Considerando o valor de capa que esse livro terá para venda se sobrarem alguns exemplares, podemos dizer que o sádhana do dia 28 sairá praticamente de graça. Mas acho bom correr, pois só dispomos de alguns lugares.
David trabalha há vinte anos com a Apple e é diretor da empresa CAD Technology, que dá assistência e vende equipamentos MacIntosh. Esse devotado aluno da Unidade Borba Gato, veio ao meu escritório com mais um técnico e ambos ficaram ontem durante quatro horas queimando os neurônios. Não conseguimos solucionar o problema. Mas David não é homem de desistir. Foi para casa e não sei se dormiu à noite ou se ficou carburando. Hoje retornou à minha caverna com a solução! O Steve Jobs devia dar uma medalha ao David, esse heroi que reabilitou a imagem da Mac.
Agora, vamos ter novamente livros publicados pela nossa editora. Prepare-se que lá vem chumbo grosso: estamos com vários livrinhos pocket engatilhados (Zen noção, Síntese do SwáSthya Yôga, Código de Ética, Meditação, Yôga tem acento, A medalha com o ÔM e outros), bem como a nova edição do Tratado de Yôga, o livro Mensagens, o Yôga Sútra de Pátañjali e o DeRose, Histórico e Trajetória. Depois, assim que a editora estiver capitalizada, começaremos a publicar as segundas edições dos livros dos nossos instrutores que desejarem editá-los pelo selo editorial Egrégora.
Tudo isso, graças ao empenho e boa vontade do nosso estimado David Oliveira, que conseguiu solucionar um problema que ninguém resolveu. Quem desejar contratar seus serviços ou comprar um Mac, seu telefone é (11) 3849-8257 ramal 25, www.cadtec.com.br.
Nosso colega e amigo de Portugal, Dr. João Camacho, acaba de me enviar a tradução para o francês que mandou fazer do nosso livro Yôga Sútra de Pátañjali, como pújá efetivo espontâneo. Pelo que pude avaliar no meu francês, está excelente. Contudo, enviei à Profa. Sónia Saraiva, Presidente da Federação Francesa de SwáSthya Yôga para que ela a submetesse a vários franceses nativos a fim de que polissem ainda mais a tradução de forma a que ninguém possa estranhar a sintaxe ou mesmo o vocabulário.
Trata-se de uma empreitada difícil, já que mesmo no português precisei aplicar termos que não são usuais para conseguir chegar mais perto do que concluí ser o sentido original. Para isso, investi vinte e quatro anos de viagens à Índia e consultei muitos swámis, saddhus, pandits e todos aqueles que me inspiraram confiança no conhecimento do sânscrito bem como na intimidade com o Sámkhya, linha de Pátañjali.
Codificar: reunir numa só obra textos, documentos, extratos oriundos de diversas fontes; coligir, compilar. (Dicionário Houaiss)
Imagine que você ganhou como herança um armário muito antigo (no nosso caso, de cinco mil anos). De tanto admirá-lo, limpá-lo, mexer e remexer nele, acabou encontrando um painel que parecia esconder alguma coisa dentro. Depois de muito tempo, trabalho e esforço para não danificar essa preciosidade, finalmente você consegue abrir. Era uma gaveta esquecida e, por isso mesmo, lacrada pelo tempo. Lá dentro você contempla extasiado um tesouro arqueológico: ferramentas, pergaminhos, sinetes, esculturas! Uma inestimável contribuição cultural!
As ferramentas ainda funcionam, pois os utensílios antigos eram muito fortes, construídos com arte e feitos para durar. Os pergaminhos estão legíveis e contêm ensinamentos importantes sobre a origem e a utilização das ferramentas e dos sinetes, bem como sobre o significado histórico das esculturas. Tudo está intacto sim, mas tremendamente desarrumado, embaralhado e com a poeira dos séculos. Então, você apenas limpa cuidadosamente e arruma a gaveta. Pergaminhos aqui, ferramentas acolá, sinetes à esquerda, esculturas à direita. Depois você fecha de novo a gaveta, agora sempre disponível e organizada.
O que foi que você tirou da gaveta? O que acrescentou? Nada. Você apenas organizou, sistematizou, codificou.
Pois foi apenas isso que fizemos. O armário é o Yôga Antigo, cuja herança nos foi deixada pelos Mestres ancestrais. A gaveta é um comprimento de onda peculiar no inconsciente coletivo. As ferramentas são as técnicas do Yôga. Os pergaminhos são os ensinamentos dos Mestres do passado, que nós jamais teríamos a petulância de querer alterar. Isto foi a sistematização do SwáSthya Yôga.
Por ter sido honesta e cuidadosa em não modificar, não adaptar, nem ocidentalizar coisa alguma, nossa codificação foi muito bem aceita pela maioria dos estudiosos. Hoje, esse método sistematizado no Brasil existe em todos os Continentes. Se alguém não o conhecer pelo nome de SwáSthya Yôga, conhecerá seguramente pelo nome erudito e antigo: Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga.
Seu nome já denota as origens ancestrais uma vez que a linhagem mais antiga (pré-clássica, pré-ariana) era de fundamentação Tantra e Sámkhya. Compare estas informações com o quadro da Cronologia Histórica publicado originalmente no meu livro Yôga Sútra de Pátañjali, editado sob a chancela da Universidade de Yôga.
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Cronologia Histórica do Yôga |
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Divisão |
Yôga Antigo |
Yôga Moderno |
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Tendência |
Sámkhya |
Vêdánta |
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Período |
Yôga Pré-Clássico |
Yôga Clássico |
Yôga Medieval |
Yôga Contemporâneo |
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Época |
Mais de 5000 anos |
séc. III a.C. |
séc. VIII d.C. |
séc. XI d.C. |
Século XX |
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Mestre |
Shiva |
Pátañjali |
Shankara |
Gôrakshanatha |
Rámakrishna e Aurobindo |
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Literatura |
Upanishad |
Yôga Sútra |
Vivêka Chudamani |
Hatha Yôga |
Vários livros |
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Fase |
Proto-Histórica |
Histórica |
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Fonte |
Shruti |
Smriti |
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Povo |
Drávida |
Árya |
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Linha |
Tantra |
Brahmácharya |
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Arthur Schopenhauer. German philosopher (1788 – 1860)



