Demorei para agradecer porque todos os dias chegava um presente novo pelo meu aniversário. Lindas prendas, mais lindos cartões, alguns deles assinados por dezenas ou centenas de pessoas. Amei todos eles. Valorizei cada pújá, desde os mais singelos, ofertados de coração. Mas quero agradecer a todos em nome da estimada instrutora Conceição Martins, de Feira de Santana, Bahia, cujos filhos também se tornaram instrutores do nosso Método, e que teve a gentileza de me enviar uma caneta de ouro com os dizeres: “Obrigado por existir e ter mudado a minha vida.” Não pelo valor do presente, mas pela intenção agradeço a essa demonstração de reconhecimento que muito me sensibiliza. Como esse, todos os demais cartões e presentes simbolizam o carinho transbordante de pessoas especiais, algumas das quais estão comigo há mais de vinte e há mais de trinta anos. Por todas elas nutro um carinho que jamais conseguiria expressar por palavras. Apenas um abraço apertado e longo pode lhes dizer o quanto de afeto sinto em minha alma. Obrigado pelas tantas, enormes, manifestações de carinho, entre elas o presente coletivo que foi o traje que utilizei para ministrar a aula pelo Dia do Yôga comemorativa pelos meus cinquenta anos de ensino. Espero cumprir melhor a minha missão daqui para a frente, pelos próximos cinquenta!
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Edição de luxo, com capa dura, tamanho especial bem maior, comemorativa aos meus cinquenta anos de ensino desta filosofia. Cada participante ganhará um exemplar totalmente free na saída do evento por cortesia do Conselho Administrativo. Essa obra estava esgotada há mais de dez anos! Considerando o valor de capa que esse livro terá para venda se sobrarem alguns exemplares, podemos dizer que o sádhana do dia 28 sairá praticamente de graça. Mas acho bom correr, pois só dispomos de alguns lugares.
A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.
Este foi um insight que tive e que foi publicado no meu livro Sútras – Aforismos de lucidez e êxtase. Quando o escrevi, há mais de vinte anos, ele foi dirigido àqueles que na época questionavam nosso método de trabalho. Deu certo! Ao ler o pensamento, caiu-lhes a ficha. Ninguém os estava prendendo na escola. Até bem pelo contrário. Para permanecer, precisavam pagar a mensalidade. Mas para sair era só sair! Quando não gostamos de um curso de inglês ou de uma academia de ginástica, simplesmente saímos. E, ao sair, não ficamos incomodando, reclamando, insultando, perseguindo. A menos que sejamos emocionalmente perturbados ou que queiramos chamar a atenção ou ganhar alguma coisa com isso. Talvez no Yôga isso aconteça devido a alguma idiossincrasia psicológica de alguns dos que se inserem no nosso ambiente por engano, pensando tratar-se de alguma espécie de seita ou terapia, da qual necessitem. E, ao descobrir que não somos nem uma coisa nem outra, revoltam-se.
Os descontentes partiram e os satisfeitos ficaram. Foi impressionante! Com a saída de uma meia dúzia, os outros milhares de praticantes deslancharam, a escola cresceu e se espandiu por diversos países, centenas de novos instrutores foram formados e viveram felizes para sempre.
É interessante como, às vezes, basta lembrar as pessoas de que elas são livres para que percebam isso. Infelizmente, alguns se arrependeram de terem se afastado da nossa egrégora, pois não é fácil encontrar uma escola como a nossa, que ensine tanta coisa, com um clima tão descomplicado, com pessoas tão felizes, educadas, sensíveis, de excelente nível cultural. Mas eu sempre peço ao Grande Arquiteto do Universo que as ilumine para que encontrem o que estão buscando e nos deixem em paz para que façamos o nosso trabalho junto àqueles que gostam da nossa didática e do conteúdo do nosso método.
Nosso colega e amigo de Portugal, Dr. João Camacho, acaba de me enviar a tradução para o francês que mandou fazer do nosso livro Yôga Sútra de Pátañjali, como pújá efetivo espontâneo. Pelo que pude avaliar no meu francês, está excelente. Contudo, enviei à Profa. Sónia Saraiva, Presidente da Federação Francesa de SwáSthya Yôga para que ela a submetesse a vários franceses nativos a fim de que polissem ainda mais a tradução de forma a que ninguém possa estranhar a sintaxe ou mesmo o vocabulário.
Trata-se de uma empreitada difícil, já que mesmo no português precisei aplicar termos que não são usuais para conseguir chegar mais perto do que concluí ser o sentido original. Para isso, investi vinte e quatro anos de viagens à Índia e consultei muitos swámis, saddhus, pandits e todos aqueles que me inspiraram confiança no conhecimento do sânscrito bem como na intimidade com o Sámkhya, linha de Pátañjali.
Gran aclaración acerca del tema, me encanta la analogía con el Capoeira.
Cómo contribución a lo que fue la civilización en la que hace más de 5000 años surgió el Yôga, me parecio interesante esta reproducción en 3D de Mohenjo Daro.
Espero que lo disfrute.
Saludos!
Martín
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