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segunda-feira, 1 de março de 2010 | Autor: DeRose

Chego em casa com o corpo cansado mas o coração feliz. Acabamos de realizar o maior evento do país em comemoração do Dia do Yôga por Lei Estadual em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Piauí e Pará, além do Distrito Federal. Simultaneamente, Portugal e Argentina também realizaram festejos.

No Brasil, o evento teve lugar no Citibank Hall que lotou com mais de seiscentos praticantes, entre instrutores e alunos de mais de vinte cidades.

A cerimônia começou com a entrada solene da Bandeira Nacional ao som do Hino à Bandeira. Em seguida a Banda Marcial do Exército executou o Hino Nacional que foi respeitosamente entoado por todos os presentes.

Depois de um átimo de intervalo, tivemos um show de mantras executado por Charles Maciel e sua banda contagiante. Dava gosto ver a moçada acompanhando em coro os mantras em sânscrito, cujas letras a maioria sabia de cor, e reagindo com alegria sincera, como nos grandes shows de celebridades da música.

Após os mantras, a instrutora Virgínia Barbosa, de São Paulo, apresentou sua coreografia: a coisa mais linda! Depois, o Diretor da Unidade Asa Norte, de Brasília, demonstrou que as leis da física estão equivocadas, assim como as da anatomia, mediante sua coreografia avançadíssima com domínio magistral do corpo.

Na sequência, o Hino da União Nacional de Yôga, ouvido por todos respeitosamente em pé.

Em seguida uma homenagem ao Deputado Dennys Serrano, Presidente da Ordem dos Parlamentares do Brasil, que proferiu algumas palavras emocionadas sobre o trabalho edificante que é realizado pelas centenas de instrutores que ensinam o Método DeRose.

Começou a prática com um poderoso pújá a Shiva, o criador do Yôga. Alguns pránáyámas, kriyá, ásanas, yôganidra, mantra e samyama. Foi emocionante.

Ao final, as homenagens. Primeiramente ao Colegiado de Presidentes das Federações de vários estados do Brasil, da Argentina, de Portugal, da França e da Inglaterra. Uma homenagem póstuma à Profa. Renata Sena, que foi a introdutora do nosso Método em Paris. Tudo foi acompanhado em direto pelo telão em Portugal e tivemos oportunidade também de assistir a algumas tomadas transmitidas de Portugal para cá. Re-emocionante.

Depois, a homenagem aos organizadores do evento, que são os membros do Conselho Administrativo da União Nacional de Yôga. Esses, são os Diretores de Unidades Credenciadas que se dispõem a reunir-se todas as semanas para deliberar sobre os desígnios da nossa União. Foram homenageados também os Diretores Dantas e Gustavo que não fazem parte do Conselho mas que ajudaram muito na organização do evento. Tri-emocionante.

Receberam homenagens especiais a instrutora Carla Mader pelo exemplo de solidariedade, a Instrutora Chandra DeRose pelo exemplo de autossuperação e a Profa. Fernanda Neis pela maestria com que conduz a nossa egrégora.

Foram homenageados ainda o Dr. Wagner Montenegro pelo projeto Bela Ação, que atende a comunidades carentes, da qual a Dona Lu Alckmin é a madrinha e nós somos o parceiro número um.

Foram elaborados Diplomas de reconhecimento ao Deputado Edson Aparecido (que elaborou o projeto de Lei do Dia do Yôga em São Paulo), ao Dr. Geraldo Alckmin (que, quando Governador do Estado sancionou a Lei 11.647, instaurando o Dia do Yôga) e ao Assessor Especial do Governador, o então Deputado Edmur Mesquita.

Na saída, todos receberam como cortesia um exemplar de luxo do livro Yôga Sútra, de capa dura, gravada a ouro.

Tudo correu conforme o planejado, começou no horário, terminou no horário e foi tão bem organizado que não posso deixar de parabenizar mais uma vez os promotores do evento, membros do Conselho Administrativo: Fernanda Neis, Charles Maciel, Flávio Moreira, André Mafra, Daniel Borges, Gisele Setti, Rosana Ortega, Heloiza Gabriolli, Daniel De Nardi. E mais o Dantas e o Gustavo Oliveira.

As fotos do evento serão inseridas neste post assim que as recebermos.

Se você esteve lá, escreva um comentário com as suas impressões, suas emoções, para compartilhar com aqueles que não conseguiram vaga e com os que não puderam participar por qualquer razão. Não se esqueça de informar qual é a sua unidade, cidade e estado.

Estou aguardando sua manifestação aqui no blog.

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Mestre a aula foi fantástica!

Aqui em Portugal foi uma emoção partilhar esses momentos únicos. Obrigado.
Aqui vai o video com as fotos do nossa aula lusa

http://www.youtube.com/watch?v=sAfH-Ru2o84

beijinhos e ron-rons

Instrutora Martinha, Unidade Antas, Portugal

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Sumándonos a los festejos que se realizaron en Sao Paulo y otras ciudades del mundo, el sábado 27 de febrero celebramos el dìa del Yôga en Buenos Aires con un mega ashtánga sádhana dictado por el Maestro Edgardo Caramella.

Mestre, te mando unas fotos para compartir.
El álbum completo con las fotos está en: http://picasaweb.google.com/natalia.sanmartin/DiaDelYogaEnBuenosAires#

Muchas gracias a Natalia Sanmartín por las fotos,

Mestre te mandamos todos los participantes un abrazo gigante!

Instructora Luchia, Buenos Aires, Argentina

– Veja os comentários.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 | Autor: DeRose

Certa vez, os saddhus (os yôgis que vivem isolados, solipsistas) sentiram muita raiva de Shiva e conspiraram para assassiná-lo. Acenderam uma fogueira sacrificial de magia. De dentro do fogo mágico surgiu um tigre furioso ao qual ordenaram que fosse matar o Mestre Shiva. Mas Shiva matou a besta, arrancando sua pele e vestindo-se com ela.

Do fogo saiu, em seguida, um trishúla (lança de guerra em forma de tridente) para matá-lo, porém Shiva se apoderou dele e passou a usar como arma para sua defesa. Depois, serpentes peçonhentas para picá-lo, entretanto o Mestre as usou como braceletes e colares com os quais se enfeitou.

Uma horda de demônios surgiu logo depois. Shiva com um mudrá aplacou sua fúria. Ele ordenou que formassem um exército para servi-lo, e eles obedeceram docilmente.

Em seguida, os saddhus atiraram uma caveira contra o Senhor Shiva. Ele a agarrou no ar e colocou-a para enfeitar os cabelos.

Os saddhus, indignados com seus fracassos, tentaram usar seus mantras maléficos para destruí-lo. No entanto, eles se agruparam e tomaram a forma de um som terrificante que saía de uma concha (shank). O Mestre apoderou-se da concha e a conservou em sua mão, pelo que passou a ser chamado de Shankar.

Os saddhus, que pareciam nunca desistir de destruir o grande Mestre Shiva, fizeram um novo trabalho de magia negra, acendendo outro grande fogo do qual saiu um poderoso gênio denominado Avidyá ou Muyalakan. Ordenaram-lhe que usasse o fogo e matasse o Mestre. No entanto, Shiva apanhou o fogo com a mão, derrubou o gênio e pisoteou-o.

Os saddhus lançaram maldições e injúrias contra o Mestre. Nenhuma foi eficaz. Muyalakan, esmagado pelos pés de Shiva, debatia-se mas não conseguia pôr-se de pé. Shiva começou a dançar sobre ele e o Universo tremeu.

Quando a dança parou, os saddhus prostraram-se aos pés do Mestre e cantaram-lhe louvores. Shiva ordenou-lhes que, daquele momento em diante observassem os sádhanas e passassem a seguir uma vida piedosa. Depois disso, voltou para a sua morada no Monte Kailash, casou-se com sua Shaktí e viveu feliz por toda a eternidade. Até hoje, em todo o mundo, pratica-se a arte de força, poder e energia criada por Shiva e com a qual ele venceu todos os obstáculos. – Veja os comentários.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009 | Autor: DeRose

Foram três dias de estudo, práticas, vivências, companheirismo, coreografias de tirar o fôlego, um friozinho gostoso e comidinhas capazes de converter em vegetariano entusiasta o mais fanático comedor de cadáveres. Dei um curso sobre meditação que os mais antigos, como o Joris Marengo e o Edgardo Caramella, declararam que nunca antes havia sido dado, com informações inéditas. Muitas reuniões fecundas, muitas conversas informais, muitas amizades reforçadas.

Depois das coreografias, o Festival nos brindou com um desfile das roupas produzidas pelos mais diversos instrutores e alunos das nossas escolas. Ficamos fascinados com o bom-gosto e altíssimo padrão. Dava para perceber que o nosso público evoluiu bastante e hoje exige, acima de tudo, qualidade e bom acabamento nos produtos (assim como nos serviços). As escolas que optaram por produzir roupas, tanto as de prática, quanto as de uso no dia-a-dia, vão suprir essa demanda para todo o Brasil e para os demais países que fazem parte da nossa Jurisdição das Américas e Europa. Há alguns meses, um ex-colega que deixou a rede DeRose por motivo de força maior, pouco tempo depois acabou por fechar sua escola e abandonou a profissão. Na época, ele comentou que a maior besteira que cometeu foi ter saído da rede e que se não tivesse saído estaria muito mais feliz e bem de vida. No festival, nós compreendemos o porquê.

No sábado tivemos noite de autógrafos de quatro lançamentos: o livro de alimentação vegetariana, da Rosângela de Castro; o livro de mantras, de Ricardo e Caio Melo; o livro de poesias do Fábio Euksuzian; e o meu, de viagens à Índia. Só em um evento da nossa família poderia ocorrer o lançamento simultâneo de quatro livros novos, todos de instrutores do Método. Tive oportunidade de perguntar apenas aos autores do livro de mantra quantos exemplares venderam. Foram mais de 400 exemplares! Isso, com a concorrência concomitante dos outros três! Nenhum autor lá fora tem tanto sucesso. Isso ainda não é nada comparado com as dezenas de milhares de exemplares que poderão ser fornecidos às escolas da nossa rede internacional.

No salão principal, onde ficam os stands e também onde a moçada permanece entre uma atividade e outra, ou simplesmente para descansar, rodou ininterruptamente o vídeo da entrevista realizada em Portugal. Uma entrevista de uma hora de duração, sem que a palavra Yôga tivesse sido pronunciada nem pelo entrevistador, nem pelo entrevistado. E, tampouco, termo algum de sânscrito, nem conceito algum esterotipado. Essa matéria foi feita para mostrar aos nossos instrutores, aos nossos alunos, e aos entrevistadores de todos os países que temos muito a dizer sobre a Nossa Cultura e que não precisamos nos ater aos velhos e batidos estereótipos. E, se ficou interessante? Basta dizer que o maître do hotel queria comprar uma cópia!

O tema deste evento foi:

Os que dizem que não gostam de nós sempre são os que não nos conhecem, os que não leram nenhum livro do DeRose, os que não o conheceram pessoalmente. Os que nos conhecem, imediatamente mudam de opinião e passam a gostar de nós.

 Assim sendo, a missão transmitida foi a de que os nossos alunos e instrutores informem o mundo exterior (familiares, amigos, mídia) sobre:

- Quem somos nós, realmente;

- O que ensinamos;

- A que nos propomos.

Tudo isso, sem mencionar nenhuma palavra que possa conduzir a falsos estereótipos, preconceitos e discriminações.

Os que lá estiveram, saíram com a convicção da importância de divulgar a Nossa Cultura. Espero que cada leitor deste blog assuma a mesma missão.

Para auxiliá-lo nesse tarefa, postamos a entrevista acima mencionada, a fim de que você possa fornecer o link  às pessoas, para que a assistam. Foi instalado um dispositivo permitindo que você, além de indicar o link, também possa fazer download para exibir em reuniões especialmente organizadas com esse objetivo ou, ainda, gravar CDs para presentear os amigos e a mídia.

Essa entrevista precisa ser muito divulgada para todos os seus amigos, parentes e meios de comunicação, para que entendam o que é o Método DeRose. E para que, se vierem nos entrevistar, possamos dialogar sobre temas realmente abrangentes e relevantes.

– Veja os comentários.

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sexta-feira, 10 de abril de 2009 | Autor: DeRose

Lealdade nunca é demais

Certa vez, um grupo de alunos debatia sobre qual seria a melhor técnica: colocar determinado esclarecimento antes ou depois dos mantras? Enquanto a maioria concordava com o procedimento tradicional, alguém defendeu a opinião do professor Fulano, que era divergente.

Nesse ponto interferi chamando-lhes a atenção para o seguinte fato: se você quer saber qual é a forma mais recomendável, é muito simples; basta consultar os livros, CDs e os vídeos do Sistematizador do Método. Se ele coloca tais esclarecimentos depois dos mantras, então essa é a forma mais adequada.

Como é que isso, tão óbvio para alguns, pode ser incompreensível para outros?

Um dia, após ter feito um curso bem agradável com a Profa. Rosângela de Castro, pensei:

– Praticamente todos os anos que eu tenho de vida (a autora tinha, então, 21 anos de idade), Ro tem de Yôga! Imagine a experiência que adquiri desde que nasci até hoje. Os amigos que fiz, os lugares que conheci, as viagens, as escolas, a faculdade e depois a experiência com o Yôga, ter conhecido o Mestre DeRose, participado do seu curso de Formação de Instrutores de Yôga na PUC, e aprendido mais uns milhares de coisas desde então, até ir para Copacabana, dirigir a Sede Histórica que deu origem a tantas coisas. Imagine, todos esses anos que tenho de vida, a Ro tem de Yôga!

E logo em seguida, conversando com o Mestre, conscientizei:

– O tempo que a Ro tem de vida, o Mestre DeRose tem de Yôga!

Foi um insight extremamente ilustrativo do quanto sabe o nosso Mestre e do quanto seu conhecimento é superlativamente incomparável com o nosso. Do quanto não podemos ter nem mesmo ideia de quão imensa é a distância que está entre o nosso entendimento e os horizontes que ele divisa.

Antes de questionar suas afirmações, deveríamos ter a humildade de reconhecer nossos limites.

Você já notou o quanto aprendeu no primeiro ano como instrutor de Yôga? Observou que no ano seguinte aprendeu infinitamente mais? Imagine, agora, quanto você saberá daqui a dez anos de leituras, cursos e viagens!

Pois bem, o Mestre DeRose tem 50 anos de Yôga, leituras, cursos e práticas de uma profundidade e de uma complexidade que nem podemos imaginar; começou a lecionar em 1960, abriu sua primeira unidade em 1964, realizou viagens pelo mundo todo desde 1975 e tem 24 anos de viagens à Índia. Conheceu e estudou com os últimos grandes Mestres de Yôga daquele país. Quanto você acha que ele conhece?

Você acha que alguém que não tenha nem a metade dessa experiência (talvez nem um milésimo dela!) tem condições de discordar ou questionar, seja lá o que for?

Acho que já é tempo de as pessoas serem mais fiéis, mais leais e mais dignas. Nosso Mestre merece esse respeito e consideração.

Vanessa de Holanda

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quinta-feira, 12 de março de 2009 | Autor: DeRose

Um dia resolvi procurar os saddhus, sábios eremitas que vivem em cavernas, nas montanhas geladas dos Himálayas. Para ter mais certeza de encontrá-los e também por medida de segurança, contratei um guia, Pratap Sing. Era minha primeira viagem àquela região, eu era novinho e ainda não conhecia nada de Índia.

Acordamos cedo e começamos a subir a montanha ao nascer do sol. Uma densa neblina cobria a floresta, mas o guia dava passos seguros morro acima.

– Sir, vou levá-lo para conhecer um grande yôgi, sir!

– Como é o nome dele? – Perguntei. O guia me disse o nome de um conhecido guru, muito famoso no Ocidente. Então, retruquei-lhe que não estava interessado em conhecê-lo e se esse tipo de mestre era o que ele considerava um grande yôgi, podíamos voltar dali mesmo, pois iria dispensar os seus serviços. Ele sorriu e abriu o jogo:

– Sir, o senhor entende mesmo de Yôga. Vamos, então, para o outro lado, sir.

– Mas, se você sabia que esse não é um verdadeiro yôgi, como ia me levar lá?

– Sir, eu ganho uma gratificação para cada turista que encaminhar. Mas vou levá-lo para conhecer saddhus de verdade se me pagar dobrado, sir.

Bem, o fato é que subimos a montanha durante mais de quatro horas. Durante a caminhada surgiram vários saddhus, mas dessa vez o guia cumpriu o trato e seguiu em frente sem se deter em nenhum deles. Eu já estava exausto quando fui surpreendido por uma figura que parecia saída dos contos de fadas. Era um saddhu, realmente, daqueles que não se encontram mais nas aldeias, nem em ocasiões especiais. Uma imagem impressionante. Completamente nu, pele curtida pelo frio e pelo sol, quase negro, todo coberto de cinzas, o que lhe conferia um tom violáceo, semelhante ao da representação da cor da pele de Shiva nas pinturas. Cabelos e barbas completamente brancos e muito longos. Um olhar forte e penetrante, olhos injetados de poder. Recordou-me Bhávajánanda.

Não tive tempo de falar nem fazer nada e ele já estava me dando ordens, passando instruções em língua hindi, num tom marcial, com o guia traduzindo apressadamente. Ensinou-me novos mantras, mudrás, ásanas e meditação. Se eu não acertasse em executar o exercício exatamente como ele queria, o Mestre rugia uma admoestação intraduzível.

Por vezes, o guia tentava falar com o saddhu, mas ele o ignorava. Não respondia e ainda dava-lhe as costas. Falava só comigo, porém, eu não entendia o idioma hindi e precisava do cicerone para traduzir. Apesar desse inconveniente, foi a ocasião em que aprendi o maior volume e a melhor qualidade de técnicas em tão pouco tempo. Foram umas poucas horas de aprendizado, umas sete ou oito, e o guia já estava inquieto, insistindo para irmos embora imediatamente. Depois de uma certa insistência, concordei, muito a contragosto. Levara a vida inteira para encontrar um saddhu de verdade e, no melhor da festa, precisava largar tudo e ir embora! Cheguei a aventar a hipótese de passar a noite lá, mas o guia ficou histérico com a possibilidade. Mais tarde descobri a razão.

Então, agradeci ao saddhu e cumprimentei-o da forma tradicional, fazendo o pronam mudrá, curvando-me até o chão e tocando-lhe os pés. Deixei-lhe minha sacola como pújá. Dentro havia uma manta, um livro meu (Prontuário de SwáSthya Yôga) e alguma comida.

Começamos a descer a montanha e logo compreendi o motivo da preocupação. Nas outras quatro horas que durou a descida, danou a esfriar e, no final da caminhada, começou a escurecer. Segundo o guia, se escurecesse conosco na floresta, nem mesmo ele conseguiria encontrar o caminho de volta e morreríamos devido ao frio. Numa viagem posterior à Índia, descobri que aquela região inóspita ainda tinha elefantes selvagens os quais atacavam quem se aventurasse por seus domínios, além de tigres e serpentes para viajante nenhum botar defeito. Como é que o saddhu conseguia sobreviver lá? E pela aparência já devia ter muitos anos de idade vividos, quem sabe, ali mesmo.

Nessa noite fez tanto frio que tive de acordar algumas vezes no meio da madrugada para praticar bhastriká, um respiratório que eleva a temperatura do corpo, e, só assim, consegui dormir de novo. Aí pensei: estou cá em baixo onde a temperatura é mais amena, estou dentro de um alojamento fechado, numa cama, com roupas de lã e cobertores. Como é que sobrevive aquele velho saddhu lá em cima, onde é muito mais gelado, sem roupas, dormindo no chão, dentro de uma caverna de pedra úmida, que não tem nem portas para evitar o vento gélido?

No dia seguinte partimos mais cedo, antes de amanhecer, para dispormos de mais tempo com o Mestre. Pensei que fosse encontrar um picolé de saddhu, mas qual nada. Logo que chegamos, ele, super energético, começou novamente a dar ordens e instruções. Achei interessante o fato de que ele havia me ensinado certos ásanas no dia anterior e insistido para que os executasse de uma determinada maneira. Neste segundo dia, ensinara ásanas (pronuncie “ássanas”) novos e revisara os do dia anterior, só que queria que eu os fizesse de outra forma. E no terceiro dia ia querer de uma outra maneira. Talvez fosse para me tirar a imagem estereotipada de que só há uma forma estanque de executar e mostrar-me que diversas variações podem estar igualmente corretas. Ou, possivelmente, seria sua intenção produzir um resultado evolutivo, diferente a cada dia.

Mandou-me sentar à sua frente e repetir os mantras que fazia. Quando não vocalizava exatamente igual, ele rosnava alguma coisa em hindi, cuja tradução era perfeitamente dispensável. Depois fez o mesmo com a meditação. Assim que me dispersava, ele grunhia, como se estivesse vendo o que se passava dentro da minha cabeça.

Novamente o guia começou a ficar nervoso, só que desta vez atendi logo. Deixei um pújá, despedi-me da forma convencional e descemos o mais rápido que conseguimos.

O terceiro dia foi o melhor de todos. Dava para sentir a energia no ar. Percebi que estava entrosado. O Mestre não rugiu nem rosnou nenhuma vez. Em dado instante, enquanto eu executava um ásana, ele me passou o kripá, um toque que transmite a força e confere ao iniciado o poder de, por sua vez, transmiti-la aos seus discípulos.

Após o kripá, o próprio saddhu considerou encerrada a aula e, pelo visto, o curso. Mandou-nos embora como quem já tinha feito o que devia e entrou na caverna.

Na manhã seguinte, subimos outra vez, só que não encontramos mais o Mestre. Não estava na caverna nem nas imediações. Esperamos até tarde. Ele não voltou. Assim, compreendemos que havia considerado completa a iniciação que me conferiu nos três dias. Descemos e não subimos mais.

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terça-feira, 10 de março de 2009 | Autor: DeRose

 

Não existe Yôga sem um bom relacionamento humano.

Não adianta praticar Yôga,
meditação, mantras,
se você não souber se relacionar bem
com as outras pessoas.

Considero requisito principal a capacidade de boas relações humanas e não quero como aluno, nem como assistente, nem mesmo como amigo, alguém que não saiba se relacionar bem com os demais.

Nós do Yôga, temos uma prioridade no nosso esforço (tapah) pelo aprimoramento: é o cultivo das boas relações entre os seres humanos. Sem compreensão não existe Yôga. Não se admite que praticantes ou instrutores de Yôga não consigam superar uma emoção para evitar desentendimento com alguém. Por isso, as Federações estão incluindo este item na sua avaliação e não aprovam os candidatos que tenham dificuldade em se relacionar bem com todo o mundo.

Não adianta nada fazer lindos exercícios, meditar e portar o ÔM se você responde a uma cara feia com outra cara feia. Ou se você sente inveja de outro colega. Ou se você se ofende com alguém. É uma vergonha para todos nós quando chega ao nosso conhecimento que um yôgin se desentendeu com quem quer que seja, ou que se melindrou com outrem.

Com o pretexto da franqueza ou da autenticidade muita gente faz grosserias, o que magoa quem está envolvido no mal-entendido e também quem não está. Amizades promissoras são rompidas para sempre. Fecundas carreiras profissionais são destruídas. Enormes prejuízos morais e financeiros são contabilizados por causa de uma palavra ou fisionomia que poderia ter sido perfeitamente evitada.

Não estamos recomendando o fingimento nem a hipocrisia, mas sim a educação e a elegância. Emoções pesadas sujam mais o organismo do que fumar, beber e comer animais defuntos. Não adianta praticar Yôga, meditação, mantras, se você não souber se relacionar bem com as outras pessoas.

Lapide o seu ego, eduque o seu emocional, reprograme a sua mente. Nós não somos pessoas vulgares e toscas, que habitualmente respondem com crueza a qualquer atitude que não as agrade, gerando, com isso, um mal-entendido atrás do outro.

Quando faço estes apelos, sempre, quem os lê acha que não é consigo, que escrevi para outra pessoa, afinal, suas reações agressivas não terão sido culpa sua: foram todas as vezes, meras reações de legítima defesa contra as ofensas perpetradas por terceiros! Se você pensa assim, aceite minhas condolências. Você sofre de egotite aguda.

Há um método seguro para saber se a culpa é dos outros ou não. Se você se indispõe com, no máximo, uma pessoa a cada cinco anos, fique tranqüilo. É bem possível que o mal-estar não tenha sido responsabilidade sua. Mas se você freqüentemente precisa se defender com veemência de ações cometidas pelos seus alunos, colegas, amigos, funcionários, prestadores de serviços ou desconhecidos, então você precisa fazer terapia.

As pessoas, em qualquer profissão, tendem a tornar-se difíceis, grosseiras, autoritárias, sempre que progridem na vida ou sempre que são promovidas em seus cargos. No entanto, chegar no topo não é difícil: o difícil é ficar lá. Um verdadeiro líder não é autoritário nem antipático. Se o for, não ficará lá em cima por muito tempo…

– Veja os comentários.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 | Autor: DeRose

 

A organização impecável da prática de ashtánga sádhana do dia 14 em comemoração ao Dia do Yôga que transcorrerá no dia 18 de fevereiro, foi uma demonstração inequívoca do ápice em que nos encontramos hoje.

Imagine o que é divulgar e organizar um evento para 600 pessoas, imprensa e autoridades, conseguir os patrocinadores e apoiadores, 50 litros de chai, bem como os brindes (cada participante recebeu um mat de EVA, uma sacolinha com o logo do Dia do Yôga contendo um livro, uma caixa com barrinhas de cereais, uma água Genuína Lindoia, um bloco de anotações, um lápis com a marca da Uni-Yôga oferecido pelo Yôga Office e mais uma porção de coisas). Depois, administrar a chegada de toda aquela gente, recepcioná-los, encaminhá-los aos seus lugares, providenciar tudo o que o ministrante iria necessitar para sentir-se confortável e descansado, tudo o que a banda Shivaratri iria necessitar, tudo o que os demonstradores poderiam querer, som, luzes, praticáveis, câmeras, vídeo-conferência para Portugal… e mais uma infinidade de coisas que nós não percebemos, mas que foram feitas desde cedo.

Fernanda foi para o local do evento às oito da manhã e ficou comandando o batalhão de colaboradores até o horário da aula. Como ela, os membros do Conselho Administrativo da União Nacional de Yôga e mais uma quantidade de voluntários.

Eu cheguei às 12;30 e logo em seguida uma quantidade de gente começou a chegar. Os primeiros, chegaram mais cedo para se oferecer, caso os organizadores necessitassem, para ajudar.

À frente da sala as bandeiras do Brasil, da Índia e da Uni-Yôga. No salão, um mar de gente que não parava de entrar. Todos felizes, cumprimentando com beijinhos e abraços aos amigos que não viam há tanto tempo, às vezes uma rápida explosão de palmas devida a alguma coisa ocorrida no palco, muita alegria, mas nenhuma bagunça. Seiscentas pessoas e nenhuma indisciplina, nenhuma reclamação, ninguém quebrou nada, ninguém solicitou os organizadores, ninguém assediou o ministrante! Muita gente pediu para tirar fotos com o DeRose, mas isso é natural e é simpático.

Não queríamos atrasar e conseguimos cumprir a proposta da pontualidade. Até mais do que isso. Às 14:45 já havia bastante gente que estava ali há quarenta minutos e até mais. Então, resolvemos dar a esses um presente especial pela boa vontade e colaboração por terem chegado cedo: começamos quinze miutos antes das 15 horas com um show de mantras da banda Shivaratri que arrasou sob a batuta do Charles Maciel! Tivemos a participação especial do nosso aluno Renato Herédia, roqueiro bastante conhecido e muito querido.

Terminado o show de mantras, fizemos a abertura oficial do evento com o Hino da Uni-Yôga. Foi emocionante, ver aquela legião de yôgins se levantando espontaneamente para escutar respeitosamente de pé o nosso hino.

Um ponto alto foi quando a técnica abriu o som e pudemos escutar ao vivo as ovações e gritos de alegria dos colegas de Portugal que estavam praticando ao mesmo tempo e nos assistindo por vídeo-conferência. Em Portugal, reunimos, proporcionalmente, vinte vezes mais pessoas que no Brasil, considerando a população do país. Nessa hora, muita gente aqui no Brasil chorou de emoção!

Depois, vieram as brilhantes coreografias da Virgínia Barbosa, do Anderson Gouveia, da Yael Barcesat e do Arthur Costi, que impressionaram até quem já as conhecia (e muito mais aos convidados VIPs que nunca tinham visto aquilo e nem imaginavam como o seria o nosso Método!). Na sequência, o ashtánga sádhana de quase duas horas. Após, cantaram parabéns e fizemos o lançamento com autógrafos do livro Programa do Curso Básico, totalmente renovado. Mais tarde, tivemos a Festa Clean na Unidade Higienópolis que impressionou um jornalista presente, devido à ausência de fumo e de álcool e pela beleza das pessoas.

Contamos com participantes de seis países! Vieram praticantes de várias cidades do estado de São Paulo, de todas as “nações” do Brasil e também da Argentina, do Peru, de Portugal, da França e do México.

Agradecimentos especiais

Conselho Administrativo:

Fernanda Neis, Charles Maciel, Flávio Moreira, Daniel Borges, Daniel De Nardi, Gisele Setti, André Mafra, Fábio Euksuzian, Heloiza Gabriolli e Rosana Ortega.

Diretores e Instrutores:

Marcela Rodrigues, Carla Cordeiro, Duda Carvalho (Unidade Itaim), Vivi e Gabriel Pessoa (Unidade Jardins), Filipa Loureiro (Espace Energie – Paris), todo o pessoal do YôgaPress e da Agência Swásthya (ambos divisões da Unidade Anália Franco), Dantas (Unidade Lapa), Joaquim e Marcus (Unidade Alphaville), Ivani e Dani (Unidade Berrini).

Demonstradores:

Instrutores Virgínia Barbosa, Anderson Gouveia, Yael Barcesat e Arthur Costi.

Guias que demonstraram as técnicas durante a aula:

Os irmãos instrutores Gisele Corrêa e Walmir Corrêa.

Responsável pela transmissão para Portugal:

Aluno da Unidade Anália Franco Osvaldo Coelho, dono da empresa Condax – Videoconferências, Webconferências e Computadores.

Recepcionistas e organizadores das filas:

Instrutores Patrícia Mezzomo e Dantas de Medeiros

Consultoria de comunicação:

Alessandra Roldan

Assessoria de Imprensa:

Instrutora Cherrine Cardoso, que também ajudou cuidando da netinha da dona Lu Alckmin.

Organização do lançamento do livro Programa do Curso Básico:

Equipe da Unidade jardins

Festa clean de congraçamento, à noite:

Equipe da Unidade Higienópolis

Alunos gurusêvins:

Das Unidades Plaza Sul (Alessandra Fernandes e Alexandre Kato), Itaim (favor informar seus nomes), Brooklin (Rafael Maroto e Paulo Roberto de Carvalho e a instrutora Ana Paula Capellaro) e Anália Franco (Alan Hecktor, Rafael Santana, Rafael Ramos, Thiago Arruda, Renata Barcellini, Rodrigo Garcia, Liliane Barbosa, Juliana Paschoalin, Thais Turta, Francine Fernandes, Fabio Oliveira, Danilo Cassola, Marcelo Filhou, Carlos Episcopo); Ana Gabi, treinadora da Jaya que ficou cuidando dela; Renatinha Andrade; e outros.

Presidentes de Federações que compareceram para abençoar o evento:

Edgardo Caramella (Argentina), Sérgio Santos (MG), Maria Helena Aguiar (PR), Joris Marengo (SC), Nina de Holanda (SP), Ricardo Mallet (RS), Maria Teresa Milanez (DF), Vanessa de Holanda (RJ). Com destaque especial para o Ricardo Mallet que se ofereceu para trazer seu microfone head-set, e me facilitou imensamente o trabalho.

Participações especiais:

A ex-Primeira Dama do Estado Dona Lu Alckmin, o jornalista do Estadão Felipe Machado e nossa querida aluna Halana Resende representando o Deputado Edson Aparecido e o ex-Deputado Edmur Mesquita.

Equipe do YôgaPress:

Flávio Moreira – direção geral
Cherrine Cardoso – assessoria de imprensa e pautas de entrevistas
Mariana Beluco – entrevistas
Marina Engler – redação
Fabricio Ferrari – fotografias
Grace Cristina – câmera 1
Ivy Fasanella – câmera 2
Flavio Giusti – câmera móvel
Laura Ferro – apoio filmagem
William Camara – apoio videoconferência
Osvaldo Coelho – realização e direção videoconferência
Gisele Correa – demonstradora

Agência SwáSthya, que cuidou da identidade visual e comunicação do evento:

Direção e coordenação – Professor Flávio Moreira
Gerente de projeto – Instr. Mariana Beluco
Direção de arte e [i]designer[/i] – Flavio Giust
Programador e [i]webmaster[/i] – Danilo Cassola
Coordenadora multimídia – Marina Engler

http://www.swasthya.com.br

Patrocinadores e apoiadores:

Viva Yôga Brasil, Ponto de Cultura, Ministério da Cultura
Cultura Viva
Faculdade Drummond
Colégio Alvorada
Água Genuína Lindoya
KG Inter

E as dezenas de pessoas que se ofereceram espontaneamente para ajudar!

 Se alguém não foi citado, queira informar para que seja incluído.

Agradecimento Muito Especial

Acima de tudo, quero que todos saibam que o cérebro e o coração por trás de toda a organização foi da minha amada shaktí Fernanda Neis, a quem agradeci lá mesmo, mas sinto que preciso agradecer novamente aqui e mesmo que continuasse agradecendo todos os dias, não chegaria aos pés do seu mérito. Fée é a pessoa que me ilumina os dias e acalenta as noites, preservando minha saúde e permitindo que eu possa dar vazão à inspiração literária que me leva a produzir livros, informativos, artigos, cartas e outros textos sem ter que me preocupar com mais nada. Fée é o arrimo e escudo que barra as incomodações e agressões, colocando-se na frente para me proteger, poupar-me de estresses, tristezas ou decepções. Fée é a fada e o anjo que sacrifica o seu tempo e a sua saúde para que eu recupere a minha. Tudo que eu puder fazer por ela é pouco. E tudo o que você puder fazer por ela ainda é pouco. Se nossa filosofia é matriarcal, Fernanda é o perfeito exemplo daquilo que constitui a nossa proposta e o nosso ideal. Que todas as mulheres da nossa egrégora se espelhem nela e procurem seguir seu exemplo.

Fotos

OFuxico é um site vinculado ao SBT, da jornalista e editora do site conhecida minha Esther Rocha. Ela também é a produtora do Programa do Gugu Liberato. O site é um site de fofocas do mundo das celebridades, achei pertinente te dizer um pouco sobre como ele é rsrs.

Beijinhos da Cherrine (Unidade Anália Franco).

http://ofuxico.terra.com.br/galeria/galeria/2009/02/15/mestre-derose-marca-as-comemoracoes-ao-dia-estadual-do-yoga-8989.htm

Che
cherrine.cardoso@gmail.com | 201.83.85.211

Mestre lindo.
Ja temos a materia com fotos no YôgaPress também!
http://yogapress.net.
Muitos beijinhos
Che

Cherrine, querida, eu gostaria de ver as demais fotos do evento. Os visitantes do blog também ficariam bem felizes. Seria possível colocar as melhores, especialmente as que dão uma noção do mar de gente? António e Luís, a mesma solicitação para Portugal. Obrigado. DeRose.

Melina
http://www.yogacopacabana.com | melina.flores@uni-yoga.org.br | 189.122.64.247

oiiii!!!!
o evento foi demais, muuuuito legal!
e muito feliz encontrar os amigos de tantos estados e paises… um verdadeiro mini-Fest-Yôga :)
neste link tem algumas fotos do sábado:
http://picasaweb.google.com/copacabana.rj/AulaDoMestreDeRoseEmSPDiaDoYoga2009#
beijinhos para todos e um mais especial para o Mestre :)
mel

Alessandra Dorante
alessandra.dorante@gmail.com | 195.23.135.33

Olá Mestre!
Aqui vão algumas fotos do Dia do Yôga em Portugal. Os créditos das fotos são do Espaço Antas.
http://picasaweb.google.com/alessandradorante/DiaDoYoga#
Beijos!

Mauro Bexiga
http://ww.maurobindo.blogspot.com | mauro.bex@uni-yoga.org | 213.63.82.40

Sempre que divulgava a aula aos nossos alunos, dizia sempre que seria um momento histórico, único, que não saberíamos se o Mestre voltaria a dar um sádhana para alunos com esta dimensão. Quem não acreditou, perdeu a aula da sua vida!
Quem esteve lá, tal como eu, com o privilégio de contribuir para que a organização fosse impecável, sabe o fantástico que foi poder seguir as indicações do Mestre e aprender a cada palavra transmitida.
Foi muita emoção, muita alegria e eu já estou a pensar no próxima ano. Por cá, também ninguém foi indisciplinado, ninguém reclamou, ninguém partiu coisa alguma. Parabéns a todos aqueles que fizerem este dia acontecer!
Um agradecimento especial ao Mestre por me inspirar todos os dias, e à Fée por ser a monitora mais maravilhosa do mundo! São os melhores exemplos que tenho na minha vida. Bem hajam!
SwáSthya!

– Veja os comentários.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 | Autor: DeRose

Rosana Ortega, Presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga, enviou-nos este link:

 

Já mencionei noutro post que achei uma coincidência (ou sincronicidade) interessante que algumas semanas antes de ser divulgado o nome da novela O Caminho das Índias, eu tenha sido agraciado em Portugal com o título de Grão-Mestre da Ordem do Mérito das Índias Orientais. Acontece que ninguém mais utiliza a forma “Índias”, nem cá no Brasil, nem lá em Portugal. Hoje, chama-se “Índia”, no singular (isso, no Ocidente, já que o nome do país é Bhárata, em sânscrito, ou Bhárat, em hindi). Pois tanto o título da novela, quanto o título honorário a mim concedido, ambos aplicam a forma arcaica, no plural.

Não bastasse isso, dando continuidade aos livros menores que constituem extratos dos livros maiores (como ocorreu com os livros Karma e dharma, Chakras e kundaliní, A síntese do SwáSthya Yôga, ÔM -- o mais poderoso dos mantras, Yôga tem acento) acabo de concluir um sobre as viagens à Índia.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 | Autor: DeRose

Os Himálayas

Chegando ao meu destino, a cidade de Rishikêsh, fiquei apaixonado pelo lugar. O rio Ganges corre límpido e caudaloso nessa região montanhosa, relativamente próxima da nascente. Pode-se meditar às suas margens, banhar-se em suas águas, cruzar o rio de barco ou pela ponte pênsil. (Ah! Quando conheci essa região a ponte nem sequer existia…)

Rishikêsh é uma cidade muito bonita e imantada com a magia dos séculos. Era uma emoção simplesmente estar ali e saber que aquele solo foi pisado por alguns dos maiores iluminados dos últimos 5000 anos. Ainda hoje, swámis (monges) e saddhus (ermitões) são vistos com frequência. Há dezenas de mosteiros, templos e Mestres de Yôga, de Vêdánta e de outras disciplinas. Os curiosos geralmente deixam-se seduzir pela multiplicidade de escolas e começam a agir como crianças à solta numa loja de chocolates. Misturam tudo, fazem uma bruta confusão e não aprendem nada.

Eu sabia o que queria. Estava indo para o Sivánanda Ashram (pronuncie Shivánanda Ashrám), um dos mais conceituados mosteiros da Índia. Nenhum outro chamariz iria me desviar da meta. Lá encontrei coisas realmente muito boas, tanto que voltei a essa entidade quase todos os anos a partir de então, durante mais de vinte anos. Nesse ashram tive a oportunidade de aprimorar mantras, conhecer mais variedades de pújá, melhorar o sânscrito (especialmente a pronúncia), desenvolver Karma Yôga, Bhakti Yôga, Rája Yôga, sat sanga, meditação, teoria Vêdánta e travar contato com o verdadeiro Hatha Yôga da Índia.

Uma coisa que me chamou a atenção nas práticas de Yôga da Índia, foi o fato de não encontrar lá aquela insistente repetição dos estribilhos comuns nas aulas do Ocidente, recitados com voz doce e de impostação hipnótica, tais como: “calma… não force… suavemente… ótimo, muito bem… cuidado… isso é perigoso…” Ao invés, encontrei ordens severas: “Força! Você pode fazer melhor do que isso! Quero ver mais empenho nessa execução! Aguente mais!”

Eu era jovem, desportista e praticava muito bem os ásanas. Não obstante, às vezes ficava com o corpo todo dolorido depois de uma aula, coisa que no Ocidente não se admite. Mais tarde concluí que a maneira deles era mais coerente, pois Hatha significa força, violência[1].

Na minha primeira prática de Yôga no Sivánanda Ashram, o instrutor mandou-me executar exercícios adiantados, como padmásana, nauli, sírshásana, vrishkásana, mayurásana e outros. E isso sem pedir nenhum exame médico, o que denota um espírito muito mais descomplicado da parte deles. Falou-se livremente sobre a kundaliní (pronuncie sempre com o í final longo), sem o professor assustar ninguém, nem exagerar seus eventuais perigos.

Outra demonstração da descontração reinante no Yôga da Índia é o fato de as aulas serem dadas num clima informal, no qual está aberta a possibilidade do diálogo e até mesmo a de uma anedota posta por um aluno em classe, como ocorreu nesse inverno de 1975. Havia um monge velhinho, cuja função era a de tocar o sino a cada hora certa. Estando muito frio às cinco da manhã em pleno inverno dos Himálayas, ele se refugiou na nossa sala de prática, onde o calor dos corpos de muitos yôgins aquecera o ambiente. No meio da aula ele começou a cochilar e pender a cabeça. Um aluno não perdeu a oportunidade de brincar:

– Olhe lá, professor! O swámiji entrou em samádhi!

O professor riu, todos riram e, em seguida, retomaram a aula com muita disciplina. Aliás, só conseguem essa descontração por existir simultaneamente um profundo senso de disciplina, respeito e hierarquia que falta na maior parte das escolas do Ocidente.

Em suma, gostei do Hatha Yôga e do Rája Yôga experimentados no Sivánanda. Para dar uma ideia do quanto esse ashram (mosteiro) me agradou, basta dizer que ele é de tendência Vêdánta e, apesar disso, recebi lá boas aulas de Sámkhya, o que constitui um raríssimo exemplo de tolerância.

Mais um eloquente exemplo é o fato de que um dos melhores livros de Tantra Yôga foi escrito pelo fundador Srí Swámi Sivánanda, sendo ele de linha oposta (brahmáchárya). Tudo isso contribuiu para, em meus retornos posteriores à Índia, acabar frequentando muito mais essa instituição do que qualquer outra, durante vinte e quatro anos de viagens à Índia.

Depois do Sivánanda Ashram, tive o privilégio de visitar e participar de aulas no Kaivalyadhama, de Lonavala; Iyengar Institute, de Puna; Yôga Institute de Srí Yôgêndra, em Bombaim (atualmente denominada Mumbai); Muktánanda Ashram, de Ganêshpuri; Aurobindo Ashram, de Delhi; todas muito boas escolas, de renome mundial, mas cada qual apresentando uma interpretação, um método e até mesmo uma nomenclatura diferente das outras. Isso me foi tremendamente educativo e ampliou minha tolerância em 360 graus. Nessas viagens conheci pessoalmente e recebi ensinamentos diretamente de grandes Mestres como Chidánanda, Krishnánanda, Nádabrahmánanda, Turyánanda, Muktánanda, Yôgêndra e outros. Segundo os hindus, eles foram os últimos Grandes Mestres vivos, os derradeiros representantes de uma tradição milenar em extinção[2].

 


[1] A palavra hatha é traduzida como violência, força, pelos conceituados autores e livros:

Tara Michaël ‑ O Yôga, Zahar Editores, página 166;

Iyengar ‑ A Luz do Yôga, Editora Cultrix, página 213;

Georg Feuerstein ‑ Manual de Yôga, Editora Cultrix, página 96;

Renato Henriques ‑ Yôga e Consciência, Escola de Teologia, pág. 276 (da 1a. edição);

Mircea Eliade ‑ Inmortalidad y Libertad, La Pléyade, página 223;

Theos Bernard ‑ Hatha Yôga una tecnica de liberación, Siglo Veinte, página 13;

Monier-Williams ‑ Sanskrit-English Dictionary, página 1287.

[2]  No momento em que esta edição é publicada já estão todos falecidos.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009 | Autor: DeRose
Curso de leitura

Se você é apenas um curioso que quer saber um pouco sobre muitas coisas e muito sobre coisa nenhuma, leia tudo o que quiser. Mas se tiver se identificado com a proposta deste tipo de Yôga, se ele representa para si um caminho suficientemente completo, que lhe satisfaça plenamente a ponto de não querer mais ficar buscando aqui e ali, então estas instruções são para você.

Ler tudo o que lhe caia às mãos só por tratar-se supostamente de Yôga ou de outra filosofia, arte ou “ciência” que você presume correlata, é um comportamento imaturo, fútil e dispersivo.

Primeiramente, a maior parte dos livros sobre Yôga e similares que se encontram comercializados é nociva. Sua leitura mais prejudica que ajuda. É melhor não saber do que pensar que sabe!

Depois, mesmo que encontrasse várias boas obras e vários bons Mestres – bem, aí seria mesmo um fenômeno de sorte – ainda assim, a dispersão de se envolver com mais de uma metodologia, comprometeria os eventuais resultados positivos que poderia colher caso se concentrasse numa só via.

Tenha foco

Imagine uma pessoa que quisesse achar água e ficasse dispersando tempo e trabalho a cavar vários poços ao mesmo tempo ao invés de se concentrar num só. A cada buraquinho recém começado, interrompesse para ir cavar outro e depois voltasse para o primeiro; trocasse de novo para experimentar um terceiro e assim sucessivamente. Após perder muito tempo e desperdiçar muito trabalho, provavelmente abandonaria todas as tentativas, desanimado, declarando que definitivamente não adianta cavar, pois supõe que nenhum deles dará água. Contudo, é provável que todos dessem água (de diferentes qualidades e com diferentes profundidades), desde que o inconstante tivesse se concentrado num só poço.

Vivêkánanda referia-se a esse tipo de gente na parábola do homem que, chegando a uma árvore frutífera, dera uma mordida em cada fruta para ver se havia alguma que lhe agradasse mais, ao invés de pegar uma para saciar sua fome.

Em suma, desaconselhamos veementemente a intoxicação de teoria. Não faça misturança. Adote uma linha de conduta séria e inteligente. Um planejamento para o estudo orientado numa direção definida, como quem sabe o que quer e jamais eclética sob pretexto algum.

São considerados praticantes de primeira classe os que se dedicam exclusivamente ao Yôga e, dentro deste, a uma só modalidade sem mesclá-la com nenhuma outra. O mesmo se diga dos instrutores. E, desses, com muito mais razão.

Os livros indicados no Curso de Leitura são alguns dos melhores e não são muitos. Se você já os tiver lido todos, mais vale relê-los várias vezes do que entregar-se a aventuras literárias que, certamente, comprometerão o seu bom encaminhamento.


Orientação ao leitor de Yôga

Busca, fora dos livros, dentro de ti.
DeRose

Há diversos tipos de literatura de Yôga. Vou descrever alguns para que você possa ter ideia do que está adquirindo ao comprar um livro sobre a matéria.

1. Os mais confiáveis são os livros escritos por yôgis que vivenciaram experiências e relatam os meios para obter bons resultados.

2. Em segundo lugar, vêm os que estão aquém da iniciação prática e teorizam a mais não poder com o fim de tentar compreender o que os primeiros ensinam. Este tipo de literatura é identificada facilmente uma vez que seus autores costumam usar frases tais como: “os yôgis dizem…” ou “segundo os yôgis…”, porquanto reconhecem que eles mesmos não sabem e tampouco são yôgis.

3. Depois, surgem os que simplesmente repetem aquilo que disseram os primeiros e os segundos, elaborando uma literatura de terceira, totalmente desnecessária, dispensável e meramente plagiada. Também é facílimo identificar esses livros já que seus autores abusam de frases de terceiros, acompanhadas de “conforme diz Fulano”, “segundo Sicrano”, “na opinião de Beltrano”, etc.

4. Não podem faltar os que publicam livros popularescos, para consumo e pseudo-informação dos leigos. Leigos, antes de lê-los. Depois, passam a ser desinformados e iludidos. Passam a repetir disparates. Geralmente os títulos são algo como: “cure a sua doença com a yóga” ou “yóga em 10 lições“. Claro que pode haver exceções. Recordemos sempre: “Todas as generalizações são perniciosas, inclusive esta.”

5. Há, ainda, os livros que misturam tudo o que é oriental e fazem uma salada de Índia, Tibet, Nepal, Egito, China e Japão, baralhando Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, Xintoísmo, Sufismo, Xamanismo, Zen e o que mais o autor tiver lido. É que os ocidentais sucumbem ingenuamente à síndrome da ilusão de perspectiva, segundo a qual “Oriente” é um lugar muito distante, lá onde as paralelas se encontram. Então, julgam que todas as filosofias orientais conduzem ao mesmo lugar. Além disso, o escritor ocidental acha que constitui demonstração de cultura encontrar pontos de convergência entre as múltiplas correntes. Com isso, o leitor adquire um livro de Yôga, porque queria Yôga, e acaba levando para casa uma série de outras coisas que não queria e só servem para encher as páginas que o conhecimento limitado do autor ia deixar em branco, caso se ativesse ao assunto proposto. Há um livro que pretende dissertar sobre mudrás do Hinduísmo e, inadvertidamente, a obra passa a miscelanear mudrás de outros sistemas e países. Tal procedimento induz o estudante ao erro de introduzir mudrás alienígenas numa prática ortodoxa de Yôga, achando que está agindo corretamente. Estou farto de corrigir alunos de Yôga que sentam-se para meditar e põem as mãos em mudrá do Zen! Isso é uma gafe equivalente a executar um katí de Kung-Fu numa aula de Karatê ou sair dançando tango numa aula de ballet clássico. Eu mesmo, quando jovem, utilizava mantras em hebraico, da Cabala, nas práticas de Yôga, pois os livros que lia induziam a isso e ninguém me advertiu em contrário, como estou fazendo agora. Misturar, além de não ser procedimento sério, pode produzir consequências imprevisíveis. Em tempo: o Yôga mais antigo é de raízes Tantra e Sámkhya, portanto, essas três filosofias possuem compatibilidade de origem.

6. No entanto, os livros mais perigosos são os que visam à doutrinação do leitor para alguma outra ideologia e usam como chamariz o nome do Yôga, já que este tem um respeitável fã clube. O interessado compra o livro e leva gato por lebre. Se houver 5% de Yôga em todo o volume, é muito. O resto costuma ser catequese a favor de alguma seita exótica. O Yôga mais antigo – pré-clássico e clássico – era Sámkhya (naturalista). Portanto, o Yôga mais autêntico é dessa corrente. Na Idade Média apareceu um Yôga moderno, de linha Vêdánta (espiritualista). Como saber se o livro de Yôga é de tendência Sámkhya, mais antiga, ou Vêdánta, mais moderna? Aqui vão algumas dicas para o leitor que tem poucas noções das duas filosofias citadas.

a) Os livros que mencionam mais vezes o termo Púrusha e poucas (ou nenhuma) o termo Atmam, para designar o Self, costumam ser de tendência Sámkhya.

b) Ao contrário, os que citam muitas vezes o vocábulo Atmam e poucas (ou nenhuma) a palavra Púrusha, são quase sempre de linha Vêdánta ou, eventualmente, alguma outra sob sua influência.

c) Já os que usam indiscriminadamente os dois termos, não são de linha nenhuma. Nem sabem que existem linhagens e que é filosoficamente impossível você não se definir por uma única. Questionados a respeito, afirmam com orgulho fiasquento: “não sou de nenhuma linha específica – sou de todas“! Esses são certamente autores ocidentais (ou, em alguns casos, orientais sem iniciação). Não tiveram um bom Mestre. Se tiveram, não entenderam nada do que lhes foi ensinado.

Bibliografia indicada para estudo e documentação

Antes de se ter algum tipo de relação profissional com livros,
não se descobre quão ruim é a maioria deles.
George Orwell

Resista heroicamente à tentação de ler qualquer coisa, só por tratar-se de Yôga ou de alguma matéria supostamente semelhante. Repito: melhor é reler várias vezes um bom livro do que ler vários livros novos que possam ser nocivos. E, convenhamos, com uma bibliografia tão boa e extensa, você não tem necessidade de sair gastando o seu tempo e dinheiro com livros que poderão prejudicar não apenas a sua cultura, mas também a sua saúde mental. Consulte o capítulo sobre Egrégora.

Procure ler primeiramente as obras abaixo, mais ou menos nesta ordem, dependendo da disponibilidade das editoras. Com esta base sólida de boas obras, depois poderá ler qualquer coisa, pois já terá desenvolvido o senso crítico. Note que um bom número dos livros recomendados são de outros autores, de outras linhas de Yôga e até de temas que não tratam de Yôga.


1. DeRose, Tratado de Yôga, Nobel (Brasil).

2. DeRose, Quando é preciso ser forte, Nobel (Brasil).

3. DeRose, Tudo o que você nunca quis saber sobre Yôga,Uni-Yôga.

4. DeRose, Programa do Curso Básico de Yôga, Uni-Yôga.

5. DeRose, Boas Maneiras no Yôga, Nobel.

6. DeRose, Eu me lembro…, Nobel.

7. DeRose, Encontro com o Mestre, Matrix (Brasil) e Kier (Argentina).

8. DeRose, Sútras – máximas de lucidez e êxtase, Nobel.

9. DeRose, Alimentação vegetariana: chega de abobrinha!, Nobel.

10. DeRose, Origens do Yôga Antigo, Nobel.

11. DeRose, Alternativas de relacionamento afetivo, Nobel (Brasil) e Afrontamento (Portugal).

12. DeRose, Tantra, a sexualidade sacralizada, Uni-Yôga e Longseller (Argentina).

13. DeRose, Yôga Sútra de Pátañjali, Uni-Yôga.

14. DeRose, Mensagens do Yôga, Uni-Yôga.

15. DeRose, Karma e dharma – transforme a sua vida, Nobel.

16. DeRose, Chakras e kundaliní, Nobel.

17. DeRose, Guia do Instrutor de Yôga, Uni-Yôga (esgotado).

18. DeRose, Prontuário de Yôga Antigo, (edição histórica só para colecionadores).

19. DeRose, A regulamentação dos profissionais de Yôga, Uni-Yôga.

20. De Bona, Rodrigo, A parábola do croissant, edição do autor.

21. Silva, Lucila, Léxico do Yôga Antigo, edição da autora.

22. Barcesat, Yael, Complementación pedagogica, Edição da autora.

23. Melo, Ricardo e Caio, O poder do mantra, Edição dos autores.

24. Santos, Sérgio, Yôga, Sámkhya e Tantra, Uni-Yôga.

25. Santos, Sérgio, A força da gratidão, Uni-Yôga/Nobel.

26. Flores, Anahí, Coreografias, edição da autora.

27. Flores, Melina, Técnicas corporais do Yôga Antigo, edição da autora.

28. Marengo, Joris, 50 Aulas práticas de SwáSthya Yôga, futuramente, Nobel.

29. Castro, Rosângela, Gourmet vegetariano, futuramente, Nobel.

30. Caramella, Edgardo, La dieta del Yôga, Kier, Buenos Aires.

31. Michaël, Tara, O Yôga, Zahar Editores.

32. Time-Life, Índia Antiga, Abril Coleções.

33. Shivánanda, Hatha Yôga, Editorial Kier.

34. Shivánanda, Pránáyáma, Pensamento.

35. Shivánanda, Kundaliní Yôga, Editorial Kier.

36. Shivánanda, Tantra Yôga, Nada Yôga e Kriyá Yôga, Editorial Kier.

37. Shivánanda, Autobiografia, Pensamento.

38. Shivánanda, Japa Yôga, Edição do Shivánanda Ashram.

39. Bernard, Theos, El Camino Práctico del Yôga.

40. Eliade, Mircea, Pátañjali y el Yôga, Editora Paidós.

41. Eliade, Mircea, Yôga, imortalidade e liberdade, Editora Palas Athena.

42. Purôhit Swámi, Aphorisms of Yôga, Faber & Faber (Londres e Boston).

43. Kastberger, F., Léxico de Filosofía Hindú, Editorial Kier.

44. Van Lysebeth, André, Tantra, o Culto da Feminilidade, Summus Editorial.

45. Blay, Antonio, Tantra Yôga, Iberia

46. Woodroffe, Sir John, Principios del Tantra, Editorial Kier.

47. Woodroffe, Sir John, Shaktí y Shakta, Editorial Kier.

48. Avalon, Arthur, El Poder Serpentino, Editorial Kier.

49. Monier-Williams, Sanskrit-English Dictionary, Oriental Publishers.

50. Feuerstein, Georg, A tradição do Yôga, Pensamento[1].



[1] Este é o único livro de Yôga de autor estrangeiro, de outra linha de Yôga, que cita um autor brasileiro, no caso, o Mestre DeRose.


 

Bibliografia Discriminada

Esta bibliografia é independente da que consta nas páginas anteriores, que recomendam o estudo de 50 livros de vários autores e de diversos tipos de Yôga a fim de incrementar a cultura geral. Esta Bibliografia Discriminada serve para fundamentar uma boa parte da estrutura do nosso trabalho em aspectos pontuais.

 

Livro Conhecer Melhor a Índia de C. N. S. Raghavan, Publicações D. Quixote:

Pág.

12 -

origens do Tantrismo entre os drávidas, no período pré-clássico;

12 -

Shiva, personagem pré-ariano;

15 -

as Upanishads foram originalmente textos de transmissão oral;

15 -

as castas eram inicialmente discriminação racial entre os de raça ariana (louros) e os drávidas (morenos);

24 -

confirmação da conclusão acima;

19 -

a frase: “para que serve o fervor doentio…” do Rig Vêda, sugere uma tem­dência muito mais Sámkhya e muito menos Vêdánta; (aliás, o Rig Vêda, ci­tado como escritura religiosa, contém uma declaração explícita das inten­ções arianas: “O arco arruina o prazer do inimigo. Com o arco conquis­ta­re­mos todos os cantos do mundo.”)

25 –

menciona um surto de “ateísmo dravídico”, o que mais uma vez confirma que a tendência dravídica não era Vêdánta e, portanto, o Yôga original não era espiritualista.

Livro Yôga e Consciência, de Renato Henriques, da Editora Rigel:

Pág.

16 -

o nome de Pátañjali aparece corretamente escrito;

21 -

consta aqui que o Yôga Clássico era quase ateu;

56 -

nesta outra, a questão anterior é melhor explicada: o Yôga Sámkhya não é ateu, só não é espiritualista nem místico;

21 -

nessa mesma página, um erro: nem todas as vias do Yôga se baseiam no Yôga Clássico, como por exemplo, o Yôga Pré-Clássico;

28 -

origens do Tantrismo entre os drávidas, no período pré-clássico;

28 -

confirmação da presença do Yôga já entre os drávidas pré-arianos;

29 -

confirmação das origens do Tantrismo entre os drávidas;

29 -

confirmação da presença de Shiva entre os drávidas pré-arianos;

29-

o Yôga é vinculado à tradição shivaísta e não vishnuísta;

35 -

Todos os estudiosos aceitam que Shiva é personagem pré-ariano;

36 -

Shiva é considerado patrono do Tantrismo;

36 -

comprovação de que o Yôga é Sámkhya e não Vêdánta, ao citar o conceito da Prakrití;

40 -

…podemos dizer que o Yôga vishnuísta não é o Yôga antigo;

55 -

a influência Vêdánta (espiritualista) na literatura do Yôga;

55 -

o Yôga Clássico surgiu de uma tradição oral bem mais antiga;

56 -

“não se pode escrever sobre Yôga sem tratar do Sámkhya, tamanhos são os vínculos entre uma escola e outra”;

57 -

citações do Mahá Bhárata e do Bhagavad Gítá, vinculando o Yôga com o Sámkhya, portanto, estabelecendo para o Yôga uma natureza técnica, não espiritualista nem mística;

61 -

o conceito de Púrusha (Sámkhya) já aparece no Rig Vêda X:90 e na Katha Upanishad II:5;

67 -

sendo o Sámkhya muito complexo, encontra-se aqui a declaração de que não precisamos aprofundar-nos no seu estudo, mas é indispensável compreender seus fundamentos.

Livro Manual do Yôga, de Georg Feuerstein, Editora Cultrix:

Pág.

18 -

o Yôga não tem misticismo. Este foi introduzido no Yôga medieval;

19 -

o Yôga não é ciência: é técnica;

20 -

parampará, a transmissão oral;

20 -

as divergências entre escolas: “às vezes não podem nem mesmo reconciliar-se com nenhuma outra”;

21 -

nota de rodapé: “o Sámkhya é o mais próximo do Yôga”;

23 -

a palavra hatha tem o significado literal de força, esforço;

22 -

Hatha Yôga desafortunadamente tornou-se muito popular no Ocidente, de uma forma lamentavelmente distorcida e bizarra;

23 -

uma das particularidades que caracterizam o Hatha é a ênfase no despertamento da kundaliní, ao contrário do que os ensinantes leigos de Hatha no Ocidente costumam afirmar;

24 -

mesmo o Hatha tem restrições quanto a abordagens terapêuticas;

30 -

um estudioso do século XX criou um novo tipo de Yôga, “uma divergência revolucionária em relação aos caminhos já trilhados”;

30 -

o Yôga de Srí Aurobindo inclui o Tantrismo;

31 -

Srí Aurobindo espera que o Yôga cesse de parecer alguma coisa mística e anormal que não tenha relações com os processos comuns da energia terrena;

31 -

ele afirma também que é lícito o uso do sexo, saúde, dinheiro, posição social, poder político, etc.;

31 -

Srí Aurobindo não considera o Hatha necessário;

31 -

Srí Aurobindo tem franca admiração pelo Tantrismo. Ele o chama “um sistema yôgi notável que é, em sua natureza, sintético… um grande e poderoso sistema”;

94 -

nesta página, encontra-se um quadro sinótico que é o que melhor explica a relação de coerência entre o Sámkhya e o Tantra; explica, ainda, a frase atribuída a Shankara, citada por Shivánanda: “Sámkhya e Tantra são uma só coisa.”;

95 -

elementos que caracterizam a linha tântrica: mudrá, pújá, mantra, dhyána, nyása, bhúta shuddhi e visualização. Todos eles encontram-se no SwáSthya Yôga;

96 -

o Hatha é uma ramificação do Tantrismo;

96 -

o Hatha é o sucessor imediato do culto siddha do Tantrismo;

96 -

Gôraksha Natha foi o fundador do Hatha, na idade média;

103-

os Nathas;

104-

o fundador do Hatha é discípulo de Matsyêndra Natha;

104-

Matsyêndra Natha é o criador da Escola Kaula, do Tantrismo Negro;

110-

Rámakrishna era iniciado no Tantrismo (linha branca);

127-

o Sámkhya Clássico de Íshwara Krishna é um sumário métrico do Sasti Tantra.

Livro O Yôga, de Tara Michaël, Zahar Editores:

Pág.

18 -

o Yôga não é terapia;

27 -

o Yôga, desde suas mais remotas formulações, encontra-se indiscutivel­mente ligado a um outro ponto de vista: o Sámkhya;

27 -

Sámkhya e Yôga, os dois mais antigos ensinamentos;

28 -

“Os ignorantes falam do Sámkhya e do Yôga separadamente (como de duas vias diferentes), mas não as pessoas instruídas que, ao se dedicarem a um conhecem igualmente o fruto dos dois.” Bhagavad Gítá.

28 -

muitos param ou perdem-se no caminho do Yôga por não terem compreen­dido suas bases Sámkhyas;

59 -

o suposto ateísmo do Sámkhya mais antigo;

63 -

“Não há conhecimento como o Sámkhya, não há poder como o Yôga.”;

166-

Hatha significa força, violência. É uma via rápida para forçar kundaliní a despertar. Uma via demasiadamente curta, que necessita de um esforço extraordinário para atingir a meta (kundaliní), como que através de um arrombamento (dos granthis);

167-

Hatha Yôga também possui pújá, conquanto bem simplificado.

Livro Autobiografia, de Srí Swámi Shivánanda*, Editora Pensamento:

Pág.

37 -

discípulos egoístas que dizem: “não tenho Mestre, não preciso”;

38 -

“a obrigação do Mestre para com o discípulo é tão somente…”

47 -

“Quando viajo, esgoto toda a minha energia em uma semana.” E como fica a saúde daqueles Mestres brasileiros que viajam sistematicamente há mais de 30 anos, realizando até quatro ou mais viagens por mês, cobrindo distâncias de milhares de quilômetros?

49 -

manasika pújá;

68 -

incentivo para a criação de núcleos de Yôga;

69 -

“dê aulas sobre os chakras”;

69 -

incentivo e aprovação para demonstrações públicas;

73 -

“ensine a milhares”;

49 -

“não faço discípulos”;

83

“não tenho discípulos”. Portanto, aqueles que se declaram seus discípulos são inverídicos em suas declarações;

91 -

ponto de vista do brahmáchárya (linha patriarcal): “as mulheres deveriam renunciar ao mundo”; felizmente a nossa linha é tântrica (matriarcal, mas que não exclui o homem);

95 -

“dinheiro ajuda o sádhaka em seu sádhana e evolução”;

97 -

o kripá;

102-

“o desenvolvimento unilateral não é muito benéfico”;

105-

não omitir o sânscrito;

113-

cuidados com a propriedade: apego?

124-

não admite discussão e exige obediência imediata;

125-

fofocas… até na Índia!

140-

outra opinião da linha brahmáchárya: “afaste-se das mulheres. Não brinque nem se divirta com elas”; viu só, você que ataca a linha tântrica e defende a linha brahmáchárya?

142-

“um desenvolvimento unilateral não o ajudará”. Conclusão: as escolas que se especializam só em meditação, só em mantra, só na parte física ou qualquer outra coisa, são desaconselháveis;

142-

permissão para dançar;

142-

instruções para que se coma açúcar!

* Shivánanda, médico hindu, é um dos mais importantes Mestres de Yôga de linha Vêdánta-brahmáchárya do século XX.


 

Livros usados:

 

camila
camila.cabete@gmail.com | 201.17.104.118

Muito obrigada Mestre!!!!
Você já entrou no site http://www.estantevirtual.com.br ?
Cheguei a citá-lo na Sede Histórica.
Lá encontramos o acervo dos principais sebos [alfarrabistas] do Brasil e é muito seguro comprar. Já comprei vários livros. Agora vou buscar estes que indica!
Muitos beijos e abraços apertados!

 


Everton
everton_murilo@yahoo.com.br | 201.25.242.64

Dos importados, gosto muito do site http://www.amazon.com , o serviço deles é muito bom, a compra é segura, a entrega demora um pouco pois vem de longe mas vale a pena quando o livro é bom. No site da amazon também tem um serviço de sebos mas que não funciona tão bem quanto o nacional. Então para os livros importados e fora de catálogo, fica REALMENTE difícil.

– Veja os comentários.

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