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terça-feira, 13 de julho de 2010 | Autor: DeRose

Mas como é na Índia?

Eu viajei para a Índia durante 24 anos. Frequentei vários tipos de estabelecimentos, desde as escolas até os mosteiros, dos mais sérios aos que já estavam contaminados pelo consumismo ocidental – e percebi as diferenças. Mas, em todos eles, ocorria um mesmo fenômeno. Os alunos indianos entravam na sala de aula com cara normal e roupa normal, muitas vezes praticando de calça e camisa. Os ocidentais, no entanto, pareciam um bando de alucinados que se destacavam dos hindus por serem os únicos a estar vestidos com “roupa indiana”, isto é, o equivalente àquelas camisas hipercoloridas e cheias de flores que os turistas estrangeiros usam no Brasil por acharem que aqui é assim que o povo se veste. Será que não percebem que nenhum brasileiro está portando aquelas camisas espalhafatosas, ou que nenhum indiano está vestindo a tal de “roupa indiana” (especialmente as famosas “saias indianas”, que nenhuma indiana veste)?

Durante a aula de Yôga, os hindus preservam a fisionomia de pessoas perfeitamente normais, sorriem, interagem com os colegas e com o instrutor, às vezes até fazem gracejos. Os ocidentais, pelo contrário, mantêm-se muito taciturnos, com cara de santo cristão e, às vezes, babam um pouco.

Frequentemente os instrutores que levei em minhas viagens, para conhecer o verdadeiro Yôga da Índia, observaram:

– DeRose, você já percebeu que os ocidentais ficam com cara de malucos quando entram numa sala de Yôga e que os indianos são como nós do SwáSthya e preservam a cara normal?

Pois é. Aí está o x da questão. O ocidental vai à Índia, olha, mas não vê. Ouve, mas não escuta. Tanto que volta falando “ióga”, embora todos lá pronunciem Yôga, com ô fechado. É uma questão de paradigma. O ocidental enfurnou no bestunto que Yôga deveria ser de uma determinada forma. Depois ele viaja para a Índia e não consegue perceber que lá é diferente do clima cristianizado, naturéba e alternativoide que grassa no Ocidente.

Uma das fantasias é que na Índia – e nas escolas de Yôga desse país – só se coma pão integral, arroz integral, açúcar mascavo e outros modismos ocidentais. Só que não é assim. Nas escolas de Yôga come-se muito bem, desfruta-se uma comida deliciosa (obviamente vegetariana!), bem temperada e, fora isso, normal. Certa vez, uma pessoa que estava no nosso grupo pediu arroz integral ao garçom do restaurante em Nova Delhi. O empregado trouxe arroz branco. A brasileira mandou voltar e instruiu-o com mais ênfase:

– Olha, meu filho, eu quero arroz integral, compreendeu? Arroz in-te-gral!

O coitado voltou com outra porção de arroz branco. Percebendo que não agradara, explicou:

– Mas o arroz está inteirinho, Madame. Eu mesmo ajudei o cozinheiro a catar só os grãos que não estavam quebrados.

Hoje já há alguns estabelecimentos com opções integrais para atender a turistas, assim como já existem escolas de Yôga para satisfazer os devaneios dos que pagam bem para que lhes vendam o que eles querem comprar, ou seja, aquilo que o ocidental pensa que o Yôga é.

 
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terça-feira, 13 de julho de 2010 | Autor: DeRose
terça-feira, 13 de julho de 2010 | Autor: DeRose

Para vencer, os predadores separam a presa
dos demais membros do grupo.
Não deixe que os predadores afastem você
da segurança do poder gregário.

 

Este vídeo foi enviado pelo colega Lucas De Nardi, de Porto Alegre.


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sexta-feira, 9 de julho de 2010 | Autor: DeRose

Somos uma família: há irmãos, primos, tios, padrinhos e até um avô! Os irmãos são os brothers, que estão sempre juntos. Os primos são os que pertencem à mesma família, mas não convivem tão próximos – há até os que não se conhecem! Os tios são os que detêm mais experiência de vida, são mais velhos. Os padrinhos são aqueles que arriscam sua reputação para avalizar os méritos de seus afilhados, para que possam tornar-se credenciados. E o avô sou eu, mais velho que todos os demais!
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sexta-feira, 9 de julho de 2010 | Autor: DeRose

Eu espero que em algum momento este blog seja uma ferramenta de comunicação entre os colegas. Veja que coisa mais interessante: ao invés de ser contato meramente do DeRose com todos e de todos com o DeRose (o que não deixa de ser limitante), que venha a ser um veículo de diálogo de todos com todos. Tenho a certeza de que então ele será muito mais dinâmico e abrangente.
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