O Yôga tem 5000 anos de existência. Nesses cinco milênios, foi desvirtuado sucessivas vezes pelas invasões que a Índia sofreu. Façamos uma comparação. Estamos no século XXI da Era Cristã. Muito bem. Existe uma luta chamada Capoeira, que é legitimamente brasileira. Tem suas raízes em tradições africanas, porém nasceu no nosso país. Imaginemos que dentro de alguns anos, a Amazônia será invadida por uma outra nação com o pretexto de ocupá-la para salvar tão precioso patrimônio da humanidade das mãos desses latino-americanos irresponsáveis que a estão destruindo.
Tal como os drávidas que viviam na Índia há 5000 anos, os brasileiros não têm tradição guerreira. Já os invasores, esses sim, contabilizam uma história de guerras, conquistas e império, tal como os sub-bárbaros arianos que invadiram a Índia a 1500 a.C. e cometeram o primeiro grande desnaturamento do Yôga.
Como ocorreu com o Império Romano, que ia incorporando outras culturas (ao absorver do Lácio o latim, da Grécia a arquitetura, escultura, mitologia etc.), esse novo império absorve a Capoeira. Em pouco tempo, digamos, um século, classificam-na como dança (“afinal, eles não dançam?”). E a reestruturam, pois isso de bater atabaques e tocar um instrumento de cordas com uma corda só é muito primitivo. Eliminam os tambores e substituem o berimbau pela guitarra eletrobioplásmica, com acompanhamento de “sincretizador” (que substituirá o computador, aquela máquina primitiva que vivia “dando pau” e pegando vírus).
Passam-se mil anos. Lá pelo ano 3000 da era Cristã, ocorre outra invasão. O Brasil é ocupado por uma terceira etnia e novos Mestres de Capoeira introduzem uma codificação que a define como religião (“afinal, eles não se benzem antes de jogar?”). Uma dança religiosa, uma dança ritual. Surgem mosteiros, templos e igrejas do culto Capoeirista. Essa vertente passa a ser conhecida como Capoeira Clássica.
Passado mais um milênio, e em torno do ano 4000, já não se fala a mesma língua, nem habita neste território o mesmo povo. Surpreendentemente, a Capoeira sobreviveu e tem mesmo um sólido sistema cultural que a preserva. Só que agora, após alguns concílios, decidiram que Capoeira é uma terapia. Passa a ser uma dança espiritual terapêutica.
Mais um milênio se passa. Estamos lá pelo ano 5000 d.C. Ninguém mais se lembra das suas origens. Criam mitologias. Surgem versões negando que a Capoeira tenha surgido em uma nação mítica chamada Brasil, a qual teria existido há tanto tempo que caiu no esquecimento. Alguns eruditos defendem que a Capoeira teria sido criada pelos negros escravos, mas a etnia então dominante nega-o peremptoriamente, e ameaça de punição quem se atrever a insistir nessa invencionice subversiva. A Capoeira é institucionalizada como uma prática para a terceira idade. Torna-se uma dança espiritual terapêutica para idosos.
Outros mil anos são transcorridos. Estamos agora no ano 6000 da Era Cristã. Todas as evidências de uma civilização latino-americana desapareceram, apagadas intencionalmente pelos cientistas e religiosos desse novo período histórico. A opinião pública de então, decide que Capoeira é para mulheres, que é ótima para TPM, gestação, rugas, celulite, varizes e que rejuvenesce. A Capoeira passa a ser classificada como uma dança espiritual, terapêutica, para idosos e para mulheres. Quem afirmar que a Capoeira legítima é uma luta, destinada a pessoas jovens e saudáveis, passa a ser acusado de discriminar os enfermos, os idosos e as mulheres; é acusado de ser polêmico; torna-se perseguido e severamente castigado com a difamação, exclusão, execração e ameaças de morte.
Bem, no caso da Capoeira, nós só abordamos 4000 anos de deturpações, do ano 2000 ao ano 6000 d.C. No caso do Yôga precisamos computar mais um milênio de distorções, já que essa filosofia conta com cinco mil anos de existência.
Oh! Céus! Eu disse filosofia? Foi sem querer. Juro. Eu quis dizer uma terapia mística para enfermos, mulheres e idosos.





quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 7:55
Impressionant comment le détournement est grand.
Heureusement que j’ai tombé sur le SwáSthya
Une élève me disait ça aussi hier.
Quelle honneur
Je t’embrasse bien fort
Sonia
Alexandre Montagna Reply:
abril 6th, 2009 at 21:25
J’aime lire vos commentaires.
Gros bisous.
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 8:57
Mestre, sempre consegue sacar um belo sorriso
Como é difícil fazer ver que Yôga é filosofia! De facto o Mestre é o exemplo de dedicação e firmeza (sem nunca ter perdido a ternura) é uma empreitada e tanto. Um dia o mundo vai reconhecer ainda mais o valor do seu trabalho. Nossa bandeira irá estar ao lado de todas as outras bandeiras, nosso hino irá ecoar no coração da humanidade e o planeta será um lugar muito melhor de se viver. Isso porque alguém um dia resolveu seguir em frente… Muito, muito obrigado por tudo o que tem feito por mim e pela humanidade!
A minha eterna gratidão, lealdade, carinho e admiração.
Nuno
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 9:33
Na comparação só na segunda invasão ela se torna clássica, ou seja, a primeira invasão já se perdeu no tempo na ocasião da segunda invasão.
Everton Reply:
abril 2nd, 2009 at 9:39
Para o Romano o Latim era dele e não tinha discussão nisso.
DeRose Reply:
abril 2nd, 2009 at 14:30
Como a língua portuguesa para os brasileiros! O brasileiro médio pensa que esse é o nosso idioma e fica desconcertado ao saber que a língua desta terra é o tupi-guarani. Pena que perdemos o tupi-guarani, mas que bom que ganhamos a nobre língua de Camões.
Everton Reply:
abril 2nd, 2009 at 15:15
Como o Mestre postou esses dias: a última volta do Lácio. Bela herança que os portugueses deixaram nessa terra.
Everton Reply:
abril 2nd, 2009 at 17:01
A língua indígena tem o diferencial de por ela não ter tido um senhor ela pôde assim seguir um desenvolvimento puramente naturalista.
Everton Reply:
abril 2nd, 2009 at 10:39
Afirmar um Yôga Shákta é afirmar um Yôga nas suas origens. Muitos Tantras são manuais de Yôga com um “quê” a mais, justamente o “quê” que se perdeu nas invasões. O Kulanarva, por exemplo, afirma que só o Tántriko tem ao mesmo tempo Yôga e Bhôga, e é verdade, pois é na estrutura qual a coisa se desenvolve que possibilita o desdobramento em outras áreas.
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 10:00
Bom dia queridos, Mestre e Feé.
Já está no YôgaPress a notícia da posse da nova Diretora da Unidade Anália Franco, Patrícia Mezzomo.
http://yogapress.wordpress.com/2009/04/02/toma-posse-a-nova-diretora-da-unidade-analia-franco-sp/
Foi uma noite muito especial, principalmente por estar ao lado de pessoas tão estimadas como vocês.
Grande beijo.
Má Engler
DeRose Reply:
abril 2nd, 2009 at 14:28
Está muito bom. Parabéns pela presteza. Só um detalhe: não dizemos “insígnia de graduação” para não confundir com a de graduado, que é lilás. Dizemos insígnia de Diretor. De resto, a matéria está excelente. Beijos do coração do DeRose.
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 10:38
swasthya.marcocarvalho.com
Hahahaha o desfecho não poderia ter sido melhor!!!
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 10:53
Demais este texto!
Esclarece muito bem o que é passível de acontecer no decorrer da história, sendo que esta é escrita pelos homens. Homens que normalmente estão no comando e que priorizam seus próprios interesses.
Beijo beijo.
Má Engler
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 18:19
Oi Mestre, estou sem foto, pois fui deletada, mas já estou de volta! (rs).
Muito providencial este post, pois hoje mesmo, após o almoço, surgiu uma polêmica sobre o Yôga, as terapias, as deturpações, enfim, expliquei tudo direitinho desde seu surgimento a mais de 5000 anos, as invasões dos povos guerreiros que dizimaram os drávidas, as influências e imposições culturais, a punição a quem ousava resgatar a essência do Yôga Antigo, e que inclusive continua até os dias atuais.
Agora para fechar com chave de ouro, enviei o link para o pessoal ler, nossa, adorei.
Beijinhos.
Neide.
Ah, falei também da importância deste nosso Yôga tão puro ter ressurgido, aqui, em terras tupiniquins e por um brasileiro excepcional que é você! Recomendei a leitura do seu livro: Quando é Preciso ser Forte.
DeRose Reply:
abril 3rd, 2009 at 16:09
Obrigado, Neide. Beijinhos do DeRose.
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 18:37
Hola Mestre!
Gran aclaración acerca del tema, me encanta la analogía con el Capoeira.
Cómo contribución a lo que fue la civilización en la que hace más de 5000 años surgió el Yôga, me parecio interesante esta reproducción en 3D de Mohenjo Daro.
Espero que lo disfrute.
Saludos!
Martín
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 21:50
Certa vez, uma professora de outra linha me disse o seguinte:
Realmente temos que tirar o chapéu para vocês, vocês são bons mesmo, isso foi depois de um evento Zen (noção) e com certeza, depois de muito tempo de amargura por parte dela. Aí, penso:
Como as pessoas vivem uma vida toda presas em seu mundo e nem se dão a chance de ser um pouco mais felizes. E como o reconhecimento [do nosso valor] para algumas pessoas é tão doloroso. Quanto ego!
beijinhos da Nina
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 22:40
Antonio Mateus en su blog “Selva Urbana” escribió un post sobre el Tratado: http://selvaurbana.blogs.sapo.pt/57331.html
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 23:16
Boa noite Mestre,
gostaria de compartilhar este vídeo com você e com todos que acessam seu blog.
Achei muito pertinente, uma vez que somos uma famiglia de pessoas engajadas e gregárias.
Me lembrou o sutra ” Uns se sentam e choram, outros se levantam e fazem.”
Segue link, vídeo intitulado “O menino e a árvore”.
http://romanticos-conspiradores.ning.com/video/video/show?id=2765393%3AVideo%3A1881
Um grande beijo no coração!
Bruna Amor
sexta-feira, 3 de abril de 2009 às 3:55
Konbanwa, Mestre & Fée!^-^
Que “telefone sem fio” não teríamos em 4000/5000 anos!
sexta-feira, 3 de abril de 2009 às 11:43
Se me ocurrió que esta historia habría que mostrársela a los Monty Python, seguro que harían una película digna de todos los premios de cine.
Un beso!
Sensi
DeRose Reply:
abril 3rd, 2009 at 22:40
Verdad! Y no solo esta. Besote de su amigo DeRose.
sexta-feira, 3 de abril de 2009 às 12:44
Mestre já viu hoje o blogue do jornalista António Mateus?
Tem um post para si, muito bonito.
Beijinhos de Portugal.
Martinha
DeRose Reply:
abril 3rd, 2009 at 22:39
Obrigado por me avisar, Martinha. Já vi e já agradeci por e-mail. Mateus é muito amável, um verdadeiro cavalheiro. Beijinho do seu amigo DeRose.
Antonio Pedro Mateus Reply:
abril 4th, 2009 at 21:20
Bonito sois vós. És tu Martinha. E a luz que em nós semeiam. Todos os dias.
Mil obrigados. Estrelas do céu e do mar. Do nosso sonhar.
Beijo
Tó
sexta-feira, 3 de abril de 2009 às 22:23
Querido Mestre,
Mais um passo para a expansão de sua obra prima:
o novo post de António Mateus, http://selvaurbana.blogs.sapo.pt/, divulgando o lançamento do Tratado de Yôga em Lisboa. O post do livro saltou para o topo novidades em prime-time e ao meio-dia tinha 220 hits. Na sua maioria imprensa.
Beijo ao Mestre do coração.
Luís Lopes
DeRose Reply:
abril 3rd, 2009 at 22:28
Obrigado, Luís. Hoje cedo já enviei um e-mail de agradecimento ao Mateus. Contudo, o Axioma Número Nove alerta-nos a não confiar em que e-mails tenham chegado ao conhecimento do seu destinatário. Caso fale com ele, por favor, confirme se recebeu. Grato por estar sempre ligado e agilizado. Beijos do seu amigo.
omluislopes@gmail.com Reply:
abril 3rd, 2009 at 22:45
Obrigado Mestre,
Acabei de confirmar o recebimento do e-mail com o António Mateus. Inclusive estamos neste momento, pelo telefone, conjecturando projectos e acções pelo SwáSthya.
Do coração com amizade e carinho,
Luís Lopes
sábado, 4 de abril de 2009 às 21:26
Vim até vós, gente bonita, de forma inesperada, pela mão de uma pessoa que o mestre disse, um dia, ter “a chave” dentro dela.
Me pequeninei ainda mais, na curta viagem que ainda levo convosco, perante a imensa luz que todos vós colectivamente irradiam, na esteira do Mestre De Rose, cujo nome levei tempo a saber pronunciar “Dê Rose”, insistia minha luz-guia, perante o agigantar da minha ignorância, onde eu insistia em tactear um “De Rose”… Mas depois, percebi que o coração do farol não estava no correcto pronunciar do nome da lâmpada, mas na luz que ela em nós despertava.
Nunca pensei depois de conviver durante 10 anos, diariamente, com um gigante como Nelson Mandela, que haveria de levar igual banho de magia, no sorriso de saber, tão intenso quanto sereno, de uma pessoa deslumbrante, como Mestre de Rose.
Obrigado por existir. Sempre.
DeRose Reply:
abril 5th, 2009 at 0:08
Sempre fidalgo, meu amigo Mateus. Grato por suas palavras generosas. Um forte abraço do DeRose.
segunda-feira, 6 de abril de 2009 às 11:34
Nossa Mestre, estava sua discípula a mudar os canais quando me deparei com uma matéria intitulada: Capoterapia! Adivinha! Capoeira como terapia para a terceira idade! Fiquei em choque, mostrava os idosos em uma caricatura de movimentos que tentavam ser a sombra dessa luta!
Fiquei tão indignada que nem lembrei de ver a emissora e o programa, tamanho meu assombro!
Mas basta procurara no google que encontramos tudo sobre essa invenção.
DeRose Reply:
abril 6th, 2009 at 15:37
Eu não queria confessar, mas tudo o que está escrito ali é profético!
Alexandre Montagna Reply:
abril 6th, 2009 at 21:24
hahahaha.. Absurdamente chocante!!
segunda-feira, 6 de abril de 2009 às 11:57
anahiflores.org
hahahaha!
terça-feira, 7 de abril de 2009 às 21:40
¨All truth passes through three stages. First, it is ridiculed. Second, it is violently opposed. Third, it is accepted as being self-evident.¨
Arthur Schopenhauer. German philosopher (1788 – 1860)
sábado, 16 de maio de 2009 às 13:28
uni-yoga.org
Sobre o seu comentário a respeito da Índia: Estimado Jair, você tem uma maneira de colocar as coisas parecida com a minha. Bem sincera e veemente! Às vezes, isso pode trazer problemas. Eu contratei uma assessora cuja função é moderar o meu discurso para que ele não agrida sem querer a quem quer que seja, já que essa não é a minha intenção e certamente também não é a sua. Embora você tenha razão em quase tudo, é preciso saber dizê-lo. Eu estou aprendendo a fazer isso (devagarinho). Contudo, as coisas não são exatamente como nos contam sobre a Índia, a maior democracia do mundo. Depois de vinte e quatro anos de viagens à Índia, passei a admirá-la bem mais. Cada vez que eu retornava ao Brasil notava que a percepção que alguns têm da Índia é similar àquela que os Europeus têm da América Latrina (oops!). O que nem sempre corresponde à realidade. Sobre as castas há um caso interessante. Um pária (intocável) chegou a Presidente da República na Índia. Isso é sensacional e coloca em dúvida a questão da rigidez da divisão das castas. Também não sei por que isso escandaliza tanto os ocidentais, já que temos um sistema de castas igual e tão rígido quanto. Se um jovem da favela resolver namorar e se casar com uma jovem de outra classe social isso vira uma tragédia grega e pode sair até morte. A discriminação social no ocidente é atroz. Posso lhe testemunhar isso, pois nasci em uma família aristocrática, bem situada economicamente e de ascendentes na nobreza europeia, mas rejeitei o “sistema”. Optei por tornar-me um sem-casta. E o mundo me fechou as portas. Aos poucos estou aprendendo a deixar de ser adolescente (com a minha idade, já estava em tempo) e à medida que comecei a aceitar o stablishment ele também passou a me aceitar. A Índia não é o que a percepção ocidental diz dela. Há exageros para cima e para baixo.
PS – Gostou dos posts sobre cães?
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 às 22:50
Hola mestre DeRose:
El diario ¨El Comercio¨ (Lima, 19/12/9), publicó un artículo sobre un hallazgo arquelógico de la cultura Cupisnique (Perú). Me pareció interesante compartir una de las fotografías. Le llamaron, el ¨Contorsionista de Puémape¨ (200 a.C.).
Abrazo.
F.
P.D.: Según los especialistas, representaciones escultóricas parecidas, de estos personajes enigmáticos, se repiten en otras culturas del Preclásico mesoamericano de la altiplanicie del Anahuac, México y del Formativo Tardío de los Andes Septentrionales (Ecuador).
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 às 22:51
Hola mestre DeRose:
El diario ¨El Comercio¨ (Lima, 19/12/9), publicó un artículo sobre un hallazgo arquelógico de la cultura Cupisnique (Perú). Me pareció interesante compartir una de las fotografías. Le llamaron, el ¨Contorsionista de Puémape¨ (200 a.C.).
Abrazo.
F.
P.D.: Según los especialistas, representaciones escultóricas parecidas, de estos personajes enigmáticos, se repiten en otras culturas del Preclásico mesoamericano de la altiplanicie del Anahuac, México y del Formativo Tardío de los Andes Septentrionales (Ecuador).
DeRose Reply:
dezembro 26th, 2009 at 12:31
A imagem não entrou.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 às 17:27
http://www.flickr.com/photos/11626818@N03/4213870059//img