terça-feira, 8 de junho de 2010 | Autor: DeRose

Este é um novo capítulo que será inserido no meu livro Ser forte.

Antes de prosseguir relatando as peripécias das minhas vidas, preciso contextualizar onde se passa a história. Vivo em um subcontinente que não considero seja um país e sim um conglomerado de nações federadas sob uma única nacionalidade. Somos vinte e sete estados, cada qual com a sua diferente etnia, religião, culinária e vertente linguística. Nas distintas combinações destas quatro variáveis, em proporções diversas, teceu-se uma vastíssima rede de culturas.

Como o país promoveu uma imagem equivocada de si mesmo no exterior, preciso esclarecer que nossa terra e nossa gente talvez sejam muito diferentes da percepção que o leitor acalenta, mesmo que seja meu conterrâneo!

Estes esclarecimentos também servirão para forrar a cultura de alguns povos que sistematicamente nos perguntam sobre cobras e macacos atravessando a Avenida Paulista. Ou que declaram àquela curitibana ou gaúcha “Você não tem cara de brasileira. Você é loira de olhos azuis!” Assim, para incrementar a cultura geral de muita gente pelo mundo afora, aqui vão algumas informações que provavelmente irão surpreender.

Somos a quinta maior economia do mundo (dados da revista The Economist, de novembro de 2009). Nossa população corresponde a um terço de toda a população da América Maior[1]. O nosso país sozinho (8.514.876 km2) é maior que toda a Europa Ocidental. Falam-se nada menos que 180 línguas (isso mesmo: cento e oitenta)!

Não se pode estereotipar o nosso povo, já que cada “nação” foi edificada a partir de imigrações muito diferentes. Não podemos, por exemplo, declarar que o povo aqui é branco, ou negro, ou oriental, ou aborígene. Cada estado tem preponderância de alguma dessas etnias. Ou de uma miscigenação particular. Também não podemos declarar que a população seja católica, ou protestante, ou judia, ou muçulmana, ou shintoísta, ou budista, ou que siga cultos afro. Cada cidade tem sua predominância. Para mencionar apenas alguns desses vinte e sete estados, podemos citar:

O estado do Rio Grande do Sul (281.748 km2) tem território maior que a Inglaterra, Escócia e Irlanda juntos (U.K. = 244.820 km2). A imigração foi principalmente alemã e italiana. Em algumas cidades, ainda é possível escutar os dialetos alemães (Hunsrückisch, Plattdeutsch) e italianos.

O estado de Santa Catarina (95.346 km2) é maior que a Hungria (93.030 km2). Nele, recebemos principalmente a imigração alemã e até hoje há cidades onde só se fala alemão, com exceção da capital, na qual a imigração foi principalmente açoriana. Também tivemos a presença italiana no sul do estado.

O estado do Paraná (199.709 km2) tem território maior que a Grécia (131.990 km2). A imigração foi principalmente alemã, holandesa, italiana, polonesa, ucraniana, japonesa e árabe.

O estado de São Paulo (248.808 km2) tem território em que cabem mais de oito Bélgicas (30.528 km2). A imigração majoritária foi a italiana. Depois, a japonesa. Em seguida, a árabe (libaneses, sírios e turcos). Tem uma população israelita bastante expressiva e que se dá muito bem com o segmento islâmico. Convivem lado a lado, fazem negócios entre si e ocorrem até casamentos entre suas famílias!

O estado do Rio de Janeiro (43.909 km2) é maior que a Suíça (39.770 km2). A imigração foi majoritariamente portuguesa, contudo, na serra instalaram-se finlandeses, suecos, suíços e alemães.

O estado da Bahia (567.692 km2) sozinho englobaria facilmente a Inglaterra, Escócia, Irlanda, Grécia, Hungria, Bélgica, Suíça e Portugal. Tem uma presença preponderante da cultura africana na religião, na culinária, na língua e na etnia.

Os estados do Norte são alguns dos maiores. São fascinantes, um outro mundo. Essas regiões apresentam uma influência maior das culturas indígenas.

No Nordeste tivemos invasões holandesas que deixaram muitos genes recessivos de olhinhos azuis que reaparecem aqui e ali; e também invasões francesas que resultaram no nome da capital São Luís.

No Sul e Sudeste as temperaturas no inverno podem chegar a alguns graus celsius abaixo de zero e em algumas cidades, como São Joaquim, costuma nevar.

Segundo o IBGE, dez por cento dos brasileiros tem ao menos um antepassado alemão e 25 milhões são descendentes de italianos, sendo que a metade desse número vive no estado de São Paulo. No entanto, como um todo, fomos colonizados pelo portugueses os quais nos concederam sua nobre língua que é a melhor língua literária do mundo. Oficialmente, falamos português. Coloquialmente, falamos brasileirês que possui uma sintaxe diferente da língua mater e um vocabulário bem diverso, com inumeráveis vocábulos agregados dos povos que para cá emigraram, mais os termos indígenas e africanos, o que tornou o brasileirês a língua de vocabulário mais vasto em uso hoje no mundo e de mais largo espectro fonético. No entanto, regionalmente, surgiram os dialetos simplificados do brasileirês, tais como o gauchês, o carioquês, o mineirês, o paulistês e o paulistanês etc.

As pronúncias são tão diversas que, normalmente, um habitante do Sul ou do Sudeste não compreende o falar do Norte ou do Nordeste. Temos, por exemplo, três tipos de r: o r francês, produzido na garganta; o r italiano, línguodental; e o r inglês, articulado principalmente no interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Com uma vastidão territorial como a que foi descrita, bem como com tantas línguas e dialetos, é impressionante que tenhamos preservado uma unidade federativa e uma identidade nacional.

Para completar esta contextualização, que aparência têm as nossas cidades? Bem, cada cidade tem sua personalidade própria, mas podemos afirmar que São Paulo é uma das mais sofisticadas, confortáveis e seguras cidades do mundo (seguras, sim, pois em 66 anos de vida só fui assaltado uma única vez). Se precisássemos comparar São Paulo com alguma cidade, essa seria New York. São Paulo lembra um pouco Manhattan, só que é melhor. A gastronomia é a mais variada e refinada. Aqui encontrei a mais apurada qualidade de vida. Tanto que, depois de viajar o mundo todo, elegi essa capital para morar e como central internacional do nosso trabalho. Só o fato de que ninguém pára tudo e fecha tudo para o almoço, como fazem em tantos países, já constitui um grande conforto. Além disso, a qualquer hora da madrugada encontramos bons restaurantes, livrarias e supermercados onde podemos fazer compras às duas,  três ou quatro da manhã. A qualidade dos produtos e serviços, bem como a cortesia dos profissionais e dos empregados paulistas é proverbial. Até a Polícia Militar é formada por pessoas educadas e de boa índole. O atendimento hospitalar é superior ao da maior parte dos países europeus. Ah! E os nossos chuveiros! É uma delícia retornar ao Brasil e poder tomar uma ducha decente, fixa, com muuuita água, sem o risco de que a água quente vai se acabar no meio do banho.

Então, pergunto eu, será que há crocodilos no Sena ou no Tâmisa?


[1] Denominamos América Maior àquela porção de terras e países que se estende pelas três Américas, desde a Patagônia, no extremo austral da América do Sul, passando por toda a América Central, até o México, na América do Norte.

58 comentários

  1. 1
    Alessandra Dorante
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 8:11
    bomfeeling.com
     

    “São Paulo lembra um pouco Manhattan, só que melhor”!! Adorei essa! Vale ver a música de Caetano Veloso que explica que este nome vem dos índios é era (escrito na pronúncia portuguesa “mãnhatã” aqui neste vídeo:
    beijo enorme!

  2. 2
    sonia.monteiro
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 8:25
    soniamonteiro.com
     

    Fascinante! Uma pessoa que mora no Brasil pode quase assumir que mora num continente! É bem verdade pois já conheço algumas terrinhas de Vera Cruz e todas elas são bem únicas. As pessoas são outras, a línguagem e costumes são distintos. Pena é que tantos brasileiros ainda não conheçam o seu maravilhoso país. Viajar enriquece!…

  3. 3
    Everton Vieira
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 9:35
     

    Mestre, a área territorial de Santa Catarina está no Wikipédia como:
    Área
    – Total 95.346,181 km² (20º)

    Abraços, Everton.

    DeRose Reply:

    Já corrigi. Obrigado.

    Daniel Cambría Reply:

    Oi Mestre.
    Segue o link com as fotos do evento do Dr. Wagner Montenegro com cobertura jornalística do programa Amaury Jr.
    O crédito das fotos é da fotógrafa e instrutora do nosso Método, Ana Paula Matta, da unidade Alphaville.
    Beijão!

    http://picasaweb.google.com/daniel.cambria/FestaDrWagnerMontenegro#

    24.jpg

  4. 4
    Lucas Delalibera
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 9:53
     

    Macacos me mordam (se houvesse algum por perto)! Quanta informação interessante e importante, Mestre. Adorei o post. Um abração.

  5. 5
    Antonio Pedro Mateus
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:12
    selvaurbana.blogs.sapo.pt
     

    Olá senhor de luz!
    Lançamento do livro “Histórias sem aquele era uma vez” foi um sucesso graças também ao seu generoso apoio de divulgação do projecto!
    Os 40 jornalistas autores do livro cuja receita reverte integralmente para ajuda a meninas vítimas de tráfico sexual pedimos agora a todos que se tornem parte do projecto dando-o a conhecer e comprando um exemplar (através do link: http://www.wook.pt/ficha/historias-sem-aquele-era-uma-vez/a/id/7190111/filter ).
    Já agora podem visionar a reportagem que lhe deu origem ao projecto através no meu blog (http://selvaurbana.blogs.sapo.pt) ou directamente no link da RTP
    http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Jornalistas-unidos-em-projecto-contra-trafico-de-criancas.rtp&headline=20&visual=9&article=349221&tm=4

    Abraço do coração
    António Mateus
    Jornalista – Lisboa

    DeRose Reply:

    Fico e ficamos todos bem felizes com o sucesso do projeto. Dá-nos um conforto no fundo da alma por supor que pudemos contribuir um poucochinho, mesmo a tantas léguas de distância. Um beijo nosso a todos os envolvidos na campanha e um especial ao António Mateus.

  6. 6
    CaiOM
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:14
     

    Parabéns Mestrão, achei ótimo e super útil esse capitulo, como sempre dando um show de literatura. Só mesmo quem viaja sabe da imagem que o mundo tem do Brasil.
    Tudo bem que temos que falar bem do nosso país e mostrar a melhor imagem possível, mas falar que São Paulo ou Brasil é seguro é exagerar um pouquinho, ou melhor bastante.
    Ontem em um dos shoppings mais conceituados de São Paulo onde muita gente que pratica nosso método freqüenta, dez bandidos armados assaltaram a loja da Rolex fazendo uma mulher refém que estava perto quando estes saiam. Dois dias atras numa rua num dos bairros mais privilegiados onde estão as mansões mais caras de São Paulo vizinha a casa de vários instrutores e praticantes, bandidos armados bloqueavam a rua obrigando os carros a pararem para roubavam-lhes todos os pertences. Nas manchetes de amanha é certo que iremos encontrar mais noticias como estas. Não que em Nova York, Roma, Lisboa, Barcelona ou Londres nao tenha latrocínios, é certo que eles existem, mas numa quantidade infinitamente menor, sendo mais comum o furto.

    DeRose Reply:

    Preciso reconhecer que New York deu um show com relação à segurança. Mas quando os filhos da nossa Diretora Solange Macagnan foram sequestrados, isso ocorreu na sua cidadezinha pacata de Cruz Alta (RS). Quando a Diretora Marilene Pinho foi sequestrada com a filhinha, isso ocorreu onde ela morava, em São Luís (MA). Quando a Mamãe da Vanessa teve sua fábrica assaltada várias vezes, isso foi em São José dos Pinhais, perto de Curitiba (PR). Eu estou na Jaú 2000 (SP) há quase 30 anos e nunca nossa casa foi nem sequer grafitada, muito menos coisa pior! Há mais de vinte anos, só faço supermercado em altas horas da madrugada. Jamais me abordaram. Será o ashtánga yantra? Será a medalha com o ÔM? Será que é porque ofertei a minha vida aos Mestres Ancestrais, em tempo integral, para resgatar e perpetuar sua herança cultural?

    CaiOM Reply:

    Na minha opinião pessoal é sim, sim e sim as respostas para as ultimas perguntas. Mas e para os outros onze milhões de paulistanos nao fazem parte na nossa egregora? Por isso eu disse que São Paulo e Brasil ainda nao sao seguro. Tambem tenho orgulho de ser brasileiro, paulistano e de como fomos agraciados mas só estou querendo ser realista e sei que um dia vou poder dizer que aqui é um lugar seguro.

    Com relação a New York recomendo a leitura da Teoria das janelas partidas desenvolvida por James Q. Wilson e George Kelling.

    DeRose Reply:

    Vou ver se encontro. Um beijão.

  7. 7
    pedrogabriel22
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:19
    euoutroeu.blogspot.com
     

    Olá, Mestre.

    Adorei ler este novo capítulo do “Ser Forte”. Retratou muito bem o nosso amado país. Teu sentimento de amor por nossa pátria deixa-me ainda mais orgulhoso de ser brasileiro.

    Ainda não fiz nenhuma viagem internacional, mas pelo Brasil, já viajei, até mesmo, de carona! Sem dúvida alguma, o melhor que o nosso país tem para oferecer ao mundo, é o brasileiro!

    Conheci muitos estrangeiros e eles sempre voltam para seus países encantados com nossa terrinha e, invariavelmente, reclamam do pouco tempo que tiveram para conhecer todo o Brasil (muitos só descobrem nossas dimensões geográficas quando chegam aqui).

    Como você muito bem apontou, estas informações surpreenderam muitos de nós brasileiros e a grande maioria dos nossos visitantes.

    ———————–

    Faço um apelo ao leitores:

    Viajem mais! Pelo Brasil e pelo mundo. Há muito para se ver e maravilhar e, ainda melhor, muita gente diferente e bonita para se conhecer. É muito mais barato do que se imagina e do que os guias da Editora Abril fazem parecer.

    Um abraço a todos e boa(s) viagem(ns).

    ————————————–
    Pedro Gabriel
    yôgin – Unidade Santos
    —————————————

  8. 8
    RafaBecker
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:19
     

    Mestre, apenas uma correção: As dimensões territoriais de Santa Catarina abrangem uma área de 95.346 km².
    Abração!

    DeRose Reply:

    Tem razão! De onde tirei aquele número? Obrigado pela correção. Um forte abraço.

  9. 9
    Ines Tascheret
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:42
     

    Me gusta el nuevo capítulo del Ser Forte, muy interesante!
    Besitos desde Buenos Aires..

  10. 10
    henriquem@uni-yoga.org.br
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 10:51
     

    Bom dia querido Mestre.
    Fico muito feliz e orgulhoso de ser um cidadão paulistano.
    Segundo alguns estudos religiosos São Paulo é considerada a Nova Jerusalen. Terra de fartura onde corre o leite e o mel.
    Acolhendo a todos que aqui chegam.
    Um grande dia para nós paulistanos de origem ou de coração.

    Henrique Malerba
    Unidade Santana – SP

  11. 11
    Luana Zambiasi
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 11:14
    google.com/profiles/116349851075682293600
     

    Caramba Mestre!

    Cheguei ficar sem fôlego! É um oceano de informação, achei sensacional e nunca havia raciocinado deste modo em relação ao Brasil. Já criei um e-mail com a página do seu blog, enviei aos amigos e obtive algumas respostas em relação ao texto: “poderoso”! Queriam saber quem é o cara!? Quem é o DeRose!?
    Impressionante, sempre surpreendendo os discípulos e leitores!

    Um beijo grande!

    Lu
    Unidade Centro Cívico – Curitiba – PR
    http://www.derosecentrocivico.org/

    DeRose Reply:

    Obrigado, Lu. Um beijinho.

  12. 12
    Ana Fior
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 11:49
     

    Oi Mestrão querido!

    Gosto tb de lembrar que as pessoas que habitam essa terra são bastante hospitaleiras, já que recebem gente de todas as parte do mundo, inclusive se esse visitante resolver morar não terá maiores dores de cabeça para conseguir isso :)

  13. 13
    Dimas H. Arias
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 12:33
    dmasarias.blogspot.com
     

    Maestro, muy interesante su punto de vista antropológico, el cual se le podría aplicar a muchos países de América, aquí en mi isla es bien marcada la diferencias culturales según las zonas que visite, no somos tan grandes para tener dialectos distintos pero sí hay variaciones fonéticas.

    De igual manera quería decirle que hoy es el día del Oceano, que es quien nos lleva en sus hombros a todas las naciones del mundo, alberga tanta vida y a mi en lo particular me proporciona una de mis pasiones preferidas, tubiarme en la ola :)

    Aquí le dejo alguna información del internet

    Fue creada en 1992 en la cumbre mundial en Río de Janiro y entró en vigor en 1994.

    http://www.ambientum.com/calendario/oceanos.htm
    http://www.lareserva.com/home/dia_mundial_del_oceano

  14. 14
    Maestro Edgardo Caramella
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 12:42
    edgardocaramella.com.ar
     

    Querido Mestre, me parece excelente tu nuevo capítulo, para que los Latinoamericanos recordemos las generosas tierras en las que vivimos, como así también la linda gente que las puebla.
    Con relación a Brasil, viajo a este querido país permanentemente desde el año 1988 y cada vez más lo descubro como una verdadera potencia en todos los aspectos. Además, su gente me ha recibido siempre con un sincero cariño que siempre me da deseos de regresar.
    Un abrazo con orgullo de pertenecer a estas Tierras.

  15. 15
    Rosália Kogan
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 13:58
     

    Boa tarde Mestre
    Concordo que São Paulo é uma cidade segura. Também moro nos jardins a vida toda e nunca me aconteceu nada, nem com minha família. Nunca nem sequer vi um assalto. Lógico que eles existem, a cidade é grande, é inevitável. Mas quando as pessoas sabem se cuidar e tem bom senso, é difícil acontecer algo grave.
    Boa parte da culpa do Brasil ter má fama lá fora é dos próprios brasileiros. Não dessa fama de macacos, mas muitos brasileiros vivem reclamando daqui e desejando morar em outro país. É impressionante também como tanta gente reclama de São Paulo. Não sabem como são felizes. Todos os paulistas que eu conheci que foram morar em outros lugares, voltaram arrependidos.

    Beijos
    Rosália – Un. Itaim SP

    DeRose Reply:

    É isso mesmo, Rosália. Hoje assisti a uma palestra do Dr. Geraldo Alckmin na qual, por acaso, ele mencionou que a criminalidade de São Paulo baixou 75% e está em 25o. lugar entre os 27 estados do Brasil.

  16. 16
    Sara Adriano
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 14:29
     

    Moro num país tropical…

    Muito forte!
    Muito poder!
    Muita energia!

    Que bom seria se todos pudéssemos dizer isso a uma só voz, um grito em uníssono, um grito gregário!!!!

    Agora e de repente lembrei-me de João Capelo Gaivota a(o) gaivota(o) temerária(o)………………. Porquê?

    Sei lá ;)

    Obrigado a todos por me deixarem estar neste maravilhoso Blog fazendo a minha parte na minha cidade:)

    Amarelinha em movimento.

    Sara
    Lagos – Algarve – Portugal

  17. 17
    Vivian Mello
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 14:35
     

    Olá Mestre querido!

    Não poderia encontrar texto melhor sobre nosso lindo país!

    Passei alguns meses morando na Europa e, por muitas vezes, fui obrigada a recorrer ao mapa mundi para ampliar um pouco a visão de muitos por lá sobre o Brasil….o mais incrível é que todos ficavam surpresos ao descobrir esta terra das palmeiras….

    Para as minhas próximas aventuras este texto será item obrigatório na bagagem!!!!

    Beijos carinhosos,
    Vívian Mello (Unidade Santana)

  18. 18
    Carla Aguiar
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 14:43
    universoyoga.org.br
     

    Oi Mestrinho!
    Adorei o texto e sua contextualização, como sempre nos ensinando em cada palavra – mesmo sobre o nosso próprio país! Encaminhei o link para o meu mailing pois ao terminar de ler tive dois desejos imediatos: o primeiro de reler uma, duas, três, cem vezes até poder assimilar de fato tantas informações ricas; o segundo de dividir esse conhecimento com meus amigos.
    Obrigada mais uma vez e um beijo com carinho!
    Carla Aguiar
    Método DeRose Vila Olímpia, SP

  19. 19
    sandro
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 15:09
     

    Mestrão… Parabéns pelo texto. Como sempre uma delícia de ler. A sua visão do nosso país deve seguir de exemplo para muita gente.
    Um beijo tchê!
    Sandrão – Porto Alegre – RS

  20. 20
    Juliana Toro
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 16:08
    julianatoroswasthya.multiply.com
     

    Amei Mestre!

    Aqui, no oeste de Santa Catarina, já nevou duas vezes e Treze Tílias tem colonização principalmente Austríaca, alemã e italiana também. É conhecida como o Tyrol brasileiro.

    beijos muitos muitos!!

    Juju
    Anália Franco
    Treze Tílias – SC / São Paulo – SP

  21. 21
    Robson Luiz
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 16:53
     

    Olá querido educador.denominar esta nação, esta cultura, é realmente inviável . seus cursos aqui em BH foram otimos .achei este video singelo no you tube. (galinha ao molho pardo) curta metragem do conto de fernando sabino ,aqui de um pedacinho da nação Brasil.

  22. 22
    Fabio Euksuzian
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 17:39
    universoyoga.org.br
     

    Ótimo capítulo! Assino embaixo no que concerne a gastronomia de SP, é a melhor do mundo, sem sombra de dúvida! E o nosso clima também ajuda muito, pois nem o verão ou inverno são severos demais como são em tantos países, o que acaba por não destruir plantações e afins. Como disse Pero Vaz: aqui tudo o que se planta dá!

  23. 23
    romulojusta
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 18:03
    romulojusta.blogspot.com
     

    Olá Mestrão!

    Belo texto para um belo e complexo país. Poucos se dão conta de que vivem neste imenso continente e, talvez, por isso, não o valorizam e tampouco lutam para seu engrandecimento.

    Parece que tudo nas relações humanas é função de fases de afastamento e aproximação. Quanto mais nos afastamos de nossa terra natal, mais tendemos a valorizá-la e retornar a esta com outro olhar.

    Por isso concordo com o amigo Pedro Gabriel acima, que é necessário viajar muito pelos vários países que compõem nossa terra e também a outras nações. Esse cosmopolitismo é a raiz para um patriotismo saudável, lúcido e sem ufanismos.

    Grande beijo

    Rômulo Justa
    Unidade Dom Luís – Fortaleza/CE

  24. 24
    DeRose
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 18:17
    uni-yoga.org
     

    Na verdade, o capítulo foi escrito para a tradução do Ser Forte para o espanhol, que vai servir de base para as traduções ao francês e inglês. Por outro lado, essa versão perdeu vários capítulos por serem desnecessários no exterior. Mas valeu a sua sugestão.
    Amanhã, eu gostaria de passar no Fabrício e no SASDE. O que é que você acha?

  25. 25
    DeRose
    terça-feira, 8 de junho de 2010 às 19:21
    uni-yoga.org
     

    Todos me preguntaron qual/donde es tu isla. Abrazote.

    Dimas H. Arias Reply:

    Para mi nada es innecesario, ya que en este caso puede comparar y adaptar las diferencias que existen entre unos y otros y verlas desde el punto de vista en que me encuentro.

    Fuera una lástima que se perdiera un pedazo de un texto o capítulo por ser considerado innecesario y mucho mas si se tratara de una experiencia vivida por usted, incluso me molesta bastante las traducciones que realizan de algunos libros y subtítulos de películas, precisamente por eso por que sustraen algunos temas o palabras que “pueden” no ser entendidas por otras culturas de distinto idiomas.

    Saber nunca esta de demás, y por ejemplo ese capitulo ya me culturizó un poco sobre Brasil y me salvó de cometer o emitir algún comentario conceptualizado sobre su país.

    Ah! Soy de República Dominicana, la isla se llama Quisqueya y la compartimos con Haití.

    Abrazote!

    DeRose Reply:

    Si, querido. Gracias!
    A mi tambien me molestan esas traducciones de subtítulos de películas. La question es que el libro está muy grande y caro. Difícil de distribuirlo en librerías por el precio.

  26. 26
    Vanessa Ferraz
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 1:01
     

    Oi Mestre!!

    Que rico este capítulo!
    Por ser um livro internacionalmente lido é realmente importante informar sobre o epicentro desta Cultura!

    Lembro que quando pequena, nos meus 12 anos de idade, morava na Itália e um amiguinho ficou impressionado quando eu disse que era brasileira.
    Ele me respondeu: “ué! mas você é branca!” A maioria achava que moravamos em florestas.
    Acredito que deva ter melhorado bastante com a internet, já que isso foi em 96.

    Muitos beijinhus,
    Vanessa Ferraz
    chêla Unidade Downtown – Barra da Tijuca-RJ

  27. 27
    Mafra – Metodo DeRose
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 1:24
     

    Que belo capítulo. Gosto muito da forma como você fala do nosso país e resalta nossas qualidades como nação e povo.

    Mestre preciso das cidades nas ordem correta para o logo. Caso convenha colocar um post explicando o porquê.

    beijão

    DeRose Reply:

    As cidades estão na ordem correta no rodapé da carta da Campanha do Agasalho, que a Julia está levando para você.

  28. 28
    DeRose
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 1:37
    uni-yoga.org
     

    OK. Mas, please, avise a Vivi para que ela me agende isso e não haja desencontros. Beijokas.

  29. 29
    amana
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 7:25
     

    Oi Mestre,

    que delícia de capítulo!

    Já fazem seis anos que moro na Europa, e confesso que conhecer outras cidades, outros países e outras culturas fez com que eu valorizasse ainda mais o meu país!

    Sempre digo de boca cheia que sou brasileira, e quando questionam a segurança no Brasil eu digo que dos 21 anos que morei lá, em cidades como Rio e São Paulo, e Itanhandu, no sul de Minas, nunca fui assaltada, mas que em menos de três anos morando em Paris minha casa foi assaltada duas vezes!

    Não vejo a hora de voltar para a pátria amada!!!

    Beijinhos parisienses, quand même!

    Amana
    Espace Energie – Paris

    DeRose Reply:

    É verdade, Amana. Quando voltamos da Índia, um colega de Lisboa, António Manzarra, chegou em casa e haviam arrombado a porta de segurança e levado tudo o que ele tinha em casa. Amilton Rotella, de São Paulo, no seu primeiro dia em Lisboa foi assaltado. E Lisboa é uma das capitais mais seguras da Europa. No entanto, minha casa em São Paulo nunca foi arrombada nem assaltada. No Rio também não. Beijokinhas paulistanas.

  30. 30
    Cristina Coutinho
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 12:02
     

    Mestre,

    gostei muito deste capítulo e da sua visão optimista do Brasil. Tal como os brasileiros, os portugueses também precisam de aprender a valorizar o seu país! Embora sempre conscientes do que é necessário fazer para o tornar ainda melhor!

    Entretanto, o meu namorado, que é brasileiro, alertou-me para duas incorrecções no texto: o Brasil tem 26 estados e um distrito federal, não sendo correcto afirmar que tem 27 estados. Por outro lado, a rigor não se deveria dizer “população israelita em São Paulo”, será sim população judaica. Israelita é o termo para os nacionais de Israel.

    Um abraço forte desde Portugal :)
    Cristina Coutinho

    DeRose Reply:

    Bom dia, Cristina. Seu namorado tem razão. São 26 estados mais um estado chamado Distrito Federal. Copiei este texto da internet: “Cada um dos 27 Estados do Brasil (incluindo o Distrito Federal) é representado no Congresso Nacional por um mínimo de oito deputados. O número de eleitos por cada Estado varia de acordo com a população. É por isso que São Paulo tem 70 deputados, contra oito do Amapá, por exemplo.”
    Quanto a israelita, acho que ele se confundiu. Veja o que diz o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:

    ISRAELITA
    relativo a ou descendente do patriarca bíblico Jacó (Israel)
    2 Derivação: por extensão de sentido.
    relativo a ou indivíduo de qualquer das 12 tribos hebréias que se estabeleceram na Palestina, por volta dos sXIII-XII a.C.
    2.1 relativo a ou indivíduo do povo delas originado
    Obs.: cf. judeu
    3 relativo ao reino hebreu de Israel (c1020 a.C.-922 a.C.), formado da união dessas tribos, ou o seu natural ou habitante
    4 relativo ao reino de Israel (922 a.C.-732 a.C.), resultante da cisão do primeiro reino e que abrangia a região setentrional da Palestina, ou o seu natural ou habitante
    n adjetivo de dois gêneros
    Rubrica: religião.
    5 relativo à religião monoteísta do povo hebreu e dos seus descendentes; judeu, judaico.

    A nacionalidade não é israelita. É israelense.

    ISRAELENSE
    adjetivo e substantivo de dois gêneros
    relativo ao Estado de Israel ou o que é seu natural ou habitante; israeliano.

    Portanto, neste caso, não havia incorreções no texto. Mesmo assim, eu agradeço a atenção do seu namorado brasileiro por colaborar para que nossos textos sejam mais e mais exatos. Mas não desanimem por causa disso. Fiquem de olho, porque gosto muito dessa ajuda que meus amigos me proporcionam. Por exemplo, eu havia me equivocado quanto à extensão do território de Santa Catarina. Um colega me alertou e eu pude corrigir. Obrigado e beijinhos aos dois.

    Cristina Coutinho Reply:

    Sempre a aprender :) também eu tinha sido induzida em erro na confusão entre israelita e israelense! Obrigada pela paciência de dar uma explicação tão completa!

    Quanto à questão dos 27 estados, talvez alguém com formação em direito possa esclarecer de forma mais fundamentada esse tema. Tanto quanto sei, o Distrito Federal tem um estatuto próprio que não corresponde a estado nem a município e juridicamente pode ser uma gafe grave designá-lo de estado.

    Um abraço grato por tudo o que partilha connosco :)

    DeRose Reply:

    Obrigado, Cris. Agradeça ao namoradão também.

  31. 31
    Anahi Flores
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 12:31
    anahiflores.org
     

    Hahahahaha, muito bem humorado este texto, deu uma vontade de sair viajando pelo Brasil e descobrindo todas essas nações das que fala.
    Saudades do seu país tropical :-)
    Beijinhos,
    Anahí
    Buenos Aires

  32. 32
    Fernando Diniz
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 12:57
     

    Oi Mestrão!
    Adorei o texto, gerou ainda mais satisfação por ser brasileiro.
    Grande abraço
    Fernando Diniz
    Método DeRose Santana – SP

  33. 33
    amina
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 16:16
     

    Uau! Que banho de cultura! Adorei! Beijos com carinho para o Mestre! : )

  34. 34
    Che Cardoso
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 17:59
     

    Gosto tanto tanto tanto dos seus textos, e de como nos educa, nos mostra variantes da nossa cultura, compartilha a sua visão sobre tantas coisas!

    Só que tem a oportunidade de passar horas, dias e semanas ao seu lado (e me sinto privilegiada por ter podido ter isso por muito tempo!) sabe o quão enriquecedor é. Aprendemos por osmose.

    Acompanhar seu blog é melhor do que acompanhar qualquer outro site de cultura ou entretenimento =).

    Bjos com amor.

    DeRose Reply:

    Puxa! Obrigado!

  35. 35
    Julia
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 18:34
     

    Poxa, Mestre: você está sempre me surpreendendo… Obrigada pelo novo texto cheio de cultura e história.
    Beijocas saudosas, Jujú – Unidade Rio Branco, PoA.

    DeRose Reply:

    Sabe de uma coisa? Eu também gostei desse texto. Beijinhos na bochecha.

  36. 36
    Leilane Lobo
    quarta-feira, 9 de junho de 2010 às 22:28
    leilanelobo.blogspot.com
     

    Nossa Mestre!
    Você não pára de me impressionar.
    Quanta informação maravilhosa, que belo banho de cultura e dignidade a nós, brasileiros.
    Obrigada por me sentir tão orgulhosa da minha nacionalidade.

    Beijooooos mais próximos que nunca!
    Lê.

  37. 37
    Fernando Almeida
    quinta-feira, 10 de junho de 2010 às 3:13
    metododerosevilamariana.com.br
     

    Oi Mestrão!!

    Sem palavras para elogiar este texto. Simplesmente fiquei impressionado com a suavidade de suas palavras ao descrever nosso belíssimo país.

    Quanto à segurança, vale frisar o que já foi citado no post Rosália: Quem sofre a violência, mesmo que sem perceber, deu algum motivo para viver tal situação. Amo São Paulo! Já estive em diversos locais da cidade, em diversos horários e nunca tive também problemas com violência. O mesmo cito para a cidade do Rio de Janeiro. Já caminhei pelas proximidades da igreja da Candelária de madrugada e nada vi de anormal. Tendo leitura de ambiente, você fica seguro em qualquer lugar.

    Já fui assaltado? Sim, mas porque vacilei. Poderia ter acontecido isso em qualquer cidade do mundo.

    Parabéns Mestrão. Como é bom ter a oportunidade de aprender com você pelo grande exemplo de vida que nos dá.

    Abraços!

    Fernando Almeida
    Unidade Vila Mariana, direto da minha adorada Paulicéia Desvairada (São Paulo/SP).

  38. 38
    Luiz Rosa
    quinta-feira, 10 de junho de 2010 às 12:00
     

    Espetacular o texto!!!
    Estamos tão acostumados a falar bem dos outros países e mal de nosso Brasil, que esquecemos o lugar maravilhoso onde vivemos!
    Ver o Brasil ou São Paulo sob esta ótica só nos faz bem. Lembrei de sua frase da mentalização matinal:
    “Desejo compartilhar as boas coisas, bons pensamentos.”

    Aproveitando e dividindo contigo um bom pensamento, gostaria de elogiar o logotipo do Método DeRose. Trabalho há 12 anos em áreas ligadas a marketing em grandes empresas de consumo (Danone, AmBev, Ypê) e na minha opinião o logo ficou sofisticado, limpo (clean, na linguagem corporativa), estético e passando sensação de credibilidade. O adesivo de carro ficou o máximo também!
    Abraço
    Luiz

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    RenataGui
    sexta-feira, 11 de junho de 2010 às 16:18
     

    Depois de ler este maravilhoso capítulo, fiquei pensando como a maioria dos brasileiros é nacionalista apenas na época da Copa do Mundo. Passado o grande evento, voltam a valorizar apenas o que vem de fora. Será que é a “cultura do colonizado” ou “a grama do vizinho é mais verde”?
    Mestre, obrigada por mais uma vez destacar as maravilhas do nosso país!
    um beijo,
    Renata Guimarães
    Método DeRose Vila Olímpia, SP

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by DeRose, Yôga GO and Método DeRose, DeRose C. Cívico. DeRose C. Cívico said: Moro num país tropical…: Este é um novo capítulo que será inserido no meu livro Ser forte. Antes de prosse… http://bit.ly/cpy0J8 [...]

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