O retrocesso ao obscurantismo!
O Yôga não visa resolver as mazelas do trivial diário
e sim a grande equação cósmica da evolução.
DeRose
Era natural supor que no século XXI preconceitos e desinformações cederiam lugar à cultura e ao esclarecimento. Durante décadas, esperamos ansiosamente que chegasse o Terceiro Milênio, uma Era em que todos estariam mais lúcidos e com mais acesso à informação! Mesmo porque com o advento da internet até as pessoas mais simples, ou sem recursos, ou que morassem em lugares mais distantes dos grandes centros, todas poderiam ser brindadas com mais ilustração.
Mas qual Neo-Renascença, qual Neo-Iluminismo, qual nada. Curiosamente, com relação ao Yôga ocorreu o contrário. Vivemos um momento de retrocesso e obscurantismo da opinião pública, bem como da mídia, no que concerne à nossa profissão. Por isso, escrevi uma série de artigos e enviei-os à grande Imprensa, que guardou-o no “cesto arquivo”.
Com a experiência de meio século de magistério, tenho a nítida sensação de que, para o profissional da mídia, o Yôga foi encravado num viés de coisa que não é para ser levada a sério. Se o especialista em Yôga aceitar discorrer sobre amenidades, tais como os benefícios “da ióga” para combater celulite, emagrecer, reduzir rugas e solucionar as pequenas mazelas do trivial diário, toda a Imprensa fica interessada. E com ela, a opinião pública.
Mas se, como representantes de uma filosofia que somos, cogitarmos dissertar sobre temas sérios, bem, aí ninguém quer escutar. Se insistirmos em ser ouvidos, surpreendemo-nos sendo conduzidos ao “silêncio obsequioso”, aquela punição eclesiástica que condenava ao ostracismo o teólogo que dissesse o que não era permitido.
Mais uma razão para não nos ampararmos sob o manto do paradigma “Yoga”. Por isso, devemos dar preferência a nos referirmos ao que fazemos com a designação de A Nossa Cultura. Voltaremos ao tema noutra oportunidade.





terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 18:03
adyashtanga.org
Querido Mestre
Quero dar-lhe os parabéns por mais esta grande iniciativa que foi este blog, que permite uma comunicação constante, entre toda a nossa famiglia. Obrigado Mestre.
Concordo consigo, este início de III milénio tem sido menos luminoso do que se pensou. Mas somos milhões, os seguidores da Nossa Cultura em todo o mundo. Teremos a força para fazer brilhar a luz no obscurantismo que se vai instalando. Deveremos todos dar o nosso contributo.
Conte comigo Mestre. Tenho sempre presente um seu ensinamento, constante no livro «Quando é Preciso Ser Forte» – A Luz não deve temer a Treva, pois quando as duas se confrontam é sempre a claridade que faz a escuridão recuar e nunca o contrário.
Mestre, como já lhe tinha dito tenho estado, conjuntamenteo com alguns dos meus discípulos, como a Inst.ª Cristina Pires, com um grande contributo do marido dela, o Paul, a traduzir, para francês, o seu livro «Yôga Sútra de Pátañjali». Já lhe enviei, por correio, várias partes já traduzidas, para sua validação. Com data de 18 de Novembro, 23 de Dezembro e 24 de Dezembro de 2008. Tê-la-ás recebido? Pois caso contrário volto a reenviar.
Querido Mestre este comentário não necessita ser publicado.
SwáSthya
João Camacho
terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 20:05
uni-yoga.org
Estimado Camacho. Com tantas viagens, tantos compromissos, tanta correspondência e tanta gente à minha volta, não me recordo se os recebi e se eles estão soterrados na minha mesa de trabalho. Não consigo processar toda a papelada que me chega. Portanto, se não se importa, eu gostaria que mos enviasse outra vez. Um grande abraço deste amigo que muito o admira.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 20:33
adyashtanga.org
Claro que não me importo Mestre. Vou providenciar nesse sentido.
SwáSthya
João Camacho
terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 20:38
uni-yoga.org
Querido Camacho. Segundo a Virgínia, minha assistente, acabam de chegar as traduções que você me enviou. Não vai ser preciso enviar outra vez. Obrigado.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 20:50
adyashtanga.org
Obrigado Mestre.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009 às 23:26
Mestre DeRose,
isso é a mais pura verdade!!!
Tenho tentado compartirlhar o pouquinho que disponho com meus amigos e amigas e com seres que considero com interessância, estes todos os quais jamais praticaram o Método DeRose. Pois oque me faz bem e feliz eu quero compartilhar né!!! Então, tenho me deparado com situações(conversas…) carentes de uma fluência! Pois, além das pessoas não saberem oque é o Método DeRose, muitas vezes trazem uma visão equivocada e pré-conceituosa, e além disso, ainda são “fechadas” para ouvir e somente lhes interessa confirmar as premissas equivocadas que possuem para si! Vou lutando, vou lutando, mas por vezes me calo diante de “situações circenses”(muito pão e circo…). Afinal, quero ser um Yôgui e não um palhaço!!! hehehehe
Beijos
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 12:06
Parece aquele fenômeno que Marx descrevia das instituições estabelecidas, só que no nosso caso tem a ver com a instituição cultural e não econômica. Como todo o nosso trabalho é pelo desenvolvimento da cultura, a cultura estabelecida, seja qual for, fará uma força contra. Difícil a situação. Só com o tempo de trabalho mesmo, que como diz o nosso Mestre, “o tempo é o mais corrosivo de todos os ácidos”.
(Ainda não sou instrutor formado, mas falo do jeito que falo por me sentir tão integrado na Nossa Cultura)