Quando utilizamos até os mínimos espaços para entupi-los de texto ou para ampliar o tamanho das letras até os limites do papel, estamos passando ao leitor uma mensagem de mau-gosto, de falta de profissionalismo e pobreza de espírito. Algo do tipo: “eu sou pobre, pobre, pobre, de Marais je suis, então, preciso aproveitar todo o papel, pois disponho de pouco papel, tenho que fazer o impresso menor por economia e assim a solução é apertar o texto e diminuir as entrelinhas”.
Se queremos transmitir uma mensagem de elegância, a primeira providência é proporcionar margens generosas e espaços estéticos entre os blocos de texto e de ilustração.
Uma das poucas exceções é a instituição do pocket book, pois sua existência já é uma confissão de proposta de economia de papel e no preço final do livro. Mesmo assim, se for possível, é conveniente levar em consideração os princípios acima mencionados.
Há vários manuais interessantes sobre diagramação de impressos. Um deles é Design para quem não é designer, de Robin Williams. Comprei pela Amazon.





segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 17:40
anahiflores.org
Gosto dos livros que tem bastante margem pois assim posso fazer as minhas próprias anotações como leitora…
Beijinhos para vc, Mestre, e boa tarde (hj é uma linda tarde fría de sol aqui em Buenos Aires).
Adorei ver-lo este final de semana
Anahí
segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 18:20
swasthya.art.br
Já li esse livro Mestre, muito bom, tudo que faço procuro fazer esteticamente belo, as vezes é difícil, por isso procuro opniões alheias no assunto, concernentes à estética, alguém que não esteja envolvido muitas vezes vê melhor, conquanto muitas vezes é difícil uma opnião sincera e que acrescente nesse respeito. Meu empenho nesse sentido, ao menos, há.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 19:35
livroseafins.com
Oi, DeRose,
encontrei um texto sobre uma teoria da qual talvez você goste ou até mesmo tenha ouvido falar. Na prática, vemos acontecer isso por aí. Segue o link:
http://republicadefiume.blogspot.com/2009/09/espiral-do-silencio.html
E cito o trecho inicial:
Este comentário sai do tema deste post, mas… enfim… achei bacana.
Abraço forte!
DeRose Reply:
setembro 29th, 2009 at 2:47
É verdade, Alessandro. Que bom que você retornou ao blog. Já estava com saudade.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 22:38
anahiflores.org
Fiquei durante o dia com neste post dándome voltas, Mestre, e pensei que dar espaços em branco ao redor do texto e entre linha e linha seria equivalente a falar fazendo pausas para que, quem escuta, assimile e não seja bombardeado com milhares de palavras sem momento para as digerir.
beijinho e boa noite da
Anahí
Buenos Aires
terça-feira, 29 de setembro de 2009 às 8:27
Hola, Maestro!!! Cómo estás? hace un montón que no comentaba, pero siempre leo tu blog con mucha atención.
Yo ya estoy instalada en Las Palmas, visitando a Vero. ¡Estamos las dos muy felices!
Recuerdo haber tenido el libro “Design para quem não é designer” en las manos, en un taxi, mientras íbamos para la Sede Palermo, hace unos meses en Buenos Aires. Y también me acuerdo de que me gustó mucho. Ayer mientras te leía busqué el libro para comprarlo y encontré este Power Point que, si bien es muuuy simple, da algunas dicas para prestar más atención en la diagramación de textos:
Deletado por conter arquivos seus, particulares. Caso consiga o link só do tema diagramação, agradeço se postar novamente.
El link abre Power Point directo, lo probé y es seguro.
De todas maneras, no reemplaza al libro, que sigo tratando de conseguir por aquí.
Te extraño mucho, Mestre! Y sentí mucho no haber estado en este último Fest en Buenos Aires. Espero poder verlos en Paris, en noviembre.
Besos a Fê y a Jaya.
Natalia
http://www.derosecultureplaylist.wordpress.com
terça-feira, 29 de setembro de 2009 às 9:46
swasthya-yoga.de
Guten Tag!
Compartilho a opinião da Anahí. Adoro ter espaço para fazer anotações. E o espaço entre as linhas dá um ar mais gracioso ao texto, não é?
Pensando no próprio simbolismo – espaço e liberdade de expressão – liberdade de pensamento… A impressão que o texto transmite se torna mais leve.
Gostei do post sobre a espiral do silêncio. Tendo mais consciência sobre essa tendência, acho que qualquer pessoa muda um pouco a atitude em determinados momentos.
Ao invês de vez por outra pensar: “Ah, deixa que não vai fazer diferença eu dizer isso”, poderemos ser ainda mais pró-ativos e tentar expressar nossa opinião de maneira elegante, derrubando os eventuais murros ilusórios. Barreiras que só existiram na nossa realidade.
Beijos e abraços,
Christian Mader – Alemanha
http://www.swasthya-yoga.de
terça-feira, 29 de setembro de 2009 às 12:50
Uy! No eran archivos míos, probablemente me equivoqué cuando copié el link. A ver ahora…
http://www.lsc.ufsc.br/~edla/ine5624/materiais/design.ppt
Si no, no importa. Era sólo un aporte diminuto.
Un abrazo grande!
terça-feira, 29 de setembro de 2009 às 17:49
livroseafins.com
Na verdade, estou sempre por aí. Não perco um post sequer.
É muito bom ter esse canal direto com alguém a quem tanto admiramos.
E finalmente descobri o que é o “marré de si”. Não fazia muito sentido… agora faz.
Abraços!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009 às 16:06
anahiflores.org
E por falar de espaços em branco, vá uma frase:
“O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.”
Paul Claudel
Escritor francês (1866-1955)
Beijinhos da
Anahí
Buenos Aires