quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 | Autor: DeRose

Quando eu era criança e comecei a ser alfabetizado sempre encrenquei com o fato de que o que falávamos era diferente do que escrevíamos e vice-versa. Encrenquei com o fato de a letra q ter sempre que vir acompanhada do u mudo (ora, se sempre vem com o u, esta letra é redundante se não for pronunciada). Com o fato de a mesma letra ter mais de um som, como x que pode ter quatro sons: som de ss (como em máximo), som de z (como em exigir), som de ch (como em deixar) e som de ks (como tóxico – que, por causa dessa confusão, muita gente pronuncia tóchico! Que feio, não é? Se eu estivesse no altar e a noiva dissesse “tóchico” eu não casava mais.).

Mais tarde estudei latim e compreendi porque escrevemos desta ou daquela forma. Finalmente, depois de muito estudar línguas e, inclusive, o sânscrito, o esperanto e o alfabeto fonético, cheguei à conclusão de que não precisamos nos ater às raízes latinas e podemos perfeitamente repensar a nossa escrita, para torná-la mais lógica e mais fácil de ser aprendida pela população, passando a adotar talvez não o alfabeto fonético num primeiro momento, mas uma ortografia fonética.

Não deixa de ser ilustrativa a opinião do linguista Manuel Mendes de Carvalho: “O essencial da reforma ortográfica de 1911 foi acabar com o despotismo da etimologia, aproximando a ortografia oficial de uma escrita fonética. Aproximando, apenas, note-se, dado que, apesar de tudo, se fizeram vastas concessões a hábitos anteriores, como era o caso de manter inúmeras consoantes mudas, com um ou outro pretexto (homem, directo, sciência, etc.).”

O s teria o som de ss;  o c antes de i e de e, eç, seriam substituídos pelo s; o z teria o som do próprio z e do s medial (como em coisalesar etc.); o qu e o c (antes de a, o e u) seriam substituídos pelo k;  o h mudo não tem razão de ser (nós brasileiros já o eliminamos da palavra úmido, que em Portugal escreve-se com h); g seria sempre gutural e substituído pelo j quando tivesse o som desta letra (ninguém mais escreveria errado tijela e beringela – ou será que é tigela e berinjela?); o x seria substituído pelo som que representasse.

Veja como poderia ficar um texto assim escrito:

“Koizas ke a vida me ensinou (A vida me ensinou a ser pasiente)

Tempo, pasiênsia e diplomasia konstituem a fórmula májica para rezolver kuaze todos os problemas de relasionamento umano, seja no trabalho, no kazamento, com as amizades ou com os inimigos.

Não adianta nada perder as estribeiras, mudar o tom de voz ou dizer koizas dezagradáveis, vindas lá do fundo do seu instinto animal. Se iso rezolvese alguma koiza, a umanidade já teria rezolvido á séculos a maior parte dos seus konflitos.

Se brigar rezolvese alguma koiza, á tempos já teriam sido solusionadas as kestões da Palestina, da Bósnia, do Pakistão, do Afganistão, do Irã e do Irake. E os kazamentos já estariam todos funsionando azeitados. Mas não é o ke konstatamos.

Koncluzão: brigar não rezolve konflitos.”

_________________________________

“Por ortografia fonética entende-se uma ortografia em que a cada som corresponda uma letra ou grupo de letras únicos e a cada letra ou grupo de letras um som único, e, ainda, em que, pelo menos no caso das línguas indo-europeias, seja assinalada de algum modo a sílaba tónica.” Manuel Mendes de Carvalho

[Linguas indo-europeias: o sânscrito é uma língua indo-europeia, por isso defendo que se assinalem as sílabas tônicas com um underline para facilitar a leitura, especialmente dos leigos nessa língua.]

46 comentários

  1. 1
    Juliane
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 7:27
    yogajoinville.com.br
     

    Mestre, não seria “Koizas ke a vida me ensinou”?, com Ke e não que?? Beijinhos.

    DeRose Reply:

    Claro! Foi para ver se você estava prestando atenção. He-he!

  2. 2
    Tamara Queiroz
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 8:12
    palavrasatropeladas.blogspot.com
     

    [risos]

    Fez-me lembrar de kuando eu aprendi a escrever. A tia do prezinho esplicou para a minha “mãmãezihna” que não havia nada de errado comigo, eu apenas escrevia da maneira que falamos.

    E ainda lembro da primeira palavra que escrevi: árvore. Passava (e ainda passo!) oras olhando para elas, fantaziando…

    .
    .
    Mestre, se a linguagem do MSN poderá ser a linguagem do futuro, como algumas pessoas afirmam (e foi longa o debate na aula de comunicação avansada), o DeRosês fará sucesso!

    B-jão

    DeRose Reply:

    Pelo menos nos fará pensar sobre. Beijinhos, Tamara.

  3. 3
    Everton Vieira
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 8:27
     

    Nesse aspecto o dêvanágarí e o sânscrito estão bem a frente.

    DeRose Reply:

    É verdade. O problema são os milhares (são de fato milhares) de regras.

  4. 4
    Marco Carvalho
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 8:48
    swasthya.marcocarvalho.com
     

    Ortografia fonética é meu sonho de konsumo :)

    DeRose Reply:

    Então, vamos aperfeiçoá-la juntos.

  5. 5
    danieltonet
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 8:50
     

    Apesar de parecer estranha, a sugestão é muito lógica. Eu já tinha pensado nisso, mas nunca cheguei a tentar escrever um trecho para ver como ficaria.

    DeRose Reply:

    Aguardo suas sugestões, Daniel.

  6. 6
    donatella roma
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 9:38
     

    Un augurio al Maestro ed a Fe. Ci vediamo a Roma!
    Un augurio a tutti tutti!!!
    Buon anno

    Donatella (Roma)

    DeRose Reply:

    Buon Anno, Donatella.

  7. 7
    danieltonet
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 10:48
     

    Será que as mudanças seriam mais facilmente aceitas se fossem graduais? Tenho certeza que a mudança do ‘g’ e do ‘j’ agradaria a todos instantaneamente. A partir daí o caminho estaria aberto para as demais.

    DeRose Reply:

    Mudanças nunca são bem aceitas. Até os shivaístas, que deveriam ser pela renovação, costumam opor resistência às mudanças.

  8. 8
    Zelia Couto e Santos
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 10:51
     

    Como sempre mais um post interessante, educativo e divertido.
    Adoro o português, a fonética e perceber a raíz das palavras. As suas propostas são muito ineteressantes e é uma total mudança de paradigmas ler o texto modificado. No entanto, e como o povo é sábio e os jovens revolucionários, nota-se já uma grande mudança na escrita via messenger, msn e todas as redes sociais.
    Pronto e foi este o meu kontributo para este post.
    Desejo-lhe um Ano de 2010 com muitas alegrias. Receba o meu carinho em forma de um abraço luminoso :)

    Zélia Couto e Santos – Lisboa

  9. 9
    Alexandre Montagna
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 10:54
    alexandremontagna.com
     

    Ke tal akresentar a palavra gerra ali, para reforsar o ezemplo do som gutural do G? Fikaria briliante! (komo todas as letras devem ser pronunsiadas, axo ke grafar “briliant” seria mais koerente).

    Já konsidero a posibilidade de kriar um site para ensinar o DeRosês erudito.

    A! A koitada da berinjela, kreio, é tão auzente dos kardápios porke todos tem o simples medo de eskrever seu nome.

    DeRose Reply:

    Valeu, Alexandre. O correto em ortografia fonética é mesmo gerra (ou seria gera?). Só o tempo dirá. Beijão de Ano Novo.

  10. 10
    Luisa Sargento
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 11:29
     

    Muito bom, Mestre! Sempre à frente no tempo!!! Keria só enviar um grande beijinho de saída deste ano para o prósimo!!! E nas 12 badaladas pensarei em si e na Nosa Kultura!!! :) Até para o ano!!!

    DeRose Reply:

    Lindo testo, Luisa (ou seria Luiza e DeRoze?). Beijinhos.

  11. 11
    Melina
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 11:29
     

    hihihihi, Mestre, essa ortografia ia com certeza facilitar a minha vida e me tirar da dependência do corretor do Word… hehehe. A questão do “s”, “ç”, “z” e “ss” sempre me confundem!!!
    Por outro lado, lá no espanhol da minha terra nunca entendi por que devia existir “b” (“b larga”) e “v” (“b corta”) se no final o som é o mesmo… só para atrapalhar a nossa visa, hihi.
    Beijinhos!
    Mel

    DeRose Reply:

    Eu penso muito nos nossos colegas da Argentina com relação aos s, c, ç, e z. Beijokas.

  12. 12
    Rogério Chimionato – Método DeRose Centro Cívico
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 12:40
    yogacentrocivico.org/blog
     

    Olá, Mestrão,

    O seu blog está sempre muito bom, mas esta semana você parece estar ainda mais inspirado, parabéns!

    A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo disponibilizou gratuitamente na internet cerca de 170 livros da Coleção Aplauso:

    http://aplauso.imprensaoficial.com.br/

    AbraçÔM

    Rogério Chimionato
    Instrutor da Unidade Centro Cívico
    Curitiba/PR
    http://www.yogacentrocivico.org/blog

    DeRose Reply:

    Obrigado, Rogério.

  13. 13
    mcordoni
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 13:03
     

    Ke legau, enkontrar jente ke pensa komo a jente.
    Eu sempre axei ke deveria ser asim.
    Já tinha até eskrito dese jeito, na brinkadeira.
    Será ke iso pega?
    Só vose mesmo, Mestre…
    Grande beijo no korasão.
    Mársia ou seria Márcia?

    DeRose Reply:

    O nosso post também é uma brincadeira. Mas bem séria!

  14. 14
    fabioazevedo
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 14:24
     

    Seria bom se fosse tão simples assim uma mudança em nossa ortografia. Não podemos esquecer além da etimologia há o aspecto gráfico e visual que nos acostumamos a utilizar. Ela carrega a herança de várias culturas, do legado de grandes escritores. Existe uma lógica na escrita, ela foi inspirada na escrita de leis, livros de grandes escritores. Uma simplificação desse tipo faz sentido na Internet, já que existe apenas o fator da comunicação em jogo, algo momentâneo e circunstancial em que o jogo da interlocução facilita a comunicação e a escrita das palavras seguindo mais um padrão fonético. Há o hebraico que suprimia inclusive as vogais por serem redundantes, o que é verdade na maioria das vezes em quase todas as línguas.
    Mas a língua é mais que isso, é o registro cultural de toda uma civilização, não apenas algo individual como a fala. Precisamos muitas vezes da redundância para a comunicação, desde que respeitados os limites da compreensão e da inteligibilidade. A língua, como a fala, cristaliza-se em formas que são usados pelos falantes.
    A simplificação sempre traz problemas como é o caso da oposição voz/vós em que a fonética nas as distingue, apenas a ortografia.
    Uma unificação ortográfica, com pequenas mudanças na língua escrita, já trouxe grande problemas. Um escritor recusou-se a atualizar sua obra, porque num dado momento de seu livro a oposição veia/véia alteraria o sentido daquilo que ele dizia em seu livro. Com a unificação, não poderia ocorrer essa diferença e as duas palavras teriam de ser escritas da mesma maneira. Imagine uma mudança de grande monta, uma reforma completa. Teria de se alterar todos os livros publicados.
    Isso já foi proposto por uma gramático Jerónimo Soares Barbosa, séc. 16, com base nos mesmos argumentos de facilitar o ensino e a compreensão da língua, mas naquela época era bem mais simples. E a língua falada vai se transformando muito rapidamente, teríamos de ficar fazendo reformas atrás de reformas, o que seria bem complicado.
    Há outros fatores que identificam a unidade de uma língua além da ortografia, a sua sintaxe. Neste é bem mais difícil de se sistematizar e as mudanças são mais lentas.
    Os modernistas tentaram fazer uma gramática do português do Brasil, o “brasileiro”, mas logo perceberam a complexidade da tarefa e o seu projeto acabou malogrado, apesar de ser delicioso ler os livros de Mário de Andrade em sua gramática e perceber que as mudanças não são tão significativas e poder ler os livros portugueses e brasileiros antigos e travar contato com sua maneira de se expressar e compreender perfeitamente bem o que escreviam, se falassem, seria bem mais difícil.
    Se acha que é difícil a ortografia do português, é só comparar com o inglês, francês e ver as mudanças vocálicas na escrita, quase não há nenhuma relação entre a escrita e a leitura. Somos privilegiados nesse aspecto.
    Acho que me delonguei bastante no comentário e espero que ele seja útil para a discussão do assunto que é bastante fecundo e importante para nossa cultura. Um forte abraço a todos e obrigado por ler estas minhas palavras.

    DeRose Reply:

    Muito boa argumentação. Na verdade, não propus que se realizasse uma reforma ortográfica. Apenas procurei divertir nossos leitores com o exercício da quebra de paradigmas como ferramenta para estimular os neurônios. Por outro lado, quando fizemos a tradução do nosso Tratado para o francês, eu acompanhava o tradutor lado a lado. A cada cinco minutos o francês de nascença e com formação acadêmica precisava recorrer ao Petit Robert para confirmar como deveria grafar este ou aquele vocäbulo. Diante da minha perplexidade, meu amigo declarou que nenhum francês de boa cultura consegue escrever uma carta sem recorrer ao dicionário a fim de confirmar a grafia, já que diferentes conjuntos de letras produzem exatamente o mesmo som! Comentei com ele que a complexidade da ortografia francesa me parecia ser um dispositivo para separar os muito bem letrados dos demais simples mortais. Isso também ocorre nas demais línguas e a nossa não é exceção. Mas fique tranquilo. A proposta de uma ortografia fonética é apenas uma brincadeira, um exercício de flexibilidade para o nosso cérebro. De qualquer forma, obrigado por nos dedicar o seu tempo com explanações tão interessantes e inquestionavalmente válidas.

    Post scriptum – Não deixa de ser ilustrativa a opinião do linguista Manuel Mendes de Carvalho: “O essencial da reforma ortográfica de 1911 foi acabar com o despotismo da etimologia, aproximando a ortografia oficial de uma escrita fonética. Aproximando, apenas, note-se, dado que, apesar de tudo, se fizeram vastas concessões a hábitos anteriores, como era o caso de manter inúmeras consoantes mudas, com um ou outro pretexto (homem, directo, sciência, etc.).”

  15. 15
    Joris Marengo
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 14:58
     

    Rsrsrsrsrs.
    Ainda escreveremos assim, Mestrão. É mais lógico. Mas de lógica, nós, humanos, não entendemos nada. Só complicamos.
    E quanto ao texto sobre tempo e paciência: um sábio posicionamento, mas… dá-lhe estomazil para tanto sapo. rsrsrsrs.
    Beijos do discípulo.

    DeRose Reply:

    Eu tenho um convênio com estomazil. Beijão, Jojó.

  16. 16
    Julio Dornelles Goulart
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 18:22
     

    Estimado Mestre

    Dentro do tema “Koncluzão: brigar não rezolve konflitos”, compartilho o texto abaixo que achei bem interessante.

    Abçs, Julio

    ” SER FELIZ OU TER RAZÃO ? ”

    Para reflexão…
    Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: – Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais… E ela diz: – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

    MORAL DA HISTÓRIA:

    Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: ‘Quero ser feliz ou ter razão?’ Outro pensamento parecido, diz o seguinte: ‘Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Passe este e-mail aos seus amigos, para ver se o mundo melhora… Eu já decidi… EU QUERO SER FELIZ e você?

    DeRose Reply:

    Sensacional! Venho aplicando esta estratégia há alguns anos com muito sucesso. Eu também prefiro ser feliz a ter razão.

  17. 17
    eduardocirilo
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 19:45
     

    Ótima persesão Mestre :) )

    Poso dizer que já estou fã e que para treinar vou de ves em quando escrever uns textos para os “futuros” amigos (ou amigos do futuro) … já pensou como será juntando esta ortografia com várias línguas: portugês, ispanhol, inglês, fransês, italiano e alemão?

    Abraso

    DeRose Reply:

    No mínimo, vai ser bem interesante! Contudo, não vai eliminar as diferensas de pronúnsia. Veja a palavra “persesão”. No Brazil, pronunsiamos “persepsão”. Mas á mais alguns aperfeisoamentos como, por ezemplo, a eventual substituisão do m final por um til. Vamos ver como esta brincadeira vai evoluir.

  18. 18
    camila.cabete
    terça-feira, 29 de dezembro de 2009 às 22:24
     

    Mestre querido!!!!!

    Não seria reminiscências do Bagno?! Tomara que tenha gostado do livrinho… embora não tenha concordado tanto ;0) Nem tivemos tempo para discutirmos isso…

    Adorei o post e adoro discutir o assunto!
    Quero aproveitar e desejar um 2010 repleto de saúde, paz e sucesso!!!!!!!!!!!!
    Novidade: passei para o grau de chêla mês passado com o grande apoio de minha instrutora Aninha Müller!!! Estou virando mocinha! =0)
    Beijos e mais beijos
    - Estarei em todos os seus cursos aqui no Rio em 2010!!!!!

    DeRose Reply:

    Parabéns por estar ficando mocinha. Seja bem-vinda aos graus mais avançados. Espero que você se torne logo instrutora para participar dos cursos exclusivos para profissionais, pois eles são muito mais interessantes. Estou bem entusiasmado para dar muitos cursos no Rio em 2010. Beijíssimos.

  19. 19
    Karen Ybarzo Fechine
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 às 1:18
     

    Realmente un post divertido! :D Brinkar kom a pronunsia ou kom a eskrita é senpre un pasatempo agradaveu! E uma grande kebra de paradoksos… rarara

    …e komo é estranho (xega a ser feio de ver rere) ler augo eskrito asim! “Sinplesmente” porke estamos taum akostumados kom uma forma! Os idiomas saum todos muito interesantes! Kada un posuindo a sua caracteristika… Adorei o rezumo de aula ke akabou sendo dado entre o Fabio Azevedo e vc, Mestre!

    Complikando: no DeRosês, teriamos uma diferensiasaum ou unifikasaum entre o “M” e “N”, “L” e “U”, “R” e “RR”? Adisionariamos o “ñ” para retirar o desnecesario “h”? rarara (O M/N e L/U é outra dificuudade ke pode akonteser kom os posuem o espanhou komo primeiro idioma ao eskrever portuges… Kuando pronunciado en espanhou, a diferensa é totaumente perceptiveu! En portuges, nen sempre…)

    Kuanto ao ke a vida lhe ensinou, eu tambem eskolho ser felissss! Pasei a viver beeem mais alegre a partir do momento ke aprendi iso, otimo relembrar a dica!

    Beijosssss e abraços de quem deseja os melhores últimos dias do ano para ti, Fê e Jaya!
    E claro, também para todos os participantes desta maravilhosa egrégora!

    Karen – Itajaí/SC

    DeRose Reply:

    Sua eskrita fikou jenial, Karen. Antigamente, naum avia uma ortografia ofisial de portugês. Kada kual eskrevia komo melhor lhe aprouvese e o leitor deduzia ke akela grafia devia korresponder ao respektivo fonema. Kestaum de paradigma. Axo ke a nosa ortografia fonética tende a ir pelo mesmo kaminho. Se naum(1) é kapaz de perder a grasa. Beijinhos de Ano Novo, querida.
    (1) Presiso deklarar ke sou a favor do til em “não”, bem komo nas terminasões em “m”.
    (2) “No decorrer do século XIX, começou a compreender-se a falta de justificação de muitas das grafias complicadas que então se usavam, mas, por outro lado, caiu-se no extremo de, mesmo aqueles sem quaisquer habilitações para tal, desatarem a simplificar disparatadamente. O resultado foi que, no fim do século XIX, a desordem ortográfica era total. Cada um escrevia como lhe parecia melhor.” Manuel Mendes de Carvalho

  20. 20
    Everton Vieira
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 às 8:02
     

    Uma coisa que eu já me questionei e já comentei com alguns amigos meus é porque as línguas anglo-saxonicas usam o alfabeto latino? Simplesmente não funciona para eles, igual é o caso do russo, mas diferente é que eles tiveram a descência de desenvolver um script que condizesse com a sua língua.

  21. 21
    Julieta
    quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 às 22:13
     

    Nosa Mestre.
    Esti post deu mesmo pano pra manga!
    Lembreime de um trauma de infansia: um dos dois unikos “C” ke tirei na vida (eu era do tipo “CDF”!) foi porke eskrevi numa prova de ditado “nessessário”! Fiquei revoltada! Mas tambeim, “necessário” ningeim merese! Com certeza teria me dado melhor se fose nesesario! :)
    Ke bom ke vamus pasar o reveiom juntos!
    Beijos.

  22. 22
    Marcos Felice
    sábado, 2 de janeiro de 2010 às 9:51
    marcosfelice.com
     

    Olá Mestre Kerido!
    Adorei a idéia.
    Agora será Mestre DeRoze!!! : )))
    Forte abraso.
    Ah! Kero dizer… A! Duas dúvidas: : por ke em sima se eskreve separado e embaixo se eskreve tudo junto? E por ke “tudo junto” se eskreve separado e “separado” se eskreve tudo junto? : )
    Brinkadeirinhas!
    Saudades d’ocê.
    Abraso.
    Marcos

    DeRose Reply:

    Koizas da liguajem. Não á língua perfeita, todas têm suas inkoerênsias. Todas, não! O esperanto é uma língua perfeita, simples, lógika e prátika. Beijo pr’ocê.

  23. 23
    Lerivan Ribeiro
    sábado, 2 de janeiro de 2010 às 14:21
    YogaKobrasol.org
     

    Gostei da idéia da ortografia fonética, bem mais coerente.
    Abração!

  24. 24
    Che Cardoso
    segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 às 15:35
     

    Sensacional! Como tudo é uma questão de hábito e condicionamento é possível que em um futuro bem próximo isso torne-se mesmo uma realidade na nossa lingua. Quem sabe.. vou torcer e já treinar.
    Beijinhos.

  25. 25
    Alessandro Martins
    quinta-feira, 27 de maio de 2010 às 12:22
    livroseafins.com
     

    Muito interessante para quem se inicia no estudo de línguas antigas:

    http://www.amazon.com/Regulus-Latin-Antoine-Saint-Exup%C3%A9ry/dp/0156014041/ref=reg_hu-wl_list-recs

    O Pequeno Príncipe em Latim!

    DeRose Reply:

    Uau!

    DeRose Reply:

    OK, Cambria. Obrigado.

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