Werner Forssman, nasceu em Berlim a 20 de agosto de 1904. Formou-se em medicina em 1928. Desenvolveu uma teoria que ninguém aceitava: a de que seria possível introduzir uma sonda por via intravenosa e conduzi-la até o interior do coração, sem matar o paciente. Obviamente, não poderia usar cadáveres, pois já estavam mortos. Tentou autorização dos seus superiores no hospital para levar a efeito a experimentação em algum paciente. É claro que não foi autorizado. Então, não podendo utilizar cobaias humanas, usou o seu próprio corpo.
Cortou uma veia do braço e introduziu um cateter (a pronúncia correta é catetér e não catéter) e foi empurrando-o até que atingiu o órgão cardíaco. Para provar que havia conseguido e que tal procedimento não matava o paciente, foi até a sala de raios-x e, sob os protestos dos colegas, bateu uma chapa. Era incontestável! Ninguém poderia questionar sua descoberta que viria a salvar tantas vidas no mundo inteiro. Sua recompensa? Foi tão punido, criticado e atacado que teve de abandonar a cardiologia!
Durante mais de duas décadas não era convidado para nada e se ousasse comparecer a algum congresso tinha que sofrer o constrangimento de ser apontado pelos seus pares como um indesejável. Após 25 anos de humilhações e exclusões, finalmente, o reconhecimento. Em 1956, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina.
Se você conhecer outros casos semelhantes, por favor, informe-nos. Obrigado.





terça-feira, 31 de março de 2009 às 17:19
É por essas e por outras que muitos sábios simplesmente se calam.
terça-feira, 31 de março de 2009 às 23:03
Toda mudança gera um medo quase irracional. E quanto mais revolucionária, mais inovadora é a mudança, a reação é também mais extrema e inexplicável por argumentos racionais.
Ainda bem que sempre há alguns (poucos) sábios persistentes. São os que fazem com que a humanidade evolua, ainda que ela mesma não queira caminhar nessa direção.
Saudades de você, Mestre!
Um beijo muito carinhoso,
Alessandra Fernandes
Complementanda Unidade Plaza Sul
terça-feira, 31 de março de 2009 às 23:42
Querido Mestre,
É um régio privilégio partilharmos nossas jornadas de vida ao seu lado, envoltos em sua sapiência, enriquecendo-nos e engrandecendo-nos a todos…
Exemplo de uma dessas consequências é o caso do António Mateus que voltou a colocar no seu blog, dois posts sobre o Mestre, com visitação da imprensa portuguesa.
Beijos de gratidão.
Luís Lopes
quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 21:36
Apesar de toda genialidade e esforço envolvidos nas grandes descobertas da humanidade. Nenhuma delas venceu por si só ,em um primeiro momento, a forte influência das egrégoras vigentes, as quais teimavam em sustentar seus antigos paradigmas.
Faltou-lhes um “Grande Mestre” para alertá-los desse perigo…
Oque não é o nosso caso.
Abraços
segunda-feira, 6 de abril de 2009 às 12:00
anahiflores.org
Incrível.
Da vontade de voltar ao passado e ajudar ao coitado.
terça-feira, 7 de abril de 2009 às 7:40
Bom dia Mestre,
Ainda na sequência da série “como a humanidade trata seus luminares”, a noticia em baixo publicada pelo jornal português Público, mostra como a história se repete nos dias de hoje.
A notícia é relativa ao terramoto de ontem em Itália, cujo balanço mais recente já conta mais de cem mortos e 50 mil desalojados.
“Itália fez calar cientista que previu o terramoto há várias semanas”
“O Governo insistiu hoje em que o aviso, lançado pelo sismólogo Gioacchino Giuliani, não tinha fundamento científico, mas disse que tinha sido vingado e pediu que lhe fizessem um pedido de desculpas.”
Fica aqui o link:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372981
Vale a pena ler este comentário à notícia deixado por um dos leitores:
07.04.2009 – 06h44 – Camilo Ribeirinha, Macau – China
“Giuliani tinha razão, tal como Galileu Galilei. Tal como agora, as autoridades diziam não haver fundamento científico para a verdade de Galileu. Foi condenado à morte por dizer a verdade. Mas para Aldrabice, as autoridades já admitiam qualquer ciência. Por isso, Galileu, para não ser executado, aceitou aldrabar e salvou-se. Agora fez-se pior. Giuliani disse a verdade e as autoridades silenciaram-no e condenaram à morte uma cidade que podia e devia ter sido salva. As autoridades foram assassinas e deviam ser imediatamente demitidas, julgadas e encarceradas. O presidente do Instituto de Geofísica Enzo De Boshi e o Presidente do Município e da Agencia são claramente e com todas as evidências responsáveis pelo massacre. Qual era o mal, levar o cientista a sério e tomar medidas de protecção da população mesmo que o sismo não viesse a acontecer? Em dar-lhe razão, mesmo que a não tivesse, o mal não era nenhum. Tirar-lhe a razão, o mal foi enorme. Até um cego vê isso. É evidente que as autoridades mataram deliberadamente ou com negligência grave. O mundo deve exigir o seu castigo!”
quinta-feira, 14 de maio de 2009 às 9:55
Mestrão,
Você percebeu que precisa de uma correção no título deste post? Poderia ser escrito “Médico pioneiro do cateterismo é obrigado a abandonar a cardiologia” ao invés de “Médico pioneiro do cateterismo e é obrigado a abandonar a cardiologia”.
Beijo grande!
DeRose Reply:
maio 14th, 2009 at 10:52
Obrigado, Nilzo. Beijão.