Em fofoca não se deve acreditar, nem nas mais ingênuas. Jamais encorajá-las. Lembre-se de que o fofoqueiro é um pombo-correio que leva e traz. O que ele estiver fofocando sobre o Beltrano ausente, provavelmente fofocará a seu respeito assim que você virar as costas. Corte habilmente o assunto ou retire-se sem muito alarde. A ideia é a de não deixá-lo completar a frase e fazê-lo sentir-se constrangido com a atitude. A menos que o futriqueiro já tenha conseguido concluir a agressão a alguém ou alguma coisa que você preze. Nesse caso, a honra e a ética mandam que você o defenda bravamente, mas sempre com elegância e compostura.
Lembre-se do axioma no. 1 do Swásthya Yôga: não acredite. Esse é o nosso primeiro dispositivo para neutralizar fofocas.
O dispositivo no 2 é não passar adiante nenhuma observação que mencione o nome de alguém. Se o comentário tiver nome, morre ali.
O dispositivo no 3 é o acordo tácito entre nós de que quando alguém tiver algo a comentar, não mandará recado, mas sim falará diretamente com a pessoa interessada.
O dispositivo no 4 é a confiança e a certeza de que nosso amigo ou companheiro está cumprindo o dispositivo número 3, acima.
O dispositivo no 5 é o exercício usado na antiguidade e que chegou aos nossos tempos com o nome de telefone sem fio, o qual consiste em formar-se um círculo de pessoas e passar uma frase à primeira, para que ela passe adiante e assim sucessivamente até que chegue ao último do círculo. As distorções são tão grandes e absurdas que nos fazem compreender como surgem os falsos rumores. E, ao mesmo tempo, vacinam as pessoas mais inteligentes para que não acreditem no que ouvirem, seja lá de quem vier a notícia, até das pessoas mais críveis.
Para ilustrar, vou-lhe contar uma história que me foi transmitida como fato real. Na Companhia do Quartel General da Primeira Região Militar, no Rio de Janeiro, o capitão teria se dirigido ao tenente e dito:
— Amanhã haverá eclipse do Sol, o que não acontece todos os dias. Mande formar a companhia às 7 horas, em uniforme de instrução. Poderão, assim, todos, observar o fenômeno e na ocasião darei as explicações. Se chover, nada se poderá ver, e os homens formarão no alojamento, para a chamada.
O tenente ao sargento:
— Por ordem do capitão, haverá eclipse do Sol amanhã. O capitão dará as explicações às 7 horas, com uniforme de instrução, o que não acontece todos os dias. Se chover não haverá chamada lá fora e o eclipse será no alojamento.
O sargento ao cabo:
— Amanhã, às 7 horas, o capitão vai fazer um eclipse do Sol com uniforme de passeio. O capitão dará no alojamento as explicações, se não chover, o que não acontece todos os dias.
O cabo aos soldados:
— Amanhã, às 7 horas, o capitão vai fazer um eclipse do Sol com uniforme de passeio e dará as explicações. Vocês deverão entrar formados no alojamento, o que não acontece todos os dias. Caso chova não haverá chamada.
Entre os soldados:
— O cabo disse que amanhã o Sol, em uniforme de passeio vai fazer eclipse para o capitão, que lhe pedirá explicações. A coisa é capaz de dar uma encrenca dessas que acontecem todos os dias. Deus queira que chova.
Portanto, se você ouviu dizer algo, através de terceiros, não perca o seu tempo acreditando em bobagens.
Por outro lado, a fofoca é uma energia poderosa que pode ser canalizada para fins construtivos. Aprendemos nas artes marciais do Oriente a aproveitar a força do oponente para levá-lo ao chão. Com a fofoca é a mesma coisa. Ao longo dos anos, tenho sido muito beneficiado pelos desamigos, pois cada vez que falam o que quer que seja a meu respeito estão, sem saber, me proporcionando uma grande visibilidade. A partir daí, é uma questão de aplicar meu know-how de meio século de profissão lidando com isso para converter a energia do adversário a meu favor. E, pelos resultados, parece que tem funcionado!




segunda-feira, 23. março 2009
Nossa, quanta sintonia! Ontem, na aula de complementação pedagógica, nosso querido professor Flávio Moreira deu uma circular que trata do mesmo tema.
Beijinhos no coração do Mestre.
segunda-feira, 23. março 2009
Eu preciso exercitar mais o “retirar-me sem alarde”.
segunda-feira, 23. março 2009
Oi mestre, venho sendo alvo de fofoca sistematicamente. Já fazem três anos. Agora resolvi usar “a força do oponente”. Não sei se é uma coisa da cultura brasileira, mas tenho a impressão que as pessoas falam muito dos seus problemas com os outros, menos com quem realmente interessa. Mestre, como a sutileza não funciona, chequei numa fase em que vou usar os meios legais com aqueles que desrespeitarem a minha privacidade. Tem hora que a gente tem que endurecer, um abraço.
DeRose Reply:
março 23rd, 2009 at 11:35
Também é uma arma válida. Eu já consegui processar várias pessoas. A cada uma que você processa, dez calam a boca. Beijinhos do DeRose.
segunda-feira, 23. março 2009
Bien vrai tout cela,
cet un chemim d’apprendre a utiliser la force de l’adversaire mais avec entraînement on fini par aquerir cet art la:)
Gros bisous
Sonia
segunda-feira, 23. março 2009
“Fico maravilhado com os seres humanos…alguns até falam” Adoro este sútra, Mestre. O pior é que, às vezes, senão todas as vezes, falamos mais do que deviamos sem acrescentarmos algo de interessante àquele que ouve… bjinho do Chiado
DeRose Reply:
março 23rd, 2009 at 18:21
Gostei do “beijinho do Chiado”, porque vocês estão me proporcionando muita alegria com sua forma de trabalhar perfeitamente alinhada comigo. Aprecio principalmente a sua agilidade para acompanhar nossas recomendações. Beijinhos paulistanos.
Luísa Sargento Reply:
março 24th, 2009 at 9:24
Obrigada!
segunda-feira, 23. março 2009
Pessoas sábias falam sobre idéias. Pessoas comuns falam sobre coisas. Pessoas medíocres falam sobre pessoas.
(desconhecido)
Muitos Beijinhos
Lila
Giancarlo Piazzeta Reply:
março 24th, 2009 at 1:18
Acho muito bom este sutra Dalila… sempre que posso coloco no mural da escola. Podia ser do Mestre é o jeitinho dele!
Dalila Reply:
março 24th, 2009 at 13:48
Olá Giancarlo
Concordo plenamente.
Tudo de ÔM para você.
Beijinhos
Genoveva Reply:
março 24th, 2009 at 11:30
que gira frase…
Regina Wiese Zarling Reply:
março 27th, 2009 at 2:16
Oi Dalila, o autor dessa frase é Sócrates.
Bjs
Rê
Dalila Reply:
março 27th, 2009 at 7:57
Olá Rê
Muito obrigada
Beijinhos
segunda-feira, 23. março 2009
.. é optimo este texto, sim!
Faço votos que os que de facto precisem, o leiam.. mas talvez esses nao apareçam aqui..
Espero que sim, que todos os frequentadores deste blog já tenham pensado bem sobre o assunto a ponto de já aplicar tudo isto espontaneamente..
Confesso, que me dá especial prazer, dentro do bom senso e da conveniência, colocar a pessoa que está “fofocando” numa posição desconfortável.. mas pronto, talvez nao seja o mais razoavel e raramente dá para fazer isso..
Mas deixar passar a ideia, mal a pessoa começa a desbobinar.. com aquele entusiasmo meio estranho, que a má impressao com que devemos ficar é sempre do que fala mal e nao do sujeito da conversa, que esta sendo “alvo” de fofoca..
muitas vezes funciona.. e sabe mesmo bem!
No momento seguinte, sente-se que todo o grupo nos dá razao, já nao quer ouvir (ou pelo menos tem de disfarçar.. eheheh, caso ainda esteja interessado na conversa).. é impressionante, é quase imediato! A censura cai de leve sobre esse interlocutor e o assunto muda.. (sem cair nos excessos do crucifixo, claro!.. com diplomacia claro.. ).
Depois disso, raramente essa mesma pessoa tenta a façanha uma segunda vez.. a façanha da fofoca.
… se eu estiver a precisar de censura, por estes meus métodos.. é só dizer!
beijos do Porto português
DeRose Reply:
março 23rd, 2009 at 17:52
Sua atitude é muito inteligente e corajosa. Sei que os Portugueses são corajosos, afinal, atravessaram mares desconhecidos para descobrir a Terra de Santa Cruz; e sei por experiência própria que são honestos, sinceros e leais. Portanto, tenho a certeza de que a grande maioria age dessa forma e concorda com a menina Genoveva. Beijinhos do DeRose.
Genoveva Reply:
março 23rd, 2009 at 19:10
ena ena… muito obrigada Mestre!!
.. e que bom, o Mestre ter atravessado por sua vez esses mesmos mares para trazer o swásthya até nós.. que bom MESMO! (*suspiro)
beijinhos navegantes e um belo pújá até aí!
segunda-feira, 23. março 2009
O pior é quando os fofoqueiros são pessoas que vc confia, e que se tem a ideia de serem amigos, isto magoa, além de provocar um grande sentimento de raiva…
DeRose Reply:
março 23rd, 2009 at 17:39
Isso é o que eles querem. Se você sentir raiva ou ficar infeliz, eles ganham. É preciso desenvolver um derivativo para canalizar essa energia e crescer com isso. Aí, os que queriam prejudicá-lo ficam frustrados em suas intenções, torcem-se de ódio e isso os destrói, pois às vezes gastaram tempo, trabalho e dinheiro para prejudicá-lo e tudo isso foi desperdiçado. Você, por outro lado, usou a energia que eles proporcionaram para ficar mais conhecido e até para se superar e tornar-se melhor. Isso nos dá uma sensação de verdadeira felicidade e realização pessoal.
Fernando Reply:
março 23rd, 2009 at 17:46
Mestre,
Algo interessante: No Sat Chákra de dezembro, uma das instrutoras nos deu de presente um incenso. Para ser acendido uma vez ao mês, e mentalizar os pensamentos escritos num pedaço de papel naquele evento.
É curioso, pois um dos pedidos foi o de fortalecimento de amizades, e tenho vista que estas pessoas, falsos amigos, têm se afastado da minha vida de maneira absurda.
Realmente, num primeiro instante, faz muito mal, entretanto, trabalho para aproveitar esta oportunidade de crescimento pessoal.
segunda-feira, 23. março 2009
Não sei porque mas, lendo o comentário sobre fofocas, lembrei-me de um verso do genial Mario Quintana, que deu vontade de reproduzir… Então aí vai:
“Da calúnia:
Sorri com tranquilidade
Quando alguém te calunia.
Quem sabe o que não seria
Se ele dissesse a verdade…” M. Q.
Um beijinho carinhoso a todos!!!
Eida
segunda-feira, 23. março 2009
Querido Shrí DeRose,
Confesso que quando comecei a ler os seus livros no início fiquei com a ideia que havia um pouco de “mania da perseguição” a mais, tantos eram os relatos sobre os que sabotaram, os que atentaram, os que perseguiram, os que estiveram sempre a minar o trabalho. Só mais tarde fui percebendo aquela máxima que diz que a contestação e sabotagem do nosso trabalho é inversamente proporcional à qualidade deste, era esse o motivo, inveja. [Acho que você quis dizer "diretamente proporcional". DeRose]
Destaco em tempos muito recentes o tipo de fofoca subtil, aquela que é quase imperceptível, mas deveras acutilante.
Fui percebendo com o meu Mestre, a estar mais alerta para saber ler a verdadeira mensagem por trás de muitas expressões e palavras.
A perceber que alguém pode, sem explicitamente fofocar, meter a boca toda e a cabeça na fofoca, jogando com as palavras.
Com o passar do tempo tenho visto um pouco para lá do óbvio, e não ser tão ingénuo com muito do que se diz e se escreve, e nunca me esqueço o que o meu querido João Camacho costuma lembrar: “Toda a verdade tem um pouco de mentira, e toda a mentira tem um pouco de verdade”.
Depois fui percebendo que nem todos temos as mesmas motivações, mesmo quando estamos teoricamente no mesmo barco, e recordo-me daquele texto de duas pessoas que seguem na mesma viagem de cruzeiro (simbolizando a vida), um vai toda a viagem lamentando e queixando, o outro vai aproveitando e gozando essa viagem. Transporto esse texto mudando apenas que uns vão sempre sabotando, e outros vão sempre progredindo na autosuperação e qualidade do seu trabalho.
Depois fui percebendo em algumas pessoas que por vezes nem é preciso ser directo, nem muito explícito para fazer fofoca, basta uma palavra aqui, uma expressão acolá, uma sabotagem mais além, e pronto, consegue-se produzir de uma pessoa uma imagem negativa.
Depois percebi que algumas pessoas ainda não nos conhecem pessoalmente nem conhecem o nosso trabalho e já não gostam de nós, já não sentem apelo a participar no nosso trabalho, porque por trás dessa atitude já houve fofoca, já houve mal-dizer, ou tão só já houve sabotagem. Depois quando conhecem mudam de ideia.
E no final isto não é ter mania da perseguição, é tão só deixar de ser ingénuo, e não perder uma única e infinitesimal unidade de energia com isso, antes pelo contrário, desenvolvendo essa consciência e clarividência, uma pessoa consegue-se focar mais no seu trabalho, e não alimenta nem perde tempo com quem gosta de fofocar.
Curiosa semelhança entre focar e fofocar. Uns gostam de se focar e desenvolver o seu trabalho, outros gostam de fofocar.
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Júlio Silva Reply:
março 24th, 2009 at 7:11
Correcto, quis dizer “directamente proporcional”
obrigado querido Shrí DeRose!
SwáSthya!
Júlio Silva
terça-feira, 24. março 2009
Este assunto me arrepia. hehe…
Embora tenha um sangue um pouco quente, aprendi a calar e esperar. E passei a confiar demais nas leis da física de causa e efeito….
Beijos e abraços apertados!
DeRose Reply:
março 24th, 2009 at 1:20
A ideia não era exatamente “calar”, Camilinha. Era não deixar falar. É diferente. Acho que eu me expressei mal. Quis passar uma proposta de elegância e acabei transmitindo uma sugestão de omissão perante o que ataca. Desculpe. Vou reestudar aquele texto. Um abraço do DeRose.
terça-feira, 24. março 2009
Querido Mestre,
Passar a vir diariamente aqui ao blog fez uma grande diferença na minha vida. Ter um local onde sou relembrada com carinho de como devo proceder para ser uma pessoa melhor tem um valor inestimável. Claro que a aprendizagem da filosofia e a convivência com pessoas do SwáSthya também ajuda a defendermo-nos de más influências exteriores e a sentirmos mais vontade de afirmar o nosso lado melhor onde quer que estejamos!
Por tudo isso lhe agradeço muito.
Um grande beijinho de uma “caçulinha” do Porto
DeRose Reply:
março 24th, 2009 at 1:14
Querida Caçulinha, sua presença aqui é muito importante. Beijinhos do DeRose.
Joana Cardoso Reply:
março 24th, 2009 at 21:45
Depois de agradecer pelos ensinamentos, agradeço agora pelo carinho.
terça-feira, 24. março 2009
Konbanwa, Mestre & Fée!^-^
Depois de ler o “telefone sem fio” lá em cima (e rir muito), lembrei de algo bom e não tão bom ao mesmo tempo.
O bom: uma frase que ouvi há algum tempo, “temos dois olhos para observar mais, dois ouvidos para escutar mais, mas uma só boca, para falar menos”.
O não tão bom: não lembro de quem ouvi a frase… ¬.¬
(Mas quando lembrar, eu posto aqui)
DeRose Reply:
março 24th, 2009 at 1:54
Valeu… Konbanwa, Omori-san.
Chrystine Omori Reply:
março 24th, 2009 at 11:56
Ohayou gozaimasu, Mestre & Fée!^-^
“Valeu”?
hihihi, de ‘velhote’ não tem nada mesmo…
terça-feira, 24. março 2009
Muito boa a história. A pesar de já ter la ouvido muitas vezes, sempre é bom escutar la uma vez mais. Além do mais, porque mesmo nos, que a conheçemos, quantas vezes não continuamos acreditando em fofocas…?
Beijão,
Anahí
terça-feira, 24. março 2009
Querido Dê, para mim a fofoca é (para além de tudo já mencionado) um ato de covardia. É muito fácil falar de outrém e não diretamente ao interessado quando se tem qualquer opinião. Procuro sempre usar o seu ensinamento de “fazer a fofoca andar para trás” e normalmente acabamos por desmascarar o fofoqueiro.
):
Um bom “sútra” para tentar eliminar a fofoca é adotarmos o seguinte condicionamento (ainda necessita de melhor elaboração, talvez você possa me ajudar
Não gostou, fale com o responsável (e não com os outros).
Gostou, fale com o responsável *e* com os outros também
beijo (já de saudade)
(poxa será que desta vez consigo por a foto?)
Anahí Reply:
março 24th, 2009 at 23:48
Gosto dos seus posts, Ale
Beijinhos,
Anahí
terça-feira, 24. março 2009
Interessante o artigo e os comentários. Lembrei de uma história do grego Sócrates, que ilustra seu sistema conhecido como triplo filtro ou os três filtros de Sócrates.
A História foi assim (dizem):
- Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?
- Espera um minuto – respondeu Sócrates – Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o “Teste do Filtro Triplo”.
- Filtro Triplo?
- Sim – continuou Sócrates – Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa idéia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo.
E continuou:
- O primeiro filtro é o da VERDADE. Tens certeza absoluta de que aquilo que vais dizer é perfeitamente verdadeiro?
- Não – disse o homem – o que acontece é que eu ouvi dizer que…
- Então – diz Sócrates – não sabes se é verdade.
- Passemos ao segundo filtro, que é o da BONDADE… O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário…
- Então – continuou Sócrates – Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
- O último filtro é o da UTILIDADE…
- O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
- Não, acho que não…
- Bem – concluiu Sócrates – se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me?
Essa é uma lição interessante que nos leva a não falar demais, nem permitir que conversas de corredor nos influenciem.
O que vamos dizer ou ouvir é VERDADEIRO?
O que vamos dizer ou ouvir é BOM?
O que vamos dizer ou ouvir é ÚTIL?
Para saber mais sobre Sócrates:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sócrates (acentuado mesmo).
quarta-feira, 25. março 2009
.. uma questão..
Se um grupo de pessoas reparar, ou ficar-se “publicamente” a saber que alguém está a fazer uma verdadeira campanha destrutiva contra outros colegas – no seio da nossa egrégora, não é suposto essa pessoa ser afastada das suas funçoes de “instrutor”?… (uma vez que nesse “estatuto” já deveria comportar-se de forma muito mais responsavel!!…)..
Hoje, estavamos comentando este seu post, na aula da manha.. e contaram-me um caso desses, em que fiquei prerplexa!!.. e esta questão me surgiu… (confesso que fiquei baralhada)..
Genoveva Reply:
março 25th, 2009 at 12:22
.. (correcção: perplexa.. o dedo colocou um “r” a mais.. ehhe)
DeRose Reply:
março 25th, 2009 at 13:25
Para casos assim, raríssimos, existe o Conselho de Ética do Colegiado Internacional de Presidentes de Federações. Realmente, é inadmissível que um instrutor mova campanha contra outros colegas. Ainda que raros, se casos assim ocorrerem devem ser levados imediatamente ao conhecimento do Conselho de Ética, antes que produzam efeitos negativos sobre quem quer que seja.
Genoveva Reply:
março 26th, 2009 at 15:24
Obrigada pelo esclarecimento e fico mais descansada sabendo da existencia desse conselho… quanto mais nao seja, terá o seu papel dissuasor.
É de facto inadmissível e inacreditável esse tipo de coisas dentro da nossa egrégora.. desejo lucidez e bom senso a todos
swásthya
quarta-feira, 25. março 2009
Mestrão!
Que beleza! Quando eu recebia alguma fofoca por e-mail costumava mandar esse seu texto como resposta (citando a fonte, evidentemente
).
Agora, melhor ainda, posso mandar apenas um link para esse post ( http://tinyurl.com/dnm7jz ). Assim, ao mesmo tempo que passamos a mensagem adiante, divulgamos também a obra e o blog.
Aliás, isso também vale para MUITOS dos seus posts. Arriscaria a dizer que cada post tem mil e uma utilidades! =)
SwáSthya!
Fabio.
quinta-feira, 26. março 2009
Os boatos e fofocas são realmente terríveis. Lembro-me de uma história em que para demonstrar a alguém a dificuldade em desmentir uma fofoca ou um boato uma vez estes lançados, lhe pediram para pegar numa cesta cheia de penas de galinha e que de seguida a despejasse no meio de uma rua ventosa. No dia seguinte pediram-lhe para voltar à mesma rua com o cesto e que recolhesse todas as penas que no dia anterior tinha despejado….
Regina Wiese Zarling Reply:
março 27th, 2009 at 2:05
Muito interessante essa história!
Bjs
Rê
sexta-feira, 27. março 2009
Augustus procurou Sócrates e disse-lhe:
– Sócrates, preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o
que me contaram a respeito de… Nem chegou a terminar a frase, quando
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
– Espere um pouco Augustus. O que vai me contar já passou pelo crivo
das três peneiras?
– Peneiras? Que peneiras?
– Sim. A primeira, Augustus, é a da verdade. Você tem certeza de que
o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?
– Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!
– Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a
segunda peneira: a bondade.
O que vai me contar gostaria que os outros também dissessem a seu
respeito?
– Não, Sócrates! Absolutamente, não!
– Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira.
Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo
necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma
coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?
– Não, Sócrates… Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi
que nada me resta do que iria contar.
E Sócrates sorrindo concluiu:
– Se passar pelas três peneiras, conte!
Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar.
Caso contrário esqueça e enterre tudo.
Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos.
Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário
infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de
passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras por que:
Pessoas sábias falam sobre idéias;
Pessoas comuns falam sobre coisas;
Pessoas medíocres falam sobre pessoas.
domingo, 5. abril 2009
Ao fofocar contribuo para reforçar preconceitos e repressões existentes na sociedade e aproveito ao mesmo tempo para deixar claro que não participo, uma vez que estou acusando, julgando e condenando o fato. Hipocrisia pura. Normalmente tal fato me incomoda porque alguém fez algo que não tenho coragem ou não tenho capacidade de fazer. No SwáSthya prezamos por nos libertar de condicionamentos e repressões. Fazemos escolhas sinceras a respeito de quem sou e o que quero para mim e valorizamos imensamente nossa boa relação com o próximo, motivos que excluem ou contribuem para que a cada dia a fofoca fique mais afastada da nossa egrégora.
Obrigado, Mestre pelos seus conhecimentos e ensinamentos, eles são ouro em pó.
sexta-feira, 17. abril 2009
Habitualmente presencio situações de amigos falando mal de outras pessoas, sempre me incomoda estes comentários, mas apenas não os incentivo, não participando da conversa, será que só isso é suficiente?
bjssss
sexta-feira, 5. junho 2009
“A mente só repousa na solidez da verdade”
Samuel Johnson
Um forte abraço para todos, especialmente para você, Mestre DeRose!