Quando eu tinha uns seis anos de idade, minha mãe me levou na Semana Santa para assistir a Paixão de Cristo no cinema. Na hora da prisão, açoitamento e crucifixão de Jesus, perguntei à minha mãe porque aquela multidão de seguidores do Nazareno não o defendia. Minha mãe não soube me explicar. Talvez por isso, a perplexidade persista até hoje.
Enquanto vivo, Jackson foi difamado, insultado, chantageado, processado. Os oportunistas o atacavam para lhe tomar dinheiro, os jornais o classificavam das piores coisas, os tribunais o humilhavam…
Certa vez, comentei que isso só teria fim se ele morresse e que talvez ele soubesse disso.
Bem, aí está. Terá sido desistência de viver? Terá sido falência psicossomática? Suicídio? Não sabemos. Jamais saberemos, porque as notícias que chegam a público já foram manipuladas para que só saibamos aquilo que querem que fiquemos sabendo. E ali há muito dinheiro em jogo.
O que me revolta é que agora que o artista morreu, aqueles que deveriam tê-lo defendido enquanto ele estava vivo, passam a louvar sua genialidade e chorar sua ausência. Hipocrisia.
Quantas noites de Jackson devem ter sido lavadas em lágrimas por sentir-se só e desamparado. Quanto ranger de dentes por sentir-se injustiçado, traído, difamado!…
E agora, os mesmos que o detrataram elogiam e tecem emocionadas exéquias. Agora? Obrigado, mas agora não adianta mais. Melhor fariam se permanecessem em respeitoso silêncio e não dissessem mais nada.





sábado, 27 de junho de 2009 às 3:08
Que comentário lúcido, Dê.
Um beijo de admiração.
sábado, 27 de junho de 2009 às 4:18
É realmente assustador a velocidade com que
a mídia muda de opinião ao sabor dos ventos.
sábado, 27 de junho de 2009 às 9:33
Infelizmente é assim… Até quando?
O Mestre é a única pessoa que eu conheço que fala das perseguições e difamações. Não só das que tem sido alvo ao longo da sua vida, mas também das perseguições aos outros. Louvo a sua coragem por fazê-lo.
Todos os outros, talvez por vergonha, por se sentirem só e desamparados, nunca o fizeram. Nunca levantaram a voz como o Mestre, nem escreveram o que devia ser escrito.
Felizmente que o Mestre já não está só nem desamparado, como esteve há muitos anos atrás. Mas imagino o que terá sido…
Felizmente que hoje somos muitos e a nossa egrégora é forte e unida. Talvez um dia o nosso mundo seja um lugar melhor para vivermos, sem nos atropelarmos uns aos outros.
Um grande beijo cheio de carinho e até Agosto.
Zélia – Unidade 5 de utubro – Lisboa
sábado, 27 de junho de 2009 às 9:35
alexandremontagna.com
Era um virtuose esse Michael, não? Sobre este aspecto, sugiro aqui a leitura do texto “O grande defeito do brasileiro é que ele não tem a coragem de defender” do livro Quando é Preciso Ser Forte. Embora esteja mencionando uma nacionalidade específica, ele serve muito bem para ilustrar o comportamento que as pessoas têm de permitir que difamações sejam jogadas aos ventos contra alguém que não está presente para defender-se sozinho. A covardia é confortável: basta ficar quieto e deixar as calúnias ganharem terreno. Ou ainda pior, numa clara demonstração de personalidade frágil: agarrar a fofoca em uma mão e uma pedra na outra, e juntar-se ao grupo dos que atacam e humilham, por não ter forças para negar-lhes a razão.
Parece que ocorreu há uns 40 anos um caso muito similar com um popstar nosso, brasileiro, chamado Wilson Simonal, mas tenho pouco conhecimento sobre o assunto.
sábado, 27 de junho de 2009 às 10:06
Pois é Mestre, parece que essas pessoas ainda não aprenderam o poder da admiração. Invejam porque são preguiçosas e não arranjam coragem nem humildade para lutar e aprender com quem já sabe. O que mais me entristece é que acabam sempre por levar uns quantos que ainda não descobriram o livre pensar! Custa ver, custa sentir, mas acho que são esses que nos fazem crescer em todos os aspectos.
Minha admiração e gratidão por si. Que mesmo sendo mal tratado insistiu e trouxe esta maravilhosa, fantástica, útil, construtiva (e tanto mais) Cultura, até nós!
Deste lado terá sempre um leal defensor da nossa família.
Muito obrigado!
Nuno Jacob – Faro
sábado, 27 de junho de 2009 às 10:09
swasthya-yoga.de
Realmente, eu pensei na mesma coisa quando escutei a notícia no rádio. Como de repente milhões (!?) de pessoas saem na rua, fazendo passeatas e participando de “choros coletivos”, se antes ninguém se manifestava para tentar defendê-lo em vida? Afinal, ele não se tornou ídolo no momento em que morrera.
As pessoas realmente têm medo de defender aquilo, no que acreditam. Esperemos que no mínimo através de lições como essas, algumas pessoas aprendam a tomar iniciativas.
Ich wünsche allen ein schönes Wochenende!
Liebe Grüße
Christian Mader
Alemanha
http://www.swasthya-yoga.de
sábado, 27 de junho de 2009 às 11:47
Concordo totalmente com as suas palavras, Mestre.
Pena que seja necessário uma pessoa morrer para todos darem o devido valor. A humanidade não aprende mesmo.
Beijo enorme!
Anahi Flores Reply:
junho 27th, 2009 at 16:12
E o pior, é que nem agora irá a aprender…
sábado, 27 de junho de 2009 às 13:06
yogacg.com.br
Mestre é de forma emocionada que percebo a cada dia o quanto isso é sério, e talvez essa atitude comportamental não mude nunca, pois se mudar não daria o que falar! pós-morte.
sábado, 27 de junho de 2009 às 13:42
Ontem mesmo, eu pensava sobre isso, sobre toda essa hipocrisia. Há pouco tempo atrás ele era chamado de pedófilo, gay etc. E agora que morreu, fizeram dele um herói. Eu jamais falei com ele. O vi no Festival de Cannes, quando morei lá, mas apenas de longe. Então não me considero apta a julgá-lo. Particularmente, não gosto de suas músicas.
Bjs
Regina Curitiba
sábado, 27 de junho de 2009 às 13:52
Estou consigo, Mestre. Partilho dessa mesma opinião, pois também senti que as pessoas só o exaltaram agora que morreu. E pior, foi ver pessoas chorarem por todo o lado como se de um ente querido se tratasse. Mas um ente querido não se larga quando mais precisa de nós, pois não? Porque não choraram também com ele quando mais precisou? Quando ele também chorou?
Mas infelizmente será sempre assim, só sabemos dá valor às coisas e às pessoas quando já não as podemos ter por perto.
Lisa (Lisete) – Lisboa, Portugal
Método DeRose no EspaçoIn
sábado, 27 de junho de 2009 às 14:20
swasthya.marcocarvalho.com
Um printscreen que mostra o senso de valor que a humanidade tem das coisas:
http://img40.imageshack.us/img40/9172/1245456677307.jpg
Abraços Mestre.
sábado, 27 de junho de 2009 às 14:40
Pura verdade Mestre, só se fala nele em todo lugar.
Até quando isso acontecerá?
Sidnei Reis
Santo André – SP
sábado, 27 de junho de 2009 às 16:06
alexandremontagna.com
Robin Gibb, dos Bee Gees, disse recentemente: “se uma pequena porção dos elogios que estão fazendo sobre Michael Jackson agora tivessem sido ditos ano passado, talvez ele ainda estivesse conosco. Esta é a triste verdade.”
http://www.robingibb.com/news/2009/06/26/robins_tribute_to_michael_jackson
sábado, 27 de junho de 2009 às 16:13
anahiflores.org
Muito bom este comentário, Mestre.
Super acertado.
Anahí – Buenos Aires.
sábado, 27 de junho de 2009 às 16:59
priramos.com
Fiquei muito triste com a notícia. Muitos amigos meus concordaram que o Michael Jackson fez parte da nossa história, está na memória de qualquer pessoa da minha geração. Perdi a conta de quantas performances fiz em festinhas imitando o Michael! Suas músicas agitam todo mundo e ainda hoje tem o poder de gerar uma alegria espontânea em mim.
O comentário do Mestre realmente nos reafirma da importância de valorizar as pessoas em vida!
Um adeus ao querido e talentoso Michael.
sábado, 27 de junho de 2009 às 17:34
Cher maître, je ressens un grand plaisir de lire vos textes tous les jours ….
J’ai grandi avec la musique de Michael Jackson, j’ai imité sa manière de danser, j’ai répété ses chansons même si je ne parlais pas anglais quand j’étais petite,c’est un artiste hors du commun.
Hélas! on croit toujours que les étoiles sont éternelles ….
C’est avec un sentiment de tristesse que j’ai reçu la nouvelle, et la première chose que j’ai pensé était “il est mort seul, il a souffert étant enfant, puis adulte de lapidations verbales et émotionnelles toute sa vie, ça a du être difficile à surmonter ” ….
La plupart des gens malheureusement voient le verre à moitié vide …
Moi je voyais et verrai toujours en lui un artiste que j’ai toujours admiré, un danseur hors du commun, un précurseur engagé qui a tiré la sonnette d’alarme sur le danger que court notre planète “earth song”, sur la famine et l’état des enfants dans les pays pauvres “Heal the world” …. mais aussi UNE VOIX ANGÉLIQUE qui a su nous emporter dans d’autres dimensions ….
Petite pensée pour sa famille, espérant qu’elle ne souffrira pas des requins médiatiques !!!
….
Bisous de Paris Maître, et merci encore pour cette fenêtre de communication quotidienne avec vous.
Meryem.
sábado, 27 de junho de 2009 às 18:01
É a história se repete.
Parece que o ser humano tem muito que evoluir.
Que isto sirva de alerta para todos nós.
Temos que reforçar ainda mais a campanha da boa imagem e do bom trabalha que executamos.
Um beijo Mestre.
Henrique Malerba – Santana / SP
sábado, 27 de junho de 2009 às 19:41
Mestre, estou com uma aluna aqui na Unidade que me perguntou exatamente isso!
Que bom que você não vai precisar passar por isso: estamos com você, Mestre querido, defendendo-o e caminhando ao seu lado por toda a sua existência, que será eterna.
Um beijo no anáhata
Júlia Calderoni
Unidade Brooklin – São Paulo
sábado, 27 de junho de 2009 às 20:00
A Necrofilia da Arte
Gilberto Gil/Rubinho Troll
A necrofilia da arte
Tem adeptos em toda parte
A necrofilia da arte
Traz barato artigos de morte
Se o lennon morreu, eu amo ele
Se o marley se foi, eu me flagelo
Elvis não morreu, mas não vivo sem ele
Kurt cobain se foi, e eu o venero
A necrofilia da arte
Dá meu endereço a quem não gosto
A necrofilia da arte
Faz compreender quem não conheço
Zunfus trunchus que eu nem conhecia
Virou meu star no outro dia
Beijo Mestre!
Rômulo Justa
Fortaleza – Ceará
sábado, 27 de junho de 2009 às 20:43
… y mientras leo su nota, Maestro DeRose, escucho por medio de mi ventana una cancion de el, viniendo de la calle del stereo del auto de alguien..
que loco, y triste que el humano siempre proceda de esta forma, por eso hay que “estar” presente en “el presente “y hacer de Hoy : los actos que mejor representen nuestras ideas manana.
un abrazo,
Lelia
NYC
sábado, 27 de junho de 2009 às 22:32
palavrasatropeladas.blogspot.com
Revolto-me também com uma séria tristeza.
São Bernardo do Campo/ SP
domingo, 28 de junho de 2009 às 1:53
Eu fiquei triste, não era fã, mas me fez lembrar de muitos momentos que foram bons e marcados com a música dele… Porém, com isso seremos obrigados a engolir mais uma vez esse tipo de mídia que só valoriza o que dá ibope, infelizmente por uma semana só vamos ouvir as músicas dele nas rádios, e teremos que aguentar as especulações sobre a causa da sua morte…
Parabéns Mestre, vc sempre escolhe muito bem as palavras… “O que me revolta é que agora que o artista morreu, aqueles que deveriam tê-lo defendido enquanto ele estava vivo, passam a louvar sua genialidade e chorar sua ausência. Hipocrisia.”
Faço minhas as palavras da Jú Calderoni: com vc será diferente porque nós estamos contigo por toda a existência…
Letícia
aluna da Flavinha – Unidade Jardins – Sampa
DeRose Reply:
junho 28th, 2009 at 2:56
Obrigado, querida.
domingo, 28 de junho de 2009 às 17:42
Foi um choque receber a notícia, mas como o Mestre refere será que ele desistiu? Tanta perseguição, tanta difamação que provavelmente muitos conseguiram o que desejavam, acabar com ele. Conseguiram e agora vêm dar palmadinhas nas costas… Só posso concordar com tudo o que disse Mestre, deviam permanecer em silêncio e não mostrarem a cara a ninguém.
segunda-feira, 29 de junho de 2009 às 7:26
Como se costuma dizer nestas situações “O rei está morto, viva o rei”.
Paulo
Unidade da Amadora – Portugal
segunda-feira, 29 de junho de 2009 às 9:13
Mestre, como sempre tem toda a razão.
Por quantos anos, décadas, séculos, situações semelhantes ainda se irão repetir?
Maravilhoso SwáSthya que nos aprimora a lucidez.
Obrigado por tudo Mestre, do fundo do coração.
Beijos.
—
Porto – Portugal
segunda-feira, 29 de junho de 2009 às 11:17
joaomarcelomarketingdireto.blogspot.com
Sempre que acontece algo assim, virou um hábito…. ler o blog, porque o comentário mais inteligente sempre está aqui.
Resta a pergunta: o que estamos fazendo por nossos “ídolos” que ainda estão vivos?
segunda-feira, 29 de junho de 2009 às 11:54
lauro.valente.eng.br
Oi Mestre… Só para aumentar a discussão, olha o artigo publicado pelo Google:
http://googleblog.blogspot.com/2009/06/outpouring-of-searches-for-late-michael.html
Tanta gente buscando notícias sobre este gênio que o sistema do Google acabou bloqueando pesquisas com o seu nome por crer que era um ataque de hackers!!!
O hype[http://www.thefreedictionary.com/hype] obviamente iria acontecer! E somente um gênio seria capaz de provocar esse aumento de mais de 700% nas buscas por seu nome!
segunda-feira, 29 de junho de 2009 às 13:50
Pensei exatamente sobre essa hipocrisia com a notícia e divulgação da morte do Michael Jackson.
Seu texto, Mestre, não deixa dúvida de que temos que devendê-lo e à nossa cultura agora, já, ontem e sempre!!
Conte comigo!
Alê – Unidade Alphaville / SP
sábado, 4 de julho de 2009 às 15:58
YogaKobrasol.org
O interessante é que Michael Jackson era vegetariano, não fumava e não bebia e muita gente só ficou sabendo depois da sua morte.
Aí vai minha homenagem a este grande ídolo:
Lerivan Ribeiro
Unidade Kobrasol
Floripa -- SC
segunda-feira, 10 de agosto de 2009 às 14:13
Olá DeRose, estava de passagem pela na internet e encontrei o Blog do Alexandre juntamente com o seu (risos), bom adorei o seu texto, acho realmente muita hipocrisia como agora o colocam como Rei do Pop, revolucionário, único em fim……Vários cometarios, na maioria maus, sem nenhum contexto e nexo algo que nunca acreditei, essas pessoas são muito hipócritas mesmo, pode-se dizer que as únicas que o defenderam foi Elisabeth Taylor sua grande amiga e o ator Macauly Calkin…. pois é……Infelizmente acho que nem se o mundo mudasse hoje a sua opinião sobre a pessoa que ele foi não adiantaria, ele esta morto…..Mas amo meu ídolo, irei passar para os meus filhos quem ele foi, por que alem do ídolo sempre me chamou atenção a pessoa sensível, que sofreu, foi repuldiada, julgada, sem a menor chance de defesa…..Mas que tinha a pele de Rinoceronte como ele dizia, e um sorriso sincero…….Boa Tarde
sábado, 6 de fevereiro de 2010 às 7:17
marcosfelice.com
Mestre muito querido,
A resposta à pergunta que você fez há tantos anos está logo ali, bem pertinho de ti e de todos os que quiserem encontrar, nos evangelhos.
Dentre tantas maravilhas, durante um bate-papo com seus discípulos, Jesus falou: “é necessário que o Filho do homem padeça de muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”. Lucas 9.22
Jesus sabia a que veio: “é necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus… Pois essa é minha missão”. Lucas 4.43. E, já perto de ser arrebatado deste mundo, completou: “O Filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salva-las”.
Mais adiante, nos momentos que antecederam a prisão de Jesus, os discípulos perguntaram: “Senhor, devemos ataca-los à espada?” E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio: “Deixai, basta”. E tocando na orelha daquele homem, curou-o. E falou para os que vieram lhe prender: “… esta é a vossa hora e o poder das trevas”.
Jesus, depois da ressurreição, falou aos discípulos: “era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos… Assim é que está escrito e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia…”.
Creio que Jesus ensinou pelo exemplo uma outra modalidade de ahimsá, pura, verdadeira e extrema, e levou o princípio da não agressão às últimas conseqüências porque sabia que assim tinha que ser.
Jesus não veio para modificar a Lei, mas sim para torna-la perfeita.
Forte e carinhoso abraço para ti.
Marcos
Unidade Leblon
Marcos Felice Reply:
fevereiro 6th, 2010 at 7:20
Ah! Esqueci… Imagine o banho de sanque que teria acontecido se a multidão de seguidores do Nazareno tivesse partido pra cima dos trogloditas guerreiros romanos.
Creio que Jesus queria algo bem diferente…
Abração!
Marcos
Unidade Leblon
sábado, 6 de fevereiro de 2010 às 8:15
marcosfelice.com
Querido DeRose,
No mundo do “show-business”, muitas coisas são criadas por um artista e pelo pessoal de marketing que o cerca simplesmente para manter o mesmo em evidência.
Creio que ser é diferente de parecer, e ainda, o ser é diferente do parecer. São duas coisas distintas.
Será que Michael Jackson ser, ele de verdade, era o que Michael Jackson parecia ser? Era um Michael Jackson autêntico ou seja, Michael Jackson ser era o Michael Jackson que ele nos parecia ser?
E ainda, será que o ser Michael Jackson se tornou escravo do que deveria parecer Michael Jackson?
Não há dúvidas de que ele tinha talentos artísticos.
Não devemos julgar Michal Jackson. Que tal tentar compreende-lo. Parece-me uma oportunidade muito boa de analisar a essência do ser humano, as suas motivações, o seu ego e o que se faz para satisfaze-lo… Interessante.
Creio que muitas das pessoas que criticavam Michael Jackson não o faziam por não gostar dele, mas sim por gostar, por querer que ele deixasse um caminho que lhes parecia o da destruição e seguisse para o caminho da evolução. Além disso, os amigos de verdade criticam e questionam quando algo não lhes agrada, dão feed-back, sugestões de melhorias e torcem… Querem colaborar, mesmo quando não condordam com algo.
Penso que a morte de Michael Jackson entristece a todos, mesmo aos que o criticavam, porque se perde mais um ser humano que fez coisas boas e que gostaríamos que tivesse feito muito mais. Pode ser que ele tenha feito coisas não tão boas, ou até mesmo ruins, mas não creio que alguém, mesmo os seus ferozes críticos, possa pensar “legal! Que bom! Até que enfim Michael Jackson morreu! Por que demorou tanto? Como tanta gente boa morre e logo uma pessoa como ele fica vivo? ” Não creio que alguém pense assim. Talvez alguns poucos pensem. Talvez pense assim alguém que tenha sofrido diretamente algum mal perpetrado por ele, se é que ele realmente assim o fez.
Uma coisa me parece verdade, tanto para Michael Jackson quanto para você, DeRose: existem infinitamente muito mais pessoas que gostam, que amam e que querem o bem, do que alguns poucos que verdadeiramente não gostam e desejam o mal.
Abração!
Marcos
Unidade Leblon
DeRose Reply:
fevereiro 6th, 2010 at 21:55
Me emocionou, Marcos.
Mas, então, valorize enquanto estou vivo: Traga todo o mundo para ganhar como brinde um Yôga Sútra, edição de luxo, grátis, sem sorteio, ao participar da minha aula no dia 28 de fevereiro em comemoração ao Dia do Yôga.
domingo, 7 de fevereiro de 2010 às 11:53
marcosfelice.com
Querido DeRose,
Dou muito valor à tua vida e aos teus ensinamentos.
Estou aprendendo muito e me preparando para um dia poder passar direitinho para as próximas gerações tantas maravilhas que você nos transmite.
Sou muito feliz e honrado em poder dizer que vivi nos dias do DeRose, que te abracei e que estive contigo.
Será um grande prazer e uma honra participar da tua aula no dia 28.
Gostaria de completar o comentário sobre Jesus, pois penso que se os seus seguidores tivessem enfrentado a guarda romana teriam sido dizimados. E se o fossem, talvez o Cristianismo tivesse acabado ali mesmo. Mas, da forma como ocorreu, foi o império romano que desapareceu. O Cristianismo floresceu e permanece por mais de dois mil anos.
Já parou para pensar que um dos maiores símbolos de Roma, os destroços do Coliseu, é na verdade um monumento à truculência, à selvageria, ao sangue, à dor e à morte? Por que será que só isso sobrou? Aquele lugar deve ter uma energia… Jamais colocarei meus pés lá.
DeRose, muito obrigado pela atenção que dá aos nossos comentários, pela paciência em lê-los e por responde-los sempre, com tanto carinho.
Um abraço cheio de amor e carinho pra ti.
Marcos
Unidade Leblon
terça-feira, 4 de maio de 2010 às 10:37
O nosso comportamento mundano é mesmo deplorável.. a atitude do ser-humano é ainda uma representação lamentável do avidya! Somos muito ignorantes.. e é triste!
Triste porque como Michael Jackson há tantos que passam por isso! Há tantas pessoas do bem, com coisas nobres e ricas a nos ensinar, que devem sofrer em silêncio, calados e amedrontados pelo julgamento social e hipócrita.
Snif, desejo com toda alma que caminhemos mais rápido à uma consciência expandida e a uma melhor percepção de nossas atitudes perante os outros.