No final do século XIX, as parturientes morriam de uma misteriosa febre puerperal após dar à luz. O médico húngaro Ignaz Phillip Semmelweis (1818-1865), começou a observar que as mulheres que eram assistidas por parteiras tinham um índice pequeno de falecimentos pela febre puerperal, mas as que eram atendidas por médicos morriam em muito maior proporção. Isso era um mistério. E era inadmissível, afinal, médicos têm que ser mais competentes que simples parteiras iletradas. Semmelweis ficou atento.
Certo dia, um colega médico, ao proceder à autópsia de uma das pacientes, cortou-se com o bisturi. Logo após, foi acometido da mesma febre e morreu. Então, como a medicina ainda não sabia da existência de vírus e bactérias, Semmelweis deduziu que havia algo – talvez tóxico – no sangue daqueles enfermos e que era transmissível. A partir daí, adotou o procedimento de lavar as mãos, limpando-as do sangue da parturiente anterior, antes de atender a próxima. Com isso, as mortes em sua enfermaria reduziram-se drasticamente. Em conseqüência, declarou: “Quantas mulheres levei à morte prematuramente; e quantas nós médicos, que as deveríamos salvar, estamos matando!”
Merecia ter sido louvado por sua descoberta. Mas não foi. Seus colegas voltaram-se contra ele. Admitir que ele estivesse com a razão seria reconhecer a curteza dos conhecimentos da ciência que eles haviam estudado tanto. E mais: quem ele pensava que era para mandá-los lavar as mãos?
Assim, seus colegas desencadearam uma campanha tão feroz contra ele que fizeram-no perder sucessivamente o bom nome, o emprego, as propriedades e finalmente até a liberdade. Depois de levá-lo à miséria, conseguiram interná-lo como louco. Trinta anos após a morte, sua descoberta foi reconhecida e uma estátua foi erigida em sua homenagem! Lamento, mas agora não adianta mais.
Os Três estágios da verdade :
1º Ridicularização.
2º Oposição Violenta.
3º Aceitação.
Texto de abertura do documentário Earthlings (Terráqueos).
Abração.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 16:03
yogabatel.blogspot.com
Enquanto vivos, muitos são tachados de loucos, simplesmente por serem honestos, ou por não seguirem os padrões que uma sociedade os impõe. Fazem descoberta, fazem maravilhas. Contudo são forçados a negá-las pelo simples fato que alguém não possa admitir que outro tenha sido o primeiro, ou porque outro, não pode admitir seu erro. Depois que esses “loucos” morrem, virão heróis. Herói? Mas quem era? Quem foi? Não importa, agora erguem uma estátua e é herói! E assim, se redimem de suas culpas.
Vamos defender nossos amigos já, não precisamos tornar ninguém herói após sua morte. Basta hoje caminharmos lado a lado, e seguir em frente juntos.
Um maha abraço.
Rê
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 13:45
Quisera ser um louco, para com a minha loucura mostrar aos homens a sua “sanidade” imbecil. Beijos
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 16:03
adyashtanga.org
Querido Mestre
A humanidade sempre tratou os seus luminares como os porcos fazem às pérolas que lhes lançam. Após cheirá-las, estes, ao perceberem que não se trata de comida, despedaçam-nas debaixo dos pés. Por mais rara que seja a beleza de tais pedras preciosas.
Churchil, o estadista inglês, terá dito, acerca dos animais, que não gostava de gatos, pois estes olham os homens com superioridade, não gostava de cães, pois estes olham os homens com submissão, só gostava dos porcos, pois estes olham os homens, olho no olho, de igual para igual.
Felizmente para si e para todos nós, Mestre, o seu reconhecimento ainda chegou em vida. Hoje tem uma legião de pessoas que o protegem e divulgam o Método DeRose, que propagam a Nossa Cultura, que pugnam, com tenacidade e alegria pela nossa proposta filosófica.
Um abraço, Mestre.
SwáSthya
João Camacho
Everton Reply:
fevereiro 25th, 2009 at 14:44
O Churchil tem outra muito boa que passou ontem mesmo na TV: “Em tempo de guerra a verdade é tão preciosa que precisa ser protegida por um pelotão de mentiras”.
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 13:46
Muito boa!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 21:14
Essa foi a tese de um grande escritor chamado Louis Ferdinand ” Celine ” .Sua obra permanece um tanto quanto obscura devido aos panfleos anti semitas que lançou durante a Segunda Guerra.Além desse há “Viagem ao Fundo da Noite ” e “Morte à Crédito “( Escritor talentoso mas muito amargurado). Mestre esse Blog é ótimo de se acompanhar!
Abraço
João Carlos
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 21:31
Há pessoas que vivem em coerência e sendo assim não precisam de mudar nada, é só viver em ideias e acções de forma igual, ou seja, em coerência. Porém tenho para mim que viver em coerência é colocar em reflexão todos os nossos conceitos, toda a nossa moralidade, e a coerência será essa, a de nos confrontarmos ao longo do tempo com a nossa essência, e mudar, alterar se assim se julgar, no intento da justiça e da evolução.
Não falo em contestar as mentes e os actos, pelo simples facto de objectar, na tentativa pueril de ser original. Falo sim na predisposição para estar alerta de uma descoberta, que mesmo não sendo a cura das grandes doenças da humanidade, sirva simplesmente o nosso auto-conhecimento e consequentemente aproxime a nós o mundo.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 21:53
Konbanwa, Mestre & Fée!^-^
Só para complementar, não era uma questão apenas de orgulho ferido dos colegas de profissão, mas toda uma cultura baseada na relação do catolicismo – qualquer que seja a corrente – com o corpo, baseada praticamente na noção do pecado e da culpa. Basta lembrar que, durante a Idade Média, a Igreja aboliu o banho. Qualquer conexão com a Peste Negra não é mera coincidência. A noção de higiene e assepsia como conhecemos hoje só foi realmente incorporada à medicina na época da Primeira Guerra Mundial.
E como pedras não faltam nem deste lado do Atlântico, no comecinho do século XX, outro médico também teve dias bastante complicados, com a população e com a imprensa, mas com um final menos trágico. Trata-se de Oswaldo Cruz, que acreditou na teoria formulada por médicos cubanos que um mosquito transmitia a febre amarela; promoveu uma limpeza na cidade a fim de combater a peste, transmitida pelas pulgas dos ratos e eliminar os mosquitos; mas nem com o apoio do então presidente, Rodrigues Alves, escapou do ataque da imprensa, que ridicularizava sua campanha e da população em geral, que o julgava louco. Mas a gota d’água veio com a vacinação forçada da população contra a varíola, gerando uma reação tão violenta que passou a ser conhecida como a Revolta da Vacina, em 1904.
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/cenasdoseculo/nacionais/revoltadavacina.htm
http://www.ccs.saude.gov.br/revolta/revolta.html
Depois de muita briga, retirou-se a obrigatoriedade da vacinação (e ao que parece, resolveram informar a população também do que se tratava). Assim, em 1906, a varíola estava erradicada no Rio de Janeiro, e a população se orgulhava de viver na “cidade mais linda do mundo”, segundo os jornais da época.
Quanto a Oswaldo Cruz, entre outras coisas, foi eleito prefeito de Petrópolis em 1915. Nada mal para quem chegou até a ser chamado de “General Mata-Mosquito” e “O Nero da higiene”, entre outros nomes não muito lisonjeiros.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59701999000300002&script=sci_arttext
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 8:14
“Um homem com uma nova ideia é considerado excêntrico até que a sua ideia seja aceite” – Mark Twain
Lila
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 8:15
yogarivegauche.fr
C’est vrai,
A paris on a que des exemples comme ça, Van Gog, Picasso et autres….l’humanité n’apprend pas…
Alexandre Montagna Reply:
fevereiro 25th, 2009 at 17:41
C’est un plaisir quand je lire votre commentaires. Je apprendre plus rapide.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 10:22
yogario.com.br
Oi Mestre!!!
Uma sugestão para o blog:
O título do blog no alto da página “blog do DeRose” poderia ser um link para a página inicial do blog. Assim, quando acharmos uma página do blog no google ou quando estivermos perdidos numa das páginas será fácil e ágil ir direto para o último texto postado.
Se isso não for possível, uma outra opção seria criar um link com essa finalidade do lado de “ver todos os posts”.
Abração!!!
DeRose Reply:
fevereiro 25th, 2009 at 12:49
Pode ser uma boa idéia, César. Por favor, sugira-a diretamente ao Daniel Cambria. Obrigado.
Fernanda Neis Reply:
fevereiro 25th, 2009 at 20:20
Eu mesma já fiz essa sugestão a ele…
Beijinhos
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 13:48
Ótima sugestão!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 11:54
Finalmente estou de volta! Fiquei sem internet e só eu sei o quanto senti tua falta Mestre! Enfim posso ler os artigos que foram postados, o que diga-se de passagem, não é pouco.
Bjs
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 11:54
yogamatosinhos.pt
A genialidade é um pequeno reflexo divino em cada um de nós. A cada véu desvendado matamos um pouco daquilo que ainda nos torna humanos, esta pequena mente que nos labirinta e enclausura a consciência. Para quem ousa viajar além dela, o conhecido passa a auto-conhecido, o objecto do conhecimento nada mais é que ele próprio, e se sente uno com todos. Esse “todos”, na miserável condição da diferença, se ofende e persegue quem ousa negá-la.
Na unicidade a violência cessa, na diferença e ignorância ela é exacerbada.
Mestre, dissipador das trevas da consciência, obrigado por resistires a todos.
SwáSthya!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 16:38
universoyoga.org.br
Oi Mestrão, obrigado pelo recado de aniversário. Estou providenciando a troca da foto que ficou escura.
O aluno Julio de Higienópolis me pediu para postar um artigo que escrevi sobre o Carnaval. Aí vai.
Obs: o pessoal do Praça São Lourenço adorou a comemoração de seu aniversário lá.
Carnaval, uma festa vegetariana.
Nem todos sabem, mas todo esse samba no pé que assola nosso país nessa época do ano, crava suas controversas origens na mais remota antiguidade, em um antigo festival que celebrava as épocas de colheita às margens do Nilo; reverência ao Deus Saturno em Roma ou culto às qualidades de Dionísio na Grécia…bem, o que se sabe é que passados alguns séculos, a festa começou a ser “organizada” pela Igreja Católica e a dar início à famosa Quaresma – quarenta dias de abstinência de carne, com objetivo de amenizar os pecados e que se encerraria somente no domingo de Páscoa. Com o passar do tempo, o festival tornou-se uma barafunda total. Para que se tenha um vislumbre da inversão de valores, o termo carnaval provém do latim carna vale, que significa carne adeus e a celebração em si, dentre outras coisas, serviria como uma grande e disfarçada manifestação artística contra os governos atuais; tanto é que o termo folia, maciçamente utilizado em época carnavalesca, vem do francês folie, termo que significa loucura, aludindo aos participantes da festa que fingiam-se de loucos para não serem detectados pelos guardas governamentais. Pena que toda essa simbologia faz parte do passado. Há tempos que os papéis se inverteram: Carnaval hoje é sinônimo de tudo, menos de reflexão, seja ela alimentar ou social. Atualmente a festa se faz somente pela festa, sem a mínima preocupação com alimentação ou introspecção. A arte, neste caso, ao invés de instigar a reflexão, nos embriaga com alguns dias de alienação para que não pensemos em mais nada e retornemos à vida normal como eunucos de serpentina. Já reparou que grande parte das medidas provisórias do governo é lançada antes do Carnaval? O velho morde e assopra! Acredito que esta subliminar atitude seja uma dentre outras razões para que não tenhamos grandes revoluções no Brasil, pois quando pensamos em começar a pensar…já é Carnaval e tem Coringão na televisão.
Por que será que praticamente todos os feriados perderam sua função de relembrar e refletir sobre a data comemorativa em questão? Por exemplo, escrevi este artigo logo após o Natal passado e foi àquela coisa de sempre: feliz Natal pra cá, feliz Natal pra lá e, a cada feliz Natal escutado eu pensava com meus botões: o que será que eles estão desejando com isso? É fácil perceber o que as pessoas nos desejam quando dizem ótimo 2009…, mas no Natal esquecem-se da simbologia da celebração do renascimento, da reflexão dos caminhos etc.
Bem, culpa um pouco nossa e também da mídia de uma forma geral, pois não nos interessamos pela data em si, a não ser que não trabalharemos neste dia. Obviamente não estou dizendo para ficarmos todos em casa pesquisando sobre o assunto em questão, ou sairmos em passeata pelas ruas, mas nos faria mal curtir os feriados com um pouco mais de consciência, refletindo sobre o que deve ser refletido?
Por que será que temos a tendência de deturpar as coisas? Arrisco escrever que, baseados em nossos princípios egóicos e em nossas próprias bagagens culturais, interpretamos tudo de acordo com o que nos foi ensinado, da forma que fomos criados e de acordo com aquilo que achamos correto. Por exemplo, será que o que entendemos da Bíblia é realmente aquilo que Jesus quis dizer? Será que os islâmicos interpretam o Alcorão da forma que Maomé imaginou? Quem me garante que você está tendo a impressão exata daquilo que eu quis realmente dizer com este artigo? Provavelmente não. Isso acontece porque julgamos o mundo sob nossa própria ótica como amantes Narcisos diante do espelho da bruxa da Branca de Neve, ou seja, adaptamos o mundo às nossas próprias conveniências. De certa forma, isto é natural, no entanto, sem querer ou por vezes querendo, destruímos tradições ancestrais para tão somente aplacar nossas mesquinhas expectativas. Somos escravos de nossos sentidos, pois somos guiados por essas cinco portas de entrada das percepções (audição, olfato, paladar, visão e o tato) e é através delas que construímos os nossos próprios mundos.
O processo da morte começa no momento em que você nasce,mas se acelera consideravelmente durante os grandes jantares.
Carol Matthau
E aí vem mais um Carnaval, regado a muita carne, álcool e drogas, embotando cérebros e deteriorando estupefatos estômagos. E lá vamos nós, abstêmios em todos os sentidos, a presenciar uma festa cheia de energia, mas desregrada de essência, curtindo a unidade dentro da diversidade. Pelo menos, não teremos dificuldade em cumprir a Quarentena, não é mesmo?
Fábio Euksuzian
Artigo publicado na edição 26 da revista Vegetarianos e no site http://www.universoyoga.org.br
l
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 21:13
Os Três estágios da verdade :
1º Ridicularização.
2º Oposição Violenta.
3º Aceitação.
Texto de abertura do documentário Earthlings (Terráqueos).
Abração.
DeRose Reply:
fevereiro 25th, 2009 at 22:01
Então, Rafa, eu devo ficar esperançoso, pois estou vivenciando a fase da oposição violenta, logo, a próxima etapa será a da aceitação! Valeu!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 às 13:48
YogaKobrasol.com.br
A maioria dos primatas da nossa espécie sofre de um distúrbio, muito bem colocado pelo Mestre DeRose como Egotite Aguda. Isso faz com que eles se sintam extremamente ameaçados quando veem um outro hominídeo fazendo algo ao qual eles não tiveram competência de fazer ou descobrir.
Everton Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 15:52
Cada um, há de se estar bem resolvido consigo mesmo afim de se adquirir santôsha e escapar da Egotite Aguda.
(será isso caso eu tenha entendido o conceito de Egotite Aguda, antes eu imaginava que era a pessoa que para qual tudo gira em torno de seu ego mas esse é o egocêntrico afinal).
Everton Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 16:11
Quando o Mestre sentir vontade de usar o seu crivo em meus comentários, eu agradeço e muito! Afinal estou aqui para aprender e contribuir quando for viável.
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 18:35
Com certeza Everton,
Estamos aqui para aprender e evoluir juntos!
Abração!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 às 14:24
eimarablog.blogspot.com
Sobre esse assunto, o professor Roberto Locatelli tem uma página interessante em seu site:
http://www.planetaignis.com/autor/sindrome.htm
Beijos da Eimara
Anahí Reply:
fevereiro 27th, 2009 at 13:22
Saudades do Roberto!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 às 13:20
anahiflores.org
Oi! Va um blog de um amigo de Santo Domingo:
Blog de Santo Domingo:
http://yogasantodomingo.blogspot.com/2009/02/nuevo-libro-de-anahi-flores.html
Beijinhos,
Anahí
DeRose Reply:
fevereiro 28th, 2009 at 1:26
Obrigado, Anahí. Acho que esse blog já consta nos nossos links. Mas não custa mostrá-lo outra vez. Beijos.